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Monday, May 3, 2021

Exaustos, médicos monitoram por dia 30 pacientes com covid em SP - HORA 7

Trinta ligações por dia. Nos dias mais agitados, a nutricionista Julie Curdi, de 37 anos, chega a fazer 45 chamadas para monitorar pacientes com covid-19, moradores da Brasilândia, um dos distritos mais populosos e vulneráveis da cidade de São Paulo, na zona norte. Por semana, os médicos da Unidade Básica de Saúde do Jardim Guarani chegam a monitorar 150 pessoas.

O contato, em um primeiro momento, tem como objetivo descobrir se o paciente manifestou sintomas como tosse, febre, dores no corpo, diarreia ou ausência de paladar e olfato. Aos poucos, se transforma em uma espécie de terapia para quem não tem acesso a nenhuma.

“São em torno de três ou quatro minutos de conversa. Quando eles não têm queixas, aproveitam e contam o que estão sentindo. Tem paciente que é carente, não tem apoio social”, afirma Ana Paula Kovacs, dentista que há mais de três anos trabalha na UBS. “Tentamos dar algum suporte, mas aparece de tudo. Eles aproveitam o momento para tirar dúvidas. Até queixas dentárias surgem.”

Entre a primeira e a segunda onda da covid-19, a rotina de trabalho no posto de saúde mudou radicalmente. “Tivemos que nos readequar para atender pessoas que chegam com os mais diversos sintomas”, afirma Julie. “Tentamos controlar o fluxo para não disseminar o vírus.”

Para evitar o aumento da transmissão do coronavírus, as pessoas chegam à unidade e fazem os testes PCR. Se o teste diagnostica o vírus, o paciente começa a ser monitorado. “Ligamos por 14 dias para acompanhar todos os sintomas. Isso porque os históricos costumam variar muito. Tem pessoas que começam muito bem, pioram e chegam a falecer.”

Na unidade do Jardim Guarani, 258 pessoas estavam em monitoramento enquanto a reportagem era produzida, mas esses números mudam constantemente. “Essa segunda onda veio com muita força, aumentou esmagadoramente o número de pessoas doentes. Nenhum dos profissionais está fazendo o que foi contratado para fazer”, diz a nutricionista, que integra a equipe multidisciplinar de profissionais de saúde.

Com caneta e papel nas mãos, as ligações começam a ser feitas entre 9h e 9h30 da manhã. “Antes, tentamos começar mais cedo, mas não era muito funcional. Conseguimos, de fato, falar com cerca de 30 pacientes por dia. Mas o número de tentativas é muito maior”, diz Ana Paula. Isso porque, em regiões como a Brasilândia, muitos moradores trocam de celulares em curtos intervalos de tempos. Da folha de papel, as informações seguem para uma planilha eletrônica e do computador vão para o balanço da Secretaria Municipal da Saúde sobre covid-19. “Estamos na ponta desse sistema”, diz Julie, que faz o acompanhamento com mais quatro médicos das 7h30 às 16h30.

O drama dos pacientes que vivem em condições de extrema vulnerabilidade se confunde com a exaustão dos profissionais de saúde que também são moradores do mesmo bairro. Julie relata que, há três semanas, atendeu uma mulher de 72 anos com problemas respiratórios. “Entre o sexto e o sétimo dia, começou a sentir um desconforto respiratório. Ela estava bem ruinzinha e pedimos para subir até o posto”, diz.

“No dia seguinte, ela foi internada e do hospital não saiu mais.” Com a voz embargada, a nutricionista conta que, na mesma semana que fez esse monitoramento, a avó também morreu. “Fiquei sem conseguir dizer muita coisa”, afirma Julie, que continuou o contato com os familiares da idosa. “As pessoas começam a se emocionar do lado de lá, a gente se emociona do lado de cá. Às vezes, precisamos dar um tempo.”

Se o potencial de morte da covid-19 tem se tornado cada vez mais conhecido no país e no mundo, são estes profissionais os primeiros a ouvir os sinais da morte no dia a dia. “Faz parte da nossa rotina. Um dia, a pessoa está doente. No outro, ligamos e descobrimos que a pessoa morreu”, diz Julie. “A gente sente. Não dá para bater o ponto e ir para casa como se nada tivesse acontecido. Estamos falando de vidas, de colegas de trabalho que também estão doentes, muitas vezes intubados.”

Além do acompanhamento dos sintomas, os monitoramentos, segundo ela, têm ainda uma função educativa. “Pegamos muitos pacientes que mesmo com sintomas, estão nas ruas. Pessoas com dificuldade para fazer o isolamento em casas pequenas”, diz ela. “O medo de morrer está cada vez mais evidente e ao mesmo tempo existe o receio de entrar em um pronto socorro e não sair mais”, relata.

Além da exaustão e dos impactos psicológicos, o pânico do contágio ainda é constante. Ao chegar em casa, a nutricionista se preocupa, principalmente, em não contaminar a filha, uma bebê de quase 3 anos. “Percebemos que a letalidade está muito maior”, afirma. “Conheci pessoas que em uma semana perderam a mãe, na outra o pai e depois o irmão.”

Neste ano, Julie começou a fazer terapia para aliar a exaustão e o estresse causado pelo trabalho. “Não damos conta de passar por isso sozinhos, queremos conversar com colegas de trabalho, mas, muitas vezes, estão piores ou tão ruins quanto nós”, diz. “A sensação é de que a covid não vai acabar nunca, mas, vai. Enquanto isso, fazemos o que precisa ser feito.”

Como a lista de pessoas diagnosticadas com covid-19 é extensa, os profissionais de saúde se dividem para dar conta dos monitoramentos. Por isso, não necessariamente o mesmo médico vai atender a mesma pessoa nos 14 dias de isolamento. “Conseguimos ligar pelo menos umas quatro vezes para as mesmas pessoas”, diz Ana Paula.

Nos primeiros contatos, a dentista conta que costumam enfatizar a prevenção dentro de casa. “Trabalhamos em uma área muito periférica. É muito simples falar em isolamento social quando se fala em classe média”, afirma. “Mas para o paciente que mora em um cômodo, é preciso enfatizar a separação de objetos pessoais, talheres. E, principalmente, que não saiam às ruas.”

Segundo a dentista, que também integra a equipe multidisciplinar da UBS, os sintomas mudaram muito nessa segunda onda de pandemia. “Hoje, eles são mais diversos, antes eram mais parecidos”, diz. De acordo com ela, na primeira onda, o monitoramento por telefone chegava a 20 pessoas por dia. “Houve um aumento de pelo menos 20%, muita gente está infectada.”

Ana Paula afirma que os moradores do bairro Jardim Guarani estão mais receosos, com mais dúvidas em relação à doença. Os casos mais graves, porém, não passam pela UBS, são encaminhados para hospitais e prontos-socorros. “Conversamos com os familiares e se percebemos que eles estão piorando, pedimos que compareçam ao posto”, diz. Os dias mais calmos do monitoramento, geralmente, vão do 11º ao 14º, quando cerca de 70% dos atendidos apresentam melhoras. “Mas tem alguns casos que marcam mais porque é o final que a gente espera.”

Ana Paula se lembra de um paciente internado em um hospital de campanha de São Paulo que conseguiu se recuperar. “Era um bem caso sério. Mas ele pode atender ao celular mesmo durante a internação. Acompanhamos até a alta médica”, diz.

Para ela, que trabalha como dentista, a covid-19 alterou profundamente a rotina de trabalho. “Estamos acostumados a ficar no consultório, e desde que a pandemia começou passei a ler tudo sobre covid-19 para informar melhor os pacientes”, relata. "Nessa segunda onda, estamos ainda mais sugados. Ficamos exauridos, mas sabemos que é por um bem maior.”

Para aliviar a tensão do trabalho, Ana começou a fazer meditação. “Não tinha mais rotina pessoal, nem profissional”, afirma. A dentista, que mora com os pais idosos, criou desde o início uma rotina de segurança, que já segue há mais de um ano. Ao chegar em casa, ela limpa os sapatos com hipoclorito, coloca as roupas de trabalho para lavar e usa roupão de banho. “Hoje, sinto gratidão por não ter me contaminado e conseguir ajudar as pessoas.”


“Nós nos conhecíamos pessoalmente. Ela tinha 64 anos. Foi uma semana que fiquei muito mal”, relata Fernanda Francisca de Souza, de 42 anos, enfermeira, responsável por uma equipe de 10 profissionais que cuidam da saúde da família na Brasilândia. Logo que se lembra do caso, Fernanda interrompe o relato: “Se eu me emocionar, você não liga, tá?” E, depois de uma pausa, segue. “Acompanhei por muito tempo e quando lembro que as últimas palavras foram orientações, o sentimento que sempre vem é de impotência”, diz. “A gente está tentando se organizar, mas não estávamos preparados para isso. É um sentimento muito forte de que a gente poderia fazer mais, é muito difícil lidar com a morte.”

A enfermeira afirma que no momento em que soube da morte de uma pessoa que está sob monitoramento não conseguiu parar para pensar por conta do intenso ritmo de trabalho. “Por isso acabo me emocionando quando falo”, diz. “Precisamos fazer um balanço entre trabalho e lazer, mas nem sempre é possível”, desabafa.

Outro caso marcante para Fernanda foi o atendimento de uma família atendida por ela. No início do monitoramento, a paciente disse à enfermeira que ela estava bem e quem precisava do atendimento era, na verdade, o marido. “Pedi, então, para ele subir para o posto”, diz Fernanda. “Quando chegou aqui ele disse: só vim porque a Fernanda mandou.” O paciente, segundo ela, precisava ser levado ao pronto socorro, mas se recusou a ir naquele momento. “Hoje, ele está intubado no Hospital das Clínicas e a esposa dele, que achava que não tinha nada passou mal e faleceu. É muito difícil fazer com que as pessoas entendam o momento que precisam de atendimento.”

No início da pandemia, o monitoramento por telefone não era uma ferramenta muito utilizada. Ela passou a ser essencial à medida que a propagação do vírus ganhou força. “As pessoas foram se adaptando a essa nova realidade. Como é tudo muito novo, foi uma forma que encontramos de ajudar os pacientes a ficarem em suas casas e terem um acompanhamento mais próximo”, afirma. A alternativa diante do receio de se contaminar em unidades de saúde e hospitais funcionou.

Fernanda mora com o filho, o neto e a mãe e, segundo ela, seu único escape é quando toma banho em casa. “Meu momento é o chuveiro, quando fico sozinha. Às vezes, a gente precisa chorar. E me pergunto: vou chorar com quem? Essa é a hora que consigo”, diz.

A enfermeira conta que na unidade de saúde foram criadas algumas atividades para amenizar as tensões da rotina. Acupuntura e atividades motivacionais são algumas das atividades realizadas entre os funcionários. “Há duas semanas, aumentaram muitos os casos e todo mundo ficou meio triste”, diz Fernanda. A equipe montou, então, uma caixa de frases e recados para serem lidos aleatoriamente. “Chamamos de caixa do anjo amigo. Sabe aquele abraço que ninguém consegue dar? Então.”

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Saúde abre novas faixas etárias para vacinação de diabéticos, educadores físicos, trabalhadores da educação e do transporte coletivo - Diário Corumbaense

Rosana Nunes em 02 de Maio de 2021

Nesta segunda-feira, 03 de maio, a Secretaria de Saúde de Corumbá abre a vacinação contra a covid-19 para diabéticos com 18 anos ou mais, desde que apresentem laudo médico; educador físico acima de 30 anos; trabalhadores da educação com mais de 40 anos e do transporte coletivo urbano acima de 18 anos e que estejam na ativa. Estes três últimos grupos devem apresentar documento que comprove a função. 

São dois pontos de drive thru: no Poliesportivo da Porto Carrero e na praça CEU, no bairro Jardim dos Estados, que vão funcionar das 07h30 às 16h. Quem não dispor de transporte, pode procurar o ponto fixo que também atende nos dois locais. 

Quem irá receber a primeira dose deve realizar o cadastro no site http://vacina.corumba.ms.gov.br/coronavirus/. É obrigatório inserir o número do cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). O município reitera que está seguindo o Plano Nacional de Vacinação, e que a imunização dos grupos prioritários está ocorrendo de forma gradativa. Conforme a chegada de novas doses, será aberta para outras idades e demais comorbidades.

Coronavac 

Até este domingo, 02 de maio, Corumbá recebeu 30.147 doses de vacinas e aplicou 28.281, segundo o Vacinômetro da Saúde Municipal. A aplicação da segunda dose da vacina Coronavac ainda está suspensa na cidade. As pessoas que estão no período de serem imunizadas, só serão convocadas quando as doses chegarem, informou a Secretaria Municipal de Saúde. 

O Ministério da Saúde orienta que a população deve tomar a segunda dose da vacina covid-19 mesmo que a aplicação ocorra fora do prazo recomendado pelo laboratório, e reforça a importância de se completar o esquema vacinal para assegurar a proteção adequada contra a doença. As recomendações estão na norma técnica Nº 457/2021-CGPNI/DEIDT/SVS/MS divulgada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI).

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Sunday, May 2, 2021

Atividade física é essencial; academia, não - Folha de S.Paulo

A recomendação para fechamento parcial ou completo de setores e serviços em meio ao descontrole de transmissão comunitária não é fruto de tara, superstição ou sadismo de cientistas. Antes, é remédio amargo, mas eficaz para conter o espalhamento da Covid. Como a abertura de tudo ao mesmo tempo resultaria em morticínio —como provam os números deste macabro experimento natural conduzido por Bolsonaro—, convém a priorização pela essencialidade.

A definição do que é essencial aceita certa flexibilidade, mas não a ponto de justificar a abertura de shopping antes de escola —medida que desvela as prioridades de uma sociedade moralmente enferma.

O contorcionismo intelectual na defesa de interesses privados em detrimento dos coletivos é uma tônica da epidemia brasileira. O discurso em prol da abertura das academias segue o mesmo roteiro, com um plus de verniz “científico”. Isso se nota, por exemplo, no raciocínio de Paloma Machado, que em sua coluna do UOL, convida o leitor a refletir sobre este oximoro: se a academia pode melhorar tanto a saúde das pessoas, por que esse setor não é essencial?

A resposta me parece simples.

A penca de artigos científicos citados pela colunista revela que a atividade física é essencial à saúde, com o que estamos de pleno acordo. Continuamos na mesma página quanto à preocupação com o aumento dos níveis globais de inatividade durante a pandemia, como já discutido aqui. Contudo, daí a deduzir que a academia é essencial, somente com um imenso salto de lógica, a fazer Aristóteles se revirar no túmulo.

Como a esmagadora maioria da população brasileira sequer tem acesso à academia, não seria seu fechamento que determinaria o agravamento da inatividade. Ademais, a despeito das restrições de circulação, é plenamente possível manter-se ativo. Atividades ao ar livre, com distanciamento, são seguras. Há também o treinamento em casa, modalidade com novos adeptos durante a pandemia e que produz bons resultados. Sem mencionar as atividades chamadas não estruturadas. O deslocamento a pé ou de bicicleta e as tarefas domésticas, por exemplo, gastam energia e trazem benefícios. Como se vê, o fechamento temporário das academias não representa uma condenação ao sedentarismo.

É sempre bom enfatizar que academias são locais de elevado risco de infecção, especialmente quando a transmissão comunitária é descontrolada. Um estudo publicado pela Nature aponta que o maior risco de espalhamento do vírus advém da reabertura de restaurantes, bares e, justamente, academias, onde grandes surtos não são infrequentes.

Numa delas, em Chicago, nos Estados Unidos, 68% dos usuários foram infectados num interstício de aproximadamente uma semana. Para mitigar o risco de infecção na academia, recomenda a ciência o uso de máscaras (mesmo durante exercícios intensos), o rígido distanciamento entre os praticantes, espaços com ventilação natural, a limitação de usuários, o imediato isolamento de infectados e a quarentena de contatos próximos. Na ausência dessas condições, parece-nos muito mais prudente exercitar-se ao ar livre ou em casa, ainda que momentaneamente.

A tese parece não ser compartilhada pelos conselhos regionais e federal de Educação Física, que, sob o pretexto de entregar saúde à (alta?) sociedade, bradam pela abertura das academias. Omitem-se, entretanto, no dever de pressionar por políticas públicas de prevenção da inatividade durante a pandemia. A falácia da essencialidade da academia, deveras, atende a anseios corporativistas, mas não da população.

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Unidades se saúde prosseguem vacinação contra Covid-19 em Porto Alegre - Jornal Correio do Povo

Floripa Exemplo em SAÚDE PÚBLICA: Florianópolis fará vacinação de pessoas de 62 e 61 anos ou mais no fim de semana - Jornal Folha do Litoral

Pessoas de 62 anos ou mais serão vacinadas no sábado e pessoas de 61 anos ou mais no domingo

Com a chegada de novas doses, a Prefeitura de Florianópolis vai ampliar a vacinação contra o novo Coronavírus. No sábado, 1 de maio, serão vacinadas as pessoas de 62 anos ou mais com a primeira dose, e no domingo, 2 de maio, pessoas de 61 anos ou mais também com a primeira dose.

Pontos de vacinação 9h às 16h

  • Drive-thru no Centro de Eventos da UFSC;
  • Ponto de vacinação para pedestres no Centro de Eventos da UFSC;
  • Drive-thru na Polícia Rodoviária da SC-401;
  • Drive-thru no antigo aeroporto;
  • Drive-thru no Bolsão da Beira-mar Continental, próximo às quadras;
    -Ponto de vacinação para pedestres na Beira-mar Continental.

Para pessoas da faixa etária vacinada que estiverem com suspeita ou confirmação de Covid-19, ou forem contato de casos confirmados, a vacina não é recomendada. As equipes de saúde podem orientar quando a vacina deverá ser recebida. Nestes casos, as pessoas serão vacinadas após o prazo estipulado pelas equipes, nos sistemas de vacinação que estiverem acontecendo na data.

A administração municipal orienta que o uso de máscaras e distanciamento social, é indispensável no momento da vacinação e em qualquer ambiente fora da residência.

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Saturday, May 1, 2021

Corpo são, mente sã! Faça da alimentação uma aliada da sua saúde emocional - Marie Claire Brasil

Grão de Bico (Foto: Getty)

Leguminosas, como grão-de-bico, garantem corpo, pele e cabelos saudáveis. (Foto: Getty Images)

Durante os últimos meses, tornou-se comum ouvir relatos sobre estresse e ansiedade no dia a dia, devido ao impacto da pandemia de covid-19 e seus desdobramentos na rotina. O que justifica a busca crescente por técnicas que diminuam os desconfortos e aumentem o bem-estar. Mas, para além dos exercícios físicos, yoga e meditação, a alimentação também pode proporcionar bons resultados para o equilíbrio da saúde mental.

A nutricionista Débora Vargas acredita que é possível manter a mente saudável a partir da ingestão de alimentos naturais. “Alguns alimentos auxiliam na liberação de aminoácidos que promovem a produção de serotonina, um neurotransmissor que, além de regular o sono, o apetite e a temperatura corporal, coordena funções intelectuais fundamentais e estabiliza o humor. Banana, aveia, ovos, vegetais folhosos crus e leveduras são os alimentos que facilitam esse processo”, explica.

Claro que, para manter a mente sã, o corpo também precisa estar saudável e em dia com os nutrientes necessários para mantê-lo em boas condições. “O que não deve faltar no prato, são as fibras solúveis que são encontradas na aveia e nas leguminosas, porque elas absorvem água e contribuem para a eliminação de gorduras do organismo”, afirma Débora. 

Os resultados da alimentação balanceada são perceptíveis também através de fatores externos, como a saúde da pele e do cabelo. Débora garante que alguns alimentos podem estimular a vitalidade e reforçar a beleza exterior. “A ingestão de alimentos como nozes, grão-de-bico, lentilha, farinha de amêndoas e alface americana reflete positivamente na saúde da pele e dos cabelos. Beber água também garante resultados, além de ser de grande importância. Por exemplo, para a  pele ter luminosidade e boa hidratação depende também de vitamina C - que o limão contém e pode ser usado por cima da salada ou como suco feito na hora”, diz.

Em seu livro de receitas, chamado “Saúde no prato - Guia de Receitas para a Saúde Intestinal”, Débora Vargas sugere a receita de Salada do Café do Bem como uma opção saudável e que garante benefícios para a pele e para o cabelo, já que contém grãos. Confira abaixo!

Salada do Café do Bem

Salada de grão-de-bico (Foto: Reprodução)

Salada do Café do Bem: receita com grão-de-bico do livro “Saúde no prato - Guia de Receitas para a Saúde Intestinal”. (Foto: Reprodução)

Ingredientes
- 1 xícara de grão-de-bico cozido
- 1 tomate médio picado
- 2 colheres de sopa de salsinha picada
- 1 xícara de pimentão amarelo picado
- 1 manga fatiada
- 50g de cogumelos em conserva
- 50g de alface-americana
- 50g de rúcula

Para o molho
- 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
- 1 colher de sopa de páprica doce
- 1 colher de sopa de mel

Modo de fazer
Ferver o mel, o vinagre balsâmico e a páprica doce com 2 a 3 colheres de sopa de água. Fazer a base com as folhas verdes rasgadas com as mãos. Misturar os demais ingredientes. Colocar por cima e depois regar com o molho ou servir em separado.

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Friday, April 30, 2021

Mayra mostra resultado de jejum; prática pode incitar transtorno alimentar - VivaBem

Na semana passada, Mayra Cardi informou pelas redes sociais que iria iniciar um jejum de sete dias, que foi concluído nesta quarta-feira (28). "Não imaginava que iria ser tão mágico", escreveu no Instagram. Em seguida, ela publicou uma foto, com a barriga definida, como resultado da prática. Apesar de dizer que não era pelo emagrecimento em si, a coach foi muito criticada pelos internautas.

"A Mayra Cardi ficou 7 dias sem comer, mostrou a barriga chapada, fez uma publi para um produto de emagrecimento e, em seguida, disse que o próximo jejum será de 14 dias. A gente está falando de alguém que está publicamente promovendo transtorno alimentar para 6 milhões de pessoas", escreveu uma usuária do Twitter. Os outros comentários seguiram a mesma crítica: o incentivo a distúrbios alimentares.

E essa afirmação faz sentido, segundo Fernanda Imamura, nutricionista do Ambulim (Programa de Transtornos Alimentares) do IPq (Instituto de Psiquiatria) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP). "Esse tipo de publicação é extremamente irresponsável, pois promove comportamentos alimentares inadequados e pode ser gatilho para o desenvolvimento de transtornos alimentares", explica.

"É um perigo e uma irresponsabilidade tanto do ponto de vista da saúde física como também da saúde mental", afirma Elenice Pereira Moraes, psicóloga especializada em transtornos alimentares também do Ambulim. Isso porque distúrbios alimentares são transtornos psiquiátricos graves que podem gerar inúmeras consequências para a saúde física e mental.

Para quem já tem um transtorno alimentar, com anorexia ou bulimia, esse tipo de conteúdo é ainda mais prejudicial, pois pode ser um gatilho para a piora dos sintomas e agravar o quadro. Além disso, a psicóloga do IPq explica que ler esse tipo de informação também é algo extremamente ansiogênico. "Ouvir isso reforça a crença de uma incapacidade: 'Como ela consegue e eu não?'. Isso esbarra na parte de saúde mental, incentivando depressão, ansiedade e outros gatilhos", diz.

Quem não lida com problemas alimentares também pode ser afetado da mesma forma, com o desenvolvimento de um quadro depressivo e de ansiedade e até uma baixa autoestima pela sensação de incapacidade em não conseguir fazer o mesmo.

"Sempre há uma insatisfação corporal, algo que incomoda, principalmente nas mulheres. Quando ela vê esse discurso de passar sete dias sem comer, tenta fazer igual e percebe que não consegue, por ter uma queda na pressão, desmaio, tontura, ela enxerga como uma incapacidade dela'", conta Moraes.

"Hoje mesmo, uma paciente me perguntou por que a moça consegue fazer isso e ela não. Aí entra um trabalho para mostrar que aquilo que é publicado nas redes não condiz com a realidade. Pode até ser que ela faça, mas por trás sempre tem um aspecto midiático".

Durante uma pandemia, isso é ainda pior...

De acordo com as especialistas da USP, muitas pessoas acabam usando a comida como um conforto, como um regulador emocional, o que é normal. "É compreensível recorrer àquilo que nos traz segurança em meio a tanta instabilidade. E a comida pode ser esse lugar de conforto e afeto. Não é necessário se culpar por isso, pois ninguém estava preparado para viver tudo isso", diz Imamura.

Outro ponto é que, quando a pandemia de covid-19 chegou ao Brasil, cerca de 125 milhões de brasileiros sofreram com algum grau de insegurança alimentar no ano passado. O questionamento que fica é: não é indelicado divulgar que ficará sem comer por sete dias enquanto outras pessoas sequer têm comida para um dia? "É um comportamento totalmente inadequado e negacionista com a atual realidade que vivemos", afirma a psicóloga.

Como reconhecer um transtorno alimentar e quem procurar

É considerado um transtorno alimentar quando a relação com a comida gera sofrimento e desconforto. Mesmo quando a pessoa apresenta apenas alguns sintomas, sem diagnóstico fechado, é necessário procurar tratamento, pois isso pode ajudar na prevenção de um possível transtorno.

É indicado procurar ajuda com um psiquiatra com especialização em transtorno alimentar, que realizará o diagnóstico. Caso seja confirmado o transtorno, o tratamento é feito com psiquiatra, psicólogo e nutricionista também especializados no tema e que vão atuar em conjunto.

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Essa é a dieta que você deve seguir para emagrecer em 2023, segundo a ciência - Minha Vida

Estudo comparou cinco dietas diferentes e definiu qual é a mais eficaz para quem quer perder peso a longo prazo Perder peso ou ter um est...