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Quando abre e como vai funcionar o novo hospital privado de Porto Alegre; veja imagens GZHQuando abre e como vai funcionar o novo hospital privado de Porto Alegre; veja imagens - GZH
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Quando abre e como vai funcionar o novo hospital privado de Porto Alegre; veja imagens GZHConforme a vacinação contra a covid-19 avança para mais grupos, o número de dúvidas aumenta. Uma pergunta que tenho recebido frequentemente é após quanto tempo a pessoa precisa esperar para treinar após ser vacinada —e algumas pessoas querem saber até se podem fazer exercícios no mesmo dia em que são imunizadas.
Estamos em plena pandemia, no olho do furacão, e muitas respostas só teremos com certeza no futuro. Mas, nesse momento, é possível dizer que o principal risco de se exercitar logo após se vacinar é que algumas reações adversas leves provocadas pelo imunizante (dor de cabeça, muscular ou no local da aplicação, fadiga, mal-estar, náusea etc.) podem reduzir a qualidade do seu treino. Ou pode ser que você nem consiga fazer atividade física por causa de alguns desses desconfortos. Alguns especialistas, inclusive, recomendam não treinar em caso de fadiga, mal-estar e febre após a vacinação, mas não há um consenso quanto a isso.
Não há evidências de que o exercício logo antes ou logo após a vacinação afeta a eficácia da vacina —lembrando que ainda temos pouco tempo de vacinação no mundo, sendo a primeira aplicação em dezembro de 2020, portanto são necessários estudos para confirmar isso.
O que precisamos entender é que, se você se sente bem o suficiente para se exercitar após receber a vacina, aparentemente não há nenhuma contraindicação para realizar atividades físicas. Por esse motivo, o ideal é que você preste atenção no seu organismo e se atente aos efeitos adversos.
Segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), esses efeitos colaterais geralmente podem surgir um ou dois dias após a vacinação e, dependendo da pessoa, podem afetar sua capacidade de realizar atividades diárias, incluindo malhar —lembrando que a maioria dos sinais e sintomas são muito leves e não são motivo para alguém pensar em deixar de se vacinar. Os efeitos colaterais comuns são, em última análise, um sinal de que seu sistema imunológico está respondendo à vacina e, felizmente, geralmente, desparecem em poucos dias. Isso significa que, provavelmente, se você não treinar por causa da vacinação, não será uma grande interrupção em sua rotina, algo com que você deva se preocupar e atrapalhe seus resultados.
Em nenhuma das bulas das vacinas há restrições quanto à prática de exercício físico após a aplicação" Gustavo Mendes, gerente geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
Mas temos sempre que ter em mente que, como qualquer vacina, podem acontecer as reações adversas. Pensando nos imunizantes disponíveis no Brasil, Mendes reforçou, em entrevista à coluna, que uma das reações mais comuns é a dor no local da aplicação (o braço). Isso pode prejudicar o rendimento em certos treinos, como o de musculação, ao fazer exercícios como rosca direta, supino etc. —ou ao praticar qualquer esporte que use muito os braços (basquete, remo, vôlei, tênis).
Como sempre reforço, temos que ter bom senso e perceber os sinais e sintomas do nosso corpo, já que eles podem ser mais intensos. Se, após a vacinação, você não se sentir bem para fazer exercícios, tire um dia de descanso. Por fim, Mendes pontua que "Se for um exercício que possa afetar a imunidade [de longa duração e/ou muito extenuante] é válido reduzir um pouco a intensidade do treino por precaução (mesmo não tendo nenhum conhecimento sobre casos ou treinamentos específicos que afetem o sistema pós-vacinação)", disse Mendes.
Chad Asplund, médico esportivo da Mayo Clinic em Rochester (EUA), afirmou em entrevista à coluna que "aproximadamente 50% das pessoas terão sintomas sistêmicos após a vacinação, que são provenientes de uma resposta imunológica mais potente. Aqueles que têm apenas um braço dolorido podem se exercitar conforme tolerado."
Para as pessoas que fazem questão de treinar após a vacinação, Asplund recomenda "se exercitar dentro dos seus limites e evitar exercícios vigorosos (de alta intensidade e/ou longa duração —mais de 60 minutos) nas primeiras 72 horas após a vacinação".
Pontua também os melhores exercícios para pessoas que acabaram de tomar a vacina. "Como a vacina é administrada no músculo deltoide (braço), evite levantar grande cargas em exercícios que recrutem os braços ou praticar esportes como tênis e basquete nas 72 horas após a vacinação."
O que dizem estudos sobre treino e vacinação:
Se exercitar depois de tomar a vacina contra a covid-19, desde que você se sinta bem, pode ser super ok. Deixe seu corpo ser seu guia e reduza as coisas conforme necessário.
Referências:
Agradecimento especial

Que os exercícios físicos fazem muito bem à saúde para qualquer pessoa, não é nenhuma novidade. No entanto, uma pesquisa publicada na revista científica Nature Metabolism mostrou que eles não afetam a todos da mesma forma: uns aumentam os níveis de resistência, enquanto outros se beneficiam com melhores níveis de açúcar no sangue.
Nesse estudo, os cientistas acreditam que podem ter descoberto a razão para essa diferença, e isso pode levar as pessoas a fazerem treinamentos mais personalizados e ajudar os especialistas a combater doenças.
Eles avaliaram 654 adultos com um estilo de vida predominantemente sedentário, que foram submetidos a um programa de exercícios de resistência de 20 semanas. Em seguida, os níveis de cerca de 5.000 proteínas diferentes foram analisados a partir de amostras de sangue.
Os pesquisadores identificaram centenas de proteínas correspondentes à "capacidade de treinamento" individual, ou até que ponto eles respondem ao exercício.
Um total de 147 proteínas foram ligadas à aptidão cardiorrespiratória, tecnicamente conhecida como VO2máx: que mede quanto oxigênio seu corpo pode usar e transferir para os músculos. Quanto maior o valor, mais em forma você está.
A equipe também identificou 102 proteínas relacionadas à mudança no VO2máx, uma vez que o programa de exercícios foi concluído. Essas proteínas foram então trabalhadas em uma pontuação que previu a treinabilidade de um indivíduo —quanto de variação no VO2máx o treinamento provocaria.
Usando a pontuação, os pesquisadores foram capazes de escolher os voluntários do estudo cujo VO2máx ou nível de aptidão cardiorrespiratória não aumentaria muito com os exercícios de resistência —informações úteis quando se trata de tentar melhorar seu condicionamento.
Os especialistas também realizaram um estudo comunitário separado que combinou algumas das proteínas identificadas com um risco maior de morte precoce, apoiando a ideia de que essas proteínas estão intimamente relacionadas à saúde cardíaca e às taxas de mortalidade.
Embora seja improvável que em breve criem uma pílula de exercício individual para auxiliar cada indivíduo no que ele mais precisa, essas são descobertas vitais sobre como o corpo humano responde ao exercício físico —e como podemos ser capazes de criar rotinas de exercícios mais personalizadas e eficazes no futuro.
"Até o momento, nenhum aspecto do perfil clínico de base de um indivíduo nos permite prever de antemão quem tem maior probabilidade de obter um benefício significativo para a aptidão cardiorrespiratória do treinamento de exercício", explica Robert Gerszten, chefe de medicina cardiovascular do BIDMC (Beth Israel Deaconess Medical Center).
Esse foi o primeiro estudo a examinar a ligação entre as proteínas e o VO2máx com tantos detalhes. A próxima etapa é testar a hipótese em uma amostra maior de pessoas, com mais pontos de dados em termos de ambos os fatores que influenciam o VO2máx e o número de proteínas medidas.
"Agora temos uma lista detalhada de novos compostos sanguíneos que informam ainda mais nossa compreensão da biologia do condicionamento físico e da adaptação ao exercício, e predizem as respostas individuais a um determinado regime de exercícios", finaliza Gerszten.

Ficar em forma não é fácil. Mas depois de todo um trabalho duro, por quanto tempo realmente a mantemos? Mesmo diante do grande esforço que colocamos no treinamento, tirar uma folga dos exercícios fisicos pode significar uma perda de condicionamento muito mais rápida do que o tempo levado para conquistá-lo.
Para entender como o corpo fica "fora de forma", primeiro precisamos entender como entramos em forma. A chave para ficar em forma - seja melhorando o condicionamento cardiovascular seja a força muscular - é exceder a "carga habitual". Isso significa fazer mais do que o nosso corpo está acostumado.
O estresse que esse esforço causa em nosso organismo faz com que nos adaptemos e nos tornemos mais tolerantes, levando-nos a níveis mais elevados de condicionamento físico. O tempo que demora para entrar em forma depende de vários fatores, incluindo nível de condicionamento, idade, o quanto você se exercita e até mesmo o ambiente.
Mas alguns estudos indicam que apenas seis sessões de treinamento intervalado podem levar a aumentos no consumo máximo de oxigênio (termo conhecido como VO2 máximo) - uma medida do condicionamento físico geral - e melhorar a eficiência com que nosso corpo é capaz de se abastecer usando o açúcar armazenado em nossas células durante o exercício.
Para o treinamento de força, alguns ganhos na força muscular podem ser mostrados em apenas duas semanas, mas as mudanças no tamanho do músculo não serão vistas antes de cerca de 8 a 12 semanas.
Quando paramos de treinar, a rapidez com que perdemos o condicionamento físico também depende de muitos fatores - incluindo o tipo de condicionamento físico de que estamos falando (como força ou condicionamento cardiovascular).
Como exemplo, vejamos um corredor de maratona, que está no auge da sua forma física atlética e consegue correr os 42 km em duas horas e 30 minutos. Ele passa de cinco a seis dias por semana treinando, percorrendo um total de 90 km, e também passou os últimos 15 anos desenvolvendo esse nível de preparação física.
Agora, digamos que esse corredor pare de treinar completamente. Como seu corpo não sofrerá mais os estresses do exercício forçando-o a permanecer em forma, ele começará a perder a forma física em poucas semanas.
A aptidão cardiorrespiratória - indicada pelo V02 máximo de uma pessoa (a quantidade de oxigênio consumida durante o exercício) - diminuirá cerca de 10% nas primeiras quatro semanas após ela parar de treinar. Essa taxa de declínio continua, mas em um ritmo mais lento ao longo de períodos mais longos.
Curiosamente, embora atletas altamente treinados - como nosso corredor de maratona - vejam um declínio acentuado no V02 máximo nas primeiras quatro semanas, esse declínio eventualmente se equilibra, e eles realmente mantêm um V02 mais alto do que a média das pessoas. Mas para os indivíduos comuns, o V02 máximo cai drasticamente, de volta aos níveis de pré-treinamento, em menos de oito semanas.
A razão pela qual o V02 máximo diminui é devido às reduções nos volumes de sangue e plasma - que caem até 12% nas primeiras quatro semanas após a pessoa parar de treinar. O volume do plasma e do sangue decrescem devido à falta de estresse exercido sobre o coração e os músculos.
O volume plasmático pode até diminuir em cerca de 5% nas primeiras 48 horas após a interrupção do treinamento. O efeito da diminuição do volume de sangue e plasma faz com que menos sangue seja bombeado ao redor do corpo a cada batimento cardíaco. Mas esses níveis só caem até onde começamos - o que significa que não vamos piorar.
Claro, a maioria de nós não é corredor de maratona - mas também não é imune a esses efeitos. Assim que pararmos de nos exercitar, o corpo começará a perder essas adaptações cardiovasculares essenciais em um ritmo muito semelhante ao de atletas altamente treinados.
Quando se trata de força, as evidências mostram que, em média, 12 semanas sem treinamento causam uma diminuição significativa na quantidade de peso que podemos levantar.
Felizmente, pesquisas mostram que você mantém um pouco da força que ganhou antes de parar de treinar. O intrigante é que, apesar da diminuição significativa da força, há apenas uma redução mínima no tamanho das fibras musculares.
O motivo pela qual perdemos força muscular, em grande parte, tem a ver com o fato de que não estamos mais colocando nossos músculos sob estresse. Então, quando não estamos mais trabalhando nossos músculos com força, eles se tornam "preguiçosos", fazendo com que o número de nossas fibras musculares diminuam e menos músculos sejam recrutados durante uma atividade - tornando-nos menos capazes de levantar as cargas pesadas de antes.
O número de fibras musculares usadas durante o exercício diminui em torno de 13% após apenas duas semanas sem treinamento - embora isso pareça não ser acompanhado por um declínio na força muscular. Isso implica que as perdas observadas durante os períodos mais longos de "destreinamento" são uma combinação desse declínio inicial no número de fibras musculares que usamos, mas também do declínio mais lento da massa muscular.
O frequentador médio de academia que levanta pesos experimentaria uma queda no tamanho de seus músculos - com o tempo, achando mais difícil levantar cargas pesadas, pois tem menos fibras musculares sendo recrutadas.
Portanto, mesmo depois de todo esse esforço para entrar em forma, começamos a perder o condicionamento cardiovascular e a força dentro de 48 horas após a interrupção. Mas não começamos a sentir esses efeitos por pelo menos duas a três semanas para o condicionamento cardiovascular e cerca de 6 a10 semanas para força.
As taxas de "destreinamento" são semelhantes para homens e mulheres, e até mesmo para atletas mais velhos. Mas quanto mais em forma você estiver, mais devagar perderá seus ganhos.
*Dan Gordon é professor associado de fisiologia do exercício cardiorrespiratório na Anglia Ruskin University. Justin Roberts é professor associado de nutrição para saúde e exercícios na Anglia Ruskin University. Republicado sob licença Creative Commons da The Conversation
(Texto traduzido. Leia o original, em inglês)

RIO — A prole da administradora Nathalia Braga é extensa: ela é “mãe” de Tequila, uma buldogue francesa de 2 anos; de Bob, um border collie de 6; e de Pinga, uma vira-lata de seis meses. Costumava separar R$ 800 por mês para eventuais despesas dos bichinhos com veterinário — sentindo aquela dorzinha no bolso. Até que resolveu contratar um plano de saúde para a turma, principalmente porque Tequila tem problemas de pele e respiratórios recorrentes. E os demais sempre acabam precisando de assistência médica.
Ela conta que escolheu o serviço da Vetguard, que é associada ao grupo do Hospital Popular de Medicina Veterinária (HPMV). Na Zona Sul, há unidades em Botafogo e São Conrado.
Leia mais:Conexão entre crianças e pets alivia o estresse na pandemia
— Quando vou ao HPMV em Botafogo, o hospital nunca está cheio, sempre tem veterinários disponíveis, e eles atendem muito bem — destaca a moradora do Flamengo.
A Vetguard oferece quatro opções de planos, que podem ser contratados pelo 97240-6480, todos sem carência. O mais simples cobre consultas clínicas e de emergência e custa R$ 19,90 por mês. O mais completo sai a R$ 118 mensais e engloba ainda atendimento com especialistas, exames de imagem e laboratoriais, vacinas, cirurgias e internações. O cliente que optar por este e apresentar comprovação de despesas veterinárias em outros estabelecimentos nos últimos seis meses ganha desconto na mensalidade.
— Nascemos há um ano com a proposta de oferecer o melhor preço do mercado, maior acessibilidade e abrangência de procedimentos cobertos — afirma Claudio Galvão, gerente comercial da Vetguard.
Outra alternativa de cobertura médica para cães e gatos é o Porto.Pet, da Porto Seguro. Entre as opções de plano, há o ambulatorial, que cobre consultas, emergências, as principais vacinas, exames laboratoriais e raio X e custa R$ 99 por mês. E o completo, que engloba cirurgias e internações, check-up anual, castração, demais exames de imagem, acupuntura, fisioterapia e aplicação de vermífugo e de antipulgas.
Veja também: Aplicativo reúne de dados veterinários a rastreamento
Este sai a R$ 199 mensais e inclui ainda serviços de chaveiros, bombeiros e eletricistas para pequenos reparos no lar. A contratação pode ser feita pelo 3349-3397, e a carência para atendimento de emergência é de 48 horas.
— A demanda por planos de saúde para pets tem sido crescente. De 2019 para 2020, a Porto.Pet teve um crescimento de 20% nas contratações — afirma Luiz Felipe Janela, diretor técnico da Global Opsi, corretora que comercializa o plano.
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A pandemia do coronavírus já dura quase um ano e meio; durante esse período, a liberdade de ir e vir e o nosso convívio social ficaram muito limitados, já que governos e instituições do mundo todo recomendaram o distanciamento social como forma de diminuir a propagação do vírus. No entanto, a solidão, causada por esse isolamento, levantou outra preocupação: a saúde mental na pandemia.
Para os profissionais de saúde, a solidão pode ser reconhecida como um gatilho – um impulsor – de transtornos de humor, como nervosismo, estresse, chateação, os quais podem levar a quadros de depressão e ansiedade.
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Fundação Instituto Oswaldo Cruz em parceria com Universidade Federal de Minas Gerais e Universidade Estadual de Campinas, indicam que, durante a pandemia, 4 a cada 10 participantes se sentiram frequentemente tristes ou deprimidos; e 5 entre 10 participantes frequentemente ansiosos ou nervosos.
Além disso, 44% relataram início de problemas de sono, e quase metade afirmou apresentar problemas de sono preexistente agravado. Tristeza, nervosismo frequentes e alterações do sono estiveram mais presentes entre adultos jovens, mulheres e pessoas com antecedentes de depressão. A depressão, que já é um problema mundial, aumentou: segundo estudos da UFRJ, os casos subiram em torno de 40% e 50% e hoje o Brasil é o país que apresenta maior prevalência de depressão na América Latina, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Tornou-se imprescindível o cuidado com a saúde mental; as empresas têm se sensibilizado cada vez mais a essas questões e notaram que pequenos movimentos podem auxiliar – e muito – seus funcionários na manutenção da saúde mental. Portanto, é importante que as organizações desenvolvam programas e estratégias para melhorar o bem-estar no ambiente de trabalho e, para isso, é necessário sair do senso-comum e buscar ações que realmente sejam efetivas, tanto para empresa, como para os colaboradores.
Para isso, é necessário implementar na empresa um programa de saúde mental com objetivos direcionados. Como primeiro passo, é fundamental entender o perfil das condições emocionais mais prevalentes na população de profissionais. Assim, é possível conhecer quais são as melhores medidas a serem tomadas em cada caso, incluindo apoio profissional especializado através de psicólogos.
Algumas dicas gerais, porém, já podem ser implementadas. A primeira delas é olhar com empatia para os funcionários. Lembrá-los de que eles não estão sozinhos: estamos todos passando por uma pandemia mundial. E, apesar de coletiva, cada um encontra uma melhor forma para lidar com esse momento. Portanto, impulsione os trabalhadores a evitarem de se comparar com outras pessoas, para que tentem encontrar aquilo que mais funciona para eles.
Uma segunda dica é incentivá-los a descansar, visto que o sono regular interfere diretamente no equilíbrio emocional. Portanto, se você é dono de uma empresa, evite passar tarefas aos seus funcionários fora do horário de expediente ou muito próximo do turno acabar. Assim, evita-se a ansiedade e preocupações noturnas.
Além disso, oriente os colaboradores a fazerem pausas, pois elas são uma maneira importante de evitar tantos os erros e acidentes, como também o esgotamento mental. Não deixe de ter atenção a esse ponto, para que os colaboradores não se sobrecarreguem com o intuito de concluir as tarefas.
Uma terceira dica é criar um ambiente saudável. Incentive o trabalho em equipe, motivando o crescimento pessoal e profissional e evitando a competitividade. Um ambiente seguro é fundamental para que a saúde mental dos trabalhadores caminhe bem!
Uma quarta dica é investir em momentos de descontração. O atual cenário não permite marcar aquele happy hour, mas que tal agendar uma reunião por videoconferência, apenas para estreitar os laços entre os colegas de trabalho?
Outra dica é estimular a atividade física. Já pensou em colocar a sua equipe em movimento? Incentivar a participação da equipe em aulas em grupo de yoga, alongamento, relaxamento, em plataformas online, pode trazer ótimos resultados.
Essas são apenas algumas dicas que podem fazer grande diferença na construção de uma rotina e um ambiente saudáveis. Não podemos esquecer da importância do cuidado com o bem-estar psíquico de nossos funcionários e parceiros. Por isso, é muito interessante que os gestores se preocupem em adequar a organização a todos os critérios necessários para se obter bem-estar no trabalho. Nesse sentido, uma boa alternativa é contar com um programa de atendimento terapeuta, desenvolvido por psicólogos que visa ao cuidado com o corpo e a mente.
Dra Mariangela Suosso, psicóloga (CRP 14031-06), psicanalista e mediadora de conflitos. Instagram:@psimariangelasuosso
Ela é sorrateira, traiçoeira e adora uma surpresinha. A perimenopausa (fase que antecede a última menstruação da vida) costuma chegar de repente, instalar sintomas desconfortáveis, provocar mudanças musculoesqueléticas, além de castigar a pele do rosto, do corpo, das mucosas, urogenitais... E, apesar de a maioria relatar sintomas por volta dos 45 anos, pode começar bem antes, aos 35, e durar outros 15 até chegar a menopausa em si (decretada oficialmente após 365 dias sem ocorrência de menstruação).
Foi assim com a empresária e comunicadora digital gaúcha Patricia Parenza, de 50 anos. Em uma manhã de outubro de 2016, ela acordou estranha. “Passei o dia na cama, chorando sem motivo. Depois, menstruei e pensei: ‘Bah! Era TPM, então’. Mas estranhei, nunca tinha sentido nada parecido”, lembra. A data ficou marcada porque cravou sua última menstruação regular. Depois disso, ela não se reconhecia mais. “Os quadros de melancolia aumentaram e passei a ter explosões de raiva, falta de energia, despertares noturnos com taquicardia e suador. A pele do corpo secou e veio a incontinência urinária”, conta.
Patricia procurou a medicina integrada, que detectou redução de progesterona e estrogênio. E é exatamente a queda dos hormônios sexuais que provoca essas alterações no período pré e pós-menopausa. Como o estrogênio tem relação íntima com a síntese de colágeno, a pele também sofre.
Parenza procurou a medicina integrada (Foto: Eduardo Carneiro / Beleza: Thiago Costa da Silva)
Ah, esse tal colágeno...
Proteína responsável por unir as células, o colágeno sustenta as fibras e dá força aos músculos. E é lá pelos 25, 30 anos que a gente começa a perdê-lo – mais precisamente 1% ao ano, o que leva ao afinamento da pele e ao surgimento de rugas finas. Durante a perimenopausa, essa degradação anual se intensifica, causando sinais mais visíveis de envelhecimento. Na menopausa ainda mais, com a drástica diminuição do colágeno e dos glicosaminoglicanos (GAGs), que são os polissacarídeos da pele – um deles é o festejado ácido hialurônico, responsável pela hidratação da pele em sua camada mais profunda. Nos primeiros cinco anos após a menopausa, o colágeno dos tipos 1 e 3 reduz em até 30%. E, a cada ano na pós-menopausa, a espessura da pele diminui 1,13%, enquanto o conteúdo de colágeno diminui 2,1%. O resultado é uma pele seca e áspera, com perda de firmeza e elasticidade.
A falta de colágeno também provoca alto grau de desidratação na pele, falta de lubrificação vaginal, diminuição da capacidade antioxidante, enfraquecimento das unhas e afinamento dos cabelos. Outro fator que contribui para deixar a pele áspera e opaca é a diminuição do turn over (ciclo de renovação em português) celular, criando acúmulo de queratina. Até os 30 anos, ele dura cerca de 28 dias. Já com 50 anos ou mais, pode levar até quase 90.
Para além da função estética, a perda de colágeno influencia na saúde, já que se perde também boa parte da função como barreira protetora. “A epiderme, camada mais superficial da pele, funciona como uma parede. O queratinócito, célula que compõe a epiderme, é o ‘tijolo’, e os lipídios, o ‘cimento’. Quando o corpo reduz a produção do ‘cimento’ que veda a parede, ele perde água e a pele fica mais exposta à entrada de toxinas”, explica a farmacêutica bioquímica Fernanda Chauvin, pós-graduada em Cosmetologia e Homeopatia pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em Dermatocosmética pela Universiteit Brussel, na Bélgica, e diretora da Ellementti Dermocosméticos. Todo esse processo de desidratação também altera a microbiota da pele. “Quando há alteração nesse ecossistema, aumentam as chances de microrganismos oportunistas se instalarem, causando infecções, alergias, acne, feridas, rosácea etc.”, explica Fernanda.
Já na região vaginal, a chegada da menopausa pode acarretar uma atrofia da mucosa, que pode levar a quadros de infecções recorrentes, diminuição da lubrificação e incontinência urinária. Para Patricia, que hoje fala sobre maturidade em suas redes sociais, a menopausa é muito cruel. “Ninguém prepara a gente para esse momento. Mas, olhando pelo lado bom, essa fase nos obriga a olhar para a saúde como nunca”, diz. “Hoje, faço reposição hormonal, bioestimulação de colágeno (Sculptra) uma vez por ano, exercícios físicos cinco vezes por semana, cuido da pele e a protejo diariamente. Depois de pegar covid-19 duas vezes, resolvi também desinflamar o corpo com alimentação ayurvédica. Não tem jeito: é a vida nos chamando a mudar e nos cuidarmos.”
Alimentação ayurvédica ajuda a equilibrar sintomas (Foto: Eduardo Carneiro / Beleza: Thiago Costa da Silva)
Prevenir para atenuar sintomas
Pensar em prevenção antes da perimenopausa garante vantagens na chegada dos sintomas. “Estudos mostram que 80% do envelhecimento da pele é atribuído ao exposoma: uma combinação de estilo de vida (nutrição, atividade física, consumo de álcool e tabaco, estresse...), ambiente (exposição aos raios UV, poluição) e alterações hormonais (incluindo a menopausa). Apenas 20% desse envelhecimento é culpa do tempo cronológico e da genética”, explica Fernanda.
As especialistas consultadas para esta reportagem indicam focar em cinco pilares para evitar os microdanos:
1) Fotoproteger a pele: filtro solar todo dia, evitar o sol entre 10h e 15h, usar chapéus, óculos e roupas com filtro UV. “Desde os 48 anos, uso luvas com proteção UV para dirigir. Se soubesse, teria começado a usar antes”, revela Patricia.
2) Hidratar: beber ao menos 2 litros de água e usar cremes adequados ao seu tipo de pele todo santo dia.
3) Evitar o acúmulo de cortisol: basicamente, tudo o que agride o corpo aumenta o cortisol, substância que degrada o colágeno e faz aumentar a produção de radicais livres (oxidantes). O resultado é o envelhecimento precoce da pele. Por isso, o negócio é apostar nos hábitos saudáveis: dieta equilibrada, sono reparador, atividades físicas, diminuição do estresse (alô, meditação!), além de evitar álcool e tabaco.
4) Manter uma mínima rotina diária de skincare: pela manhã, limpar, hidratar e aplicar filtro solar. À noite: limpar e passar um creme de tratamento, com ativo antioxidante. “Prefira sabonetes líquidos para o corpo. Os de barra têm pH mais alcalino. Para o rosto, use apenas produtos específicos para seu tipo de pele”, ressalta Fernanda.
5) Consultar especialistas: segundo Letícia, é possível intensificar os tratamentos no consultório. “Os lasers promovem regeneração, com melhora do afinamento e da qualidade da derme”, explica a expert.
De dentro para fora
Não adianta gastar fortunas com procedimentos estéticos e cremes se não cuidar da alimentação, viu? Quem avisa é a nutricionista funcional e integrativa Dani Cyrulin, especialista em perimenopausa e menopausa. Para ela, o primeiro passo é cuidar do microbioma intestinal. “Para manter o equilíbrio intestinal, é preciso consumir probióticos (bactérias do bem) e prebióticos (fibras que servem de alimento para os probióticos). Os probióticos são encontrados em iogurtes e fermentados, como kefir, kimchi e kombucha. Já os prebióticos estão na cebola, no alho-poró e na banana.”
Para as mulheres nessa fase da vida, Dani também sugere a suplementação. Tanto Dani quanto Letícia indicam o colágeno hidrolisado verisol, molécula que é mais bem absorvida e, segundo pesquisas, tem se mostrado eficaz na prevenção do envelhecimento. “Prefiro o colágeno em pó e combino a formulação com vitamina C, para melhor absorção. E a dica é sempre consumi-lo à noite, duas horas após a refeição”, explica Dani. “Também gosto de indicar cápsulas de silício, substância que dá estrutura à pele.”
“Para evitar os picos de estrogênio na perimenopausa, o ideal é consumir indol-3-carbinol, um potente antiestrogênico presente nas crucíferas (brócolis, couve-flor, couve, acelga, agrião, repolho e couve-de-bruxelas). Também não é muito indicado consumir linhaça e vinho, que incham o corpo nessa fase”, explica Dani. “Agora, se você já estiver na menopausa, quando o nível de todos os hormônios despenca, aí sim é hora de investir na linhaça (que aumenta o nível de estrogênio) e na aveia (que protege o coração).”
Os nutricosméticos também são bastante indicados nos consultórios dermatológicos para suplementar a alimentação nesse período. Farmacêutica especialista em ativos para beleza e saúde e vice-presidente da Galena (empresa de distribuição de insumos para manipulação de dermocosméticos, nutricosméticos e nutracêuticos), Claudia Coral indica o uso do Lipowheat e do Cartidyss. “Costumo dizer que o Lipowheat são as gotinhas que desaceleram o tempo. Esse nutricosmético é fonte de ceramidas compatíveis com nossa pele, que hidratam de dentro para fora e contribuem para diminuir as rugas e marcas de expressão”, explica. “Já o Cartidyss é uma cápsula que melhora a firmeza, diminui rugas, aumenta o tônus e a hidratação da pele. Ele contém 60% de colágeno e 40% de glicosaminoglicanos (GAGs), como o ácido hialurônico.”
Tratamentos
Para quem está começando a ter saudade do colágeno, alguns ativos antioxidantes podem ser adicionados aos creminhos da rotina de skincare. “Resveratrol e retinoides atenuam as rugas finas e melhoram a hidratação”, explica a dermatologista Letícia Nanci.
E para quem já “menopausou”, o ideal é usar ativos antioxidantes, tanto orais como tópicos, que diminuem a degradação do colágeno e os radicais livres, mantendo a pele mais hidratada e saudável. De forma individualizada, podem ser associados alguns ativos tópicos, como o ácido hialurônico (que aumenta a hidratação da pele) e o retinol (para melhora de rugas finas). “Costumo indicar também o uso de gluconolactona em sérum”, revela a dermatologista.
Em consultório, levando em conta todos os procedimentos de segurança para a proteção contra a covid-19, alguns procedimentos podem ser realizados para melhorar a qualidade da pele, como o laser fracionado associado a drug delivery (medicações específicas colocadas na pele para uma maior absorção pós-procedimento). E, para diminuir a flacidez e estimular a produção de colágeno, há os bioestimuladores de colágeno, o ultrassom macro e microfocado e a radiofrequência.
“Nas regiões de colo, pescoço e mãos, gosto de usar o bioestimulador de ácido polilático injetável, para tratar flacidez e afinamento da pele. Geralmente, indico duas a três sessões anuais. Nessas áreas, também uso os lasers fracionados com o intuito de melhorar textura, manchas e trazer rejuvenescimento”, explica Letícia. Para as mulheres na pós-menopausa, é possível ainda complementar o tratamento com ácido hialurônico e/ou bioestimuladores injetáveis para reposicionamento das estruturas de sustentação da pele. “A ideia é dar um efeito lifting natural e corrigir pequenas assimetrias, sempre buscando rejuvenescimento saudável e sem excessos”, garante a especialista.
E a incontinência?
No caso de Patricia, o problema foi tratado com seis meses de fisioterapia pélvica. “Faço os exercícios de contração e relaxamento da vagina até hoje, todo dia. Inclusive coloquei um adesivo na parte interna do meu carro escrito ‘contração’, pra lembrar de fazer”, diverte-se a empresária. O problema também pode ser tratado em consultório. “O laser fracionado de CO2 intravaginal é um dos mais utilizados e comprovados. O protocolo exige três sessões anuais. Existe também uma cadeira de estímulo de fibras musculares específica para tratar a incontinência urinária, com resultados promissores.
(Foto: Eduardo Carneiro / Beleza: Thiago Costa da Silva)
Para garantir mais firmeza e elasticidade à pele apenas com alimentação, aposte em:
Vitamina E
Gérmen de trigo, carnes, ovos, algodão, óleo de milho, óleo de soja, azeite de dendê, amêndoas, nozes, manteiga, gergelim, linhaça, soja, banana, legumes
Vitamina c
Brócolis, couve crua, pimentão amarelo, caju, goiaba, mamão, manga, acerola
Zinco
Ostras cozidas e sementes de abóbora
Selênio
Castanha-do-pará
Cobre
Nozes, amendoim, feijão, ervilha, farelo e gérmen de trigo, fígado e frutos do mar
Silício
Maçã, laranja, manga, banana, repolho cru, cenoura, cebola, pepino, abóbora, amendoim, amêndoas, arroz, milho, aveia, cevada, soja, peixe, farelo de trigo, água com gás
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