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Wednesday, May 4, 2022

Treino com corda naval é intenso e fortalece abdome; veja 9 exercícios - VivaBem

Originalmente utilizada para prender embarcações em portos e marinas, a corda naval já era usada para praticar atividades físicas em meados de 1866, como mostra o livro "Athletic Sports for Boys: a Repository of Graceful Recreations for Youth". Mas o acessório, que permite realizar diversos exercícios e trabalhar o corpo todo, ficou mais conhecido nas academias a partir dos anos 2000, quando o treino funcional tornou-se popular.

Bastante intenso e dinâmico, o treino com a corda naval (chamado de rope training em inglês) proporciona um bom gasto calórico, trabalha bastante a região do core e ajuda a desenvolver força, potência, resistência muscular e cardiorrespiratória.

A seguir você vai ver:

  • Como é o treino com corda naval
  • Os benefícios de treinar com o acessório
  • Cuidados ao fazer a atividade física
  • 9 exercícios com corda naval

Como é o treino com corda naval

Apesar do nome, já faz algum tempo que a corda usada para fazer exercícios não é exatamente a mesma utilizada para prender barcos. O acessório de treino geralmente pesa de 5 kg a 30 kg, tem de 4 m a 20 m de comprimento e 1" a 2" (polegadas) de diâmetro. Ele conta com manoplas específicas para a prática de atividade física, que proporcionam uma pegada mais firme e confortável do que a corda que os marinheiros usam.

Os exercícios mais comuns consistem em fazer ondulações com a corda. Mas também é possível realizar movimentos como puxar, levantar e girar o equipamento, além de combinar as ondulações com agachamentos, saltos, flexões de braços e deslocamentos.

Treino com corda naval, exercício com corda - iStock - iStock
Imagem: iStock

Uma das vantagens do treino com a corda naval é exatamente a grande variedade de estímulos que ele proporciona, que permite trabalhar de forma integrada vários músculos do corpo ao mesmo tempo —em diferentes planos, intensidades e velocidades.

A execução dos exercícios pode ser controlada por tempo ou por número de repetições. "Geralmente, são realizadas séries que duram de 30 a 60 segundos ou têm de 15 a 30 repetições, o que varia conforme o nível de condicionamento de cada praticante", comenta Marcos Russo, mestre em educação física, especialista em treinamento funcional e professor da rede de academias Bodytech.

Benefícios do treino

  • Ganho de força muscular;
  • Aumento da resistência muscular;
  • Melhora do condicionamento aeróbico (cardiorrespiratório);
  • Desenvolve a coordenação motora --devido à movimentação dos braços para fazer as ondulações;
  • Fortalece o core --região formada pela lombar, pelo quadril e pelo abdome, que é bastante exigida para manter o tronco estável durante a movimentação intensa dos braços.
  • Trabalha a potência muscular;
  • Melhora a postura
  • Proporciona bom gasto calórico

Estudos apontam que em um treino com corda naval você consegue queimar até 9 calorias por minuto Kadu Lins, profissional de educação física, especialista em psicomotricidade e diretor do Grupo Instituto do Movimento em Recife

Cuidados ao treinar

- Mantenha a boa postura Durante os exercícios, é importante deixar a coluna ereta e o abdome contraído. "Isso vai gerar mais estabilidade e ajudar a manter o tronco firme durante a movimentação dos braços, além de trabalhar a região do core", destaca Bruno Leal, profissional de educação física, pós-graduado em treinamento de força e sócio fundador das academias Bhappfit, no Rio de Janeiro.

- Não erga os ombros Eles tendem a subir durante os exercícios, mas Leal explica que é incorreto fazer isso. "Ao erguer os ombros, o movimento perde a eficiência e, para quem já tem fraqueza na região, o risco de lesão aumenta."

Treino com corda naval, exercício com corda - iStock - iStock

Evite erguer os ombros durante a realização dos movimentos com corda naval

Imagem: iStock

- Comece devagar Para iniciantes, o recomendado é usar cordas mais curtas e mais leves. "Primeiro, o foco deve ser adaptar-se ao treino e desenvolver uma boa técnica dos exercícios, aprender os movimentos", recomenda Marcos Russo. Conforme o condicionamento do praticante for evoluindo, a orientação é aumentar o tempo de execução ou o número de repetições das séries e a intensidade dos movimentos, para só depois pensar em aumentar a carga (peso da corda).

Exercícios para fazer com a corda naval

Os exercícios com corda naval muitas vezes também são chamados de battle rope ou battling rope. A seguir, mostramos movimentos comuns com o acessório, que trabalham praticamente o corpo todo. Eles foram sugeridos por Marcos Russo, especialista em treinamento funcional e professor da Bodytech.

A recomendação geral é fazer 3 séries de 1 minuto de cada exercício, mas você deve conversar com um profissional de educação física para saber o volume ideal para você.

1 - Ondas alternadas
Trabalha músculos dos braços, dos ombros, do core e das pernas

Em pé, com as pernas afastadas na largura do quadril, flexione levemente os joelhos (fazendo um meio agachamento). Segure uma ponta da corda com cada mão. As palmas devem ficar viradas uma para a outra e os cotovelos flexionados a 90 graus.

Movimente rapidamente os antebraços para cima e para baixo, batendo cada lado da corda no chão de forma alternada, para produzir ondas com o acessório.

2 - Ondas simultâneas
Trabalha músculos dos braços, dos ombros, do core e das pernas

Esse exercício é uma progressão do movimento anterior. Fique também em posição de meio agachamento, segurando uma ponta da corda com cada mão. As palmas devem ficar viradas uma para a outra e os cotovelos flexionados a 90 graus.

Movimente os braços para cima e para baixo, ao mesmo tempo, batendo a corda no chão para gerar ondas simultâneas nas duas partes do acessório.

3 - Ondas laterais
Trabalha músculos do peito, do core, dos ombros, dos braços e das pernas

Fique em posição de meio agachamento, como nos exercícios anteriores. Segure uma ponta da corda com cada mão. Deixa as palmas voltadas uma para a outra e os cotovelos levemente flexionados. Faça rapidamente o movimento de abrir e fechar os braços, formando ondas laterais com a corda.

4 - Jumping Jack (ou polichinelos) com corda naval
Trabalha principalmente o condicionamento aeróbico, além dos músculos dos braços, dos ombros e das pernas

Segure uma ponta da corda com cada mão, à frente do quadril. Deixe uma palma virada para a outra, os braços ao lado do tronco e os pés unidos.

Agora, faça um polichinelo. Isso é: dê um salto, afaste lateralmente as pernas e levante os braços lateralmente até unir as pontas da corda acima da cabeça. Execute o movimento contrário para voltar à posição inicial. Repita rapidamente, sem parar.

5 - Power slams
Trabalha músculos dos braços, dos ombros, do core e das pernas

Em tradução livre, o nome desse exercício em português é "batidas potentes".

Deixe os pés afastados na largura do quadril e as pernas levemente flexionadas, fazendo um meio agachamento. Segure uma ponta da corda com cada mão. As palmas devem ficar viradas uma para a outra e os cotovelos, levemente dobrados. Em um movimento potente, levante as duas mãos ao mesmo tempo à frente da cabeça e volte rapidamente, batendo a corda com força no chão. A ideia é formar ondas grandes com o acessório.

6 - Círculos com corda naval
Trabalha músculos do peito, dos ombros, do core, dos braços e das pernas

Fique em posição de meio agachamento, como no exercício anterior. Segure uma ponta da corda com cada mão. Deixa as palmas viradas uma para a outra, à frente da cintura. As mãos devem estar próximas e os braços fechados. Erga as mãos até a altura dos ombros, abra os braços e realize um movimento circular para fora, aproximando as mãos novamente na altura da cintura. Repita rapidamente, de forma contínua, formando círculos no ar com as mãos.

7 - Agachamento com salto rope
Trabalha os músculos das coxas, das panturrilhas, do core, dos ombros e dos braços

Afaste os pés na largura do quadril e segure uma ponta da corda com cada mão, na altura da cintura. Mantenha os cotovelos flexionados a 90 graus e uma palma virada para a outra. Faça um agachamento, flexionando as pernas pelo menos até seus joelhos formarem um ângulo de 90 graus. Em um movimento rápido e explosivo, estenda as pernas e fique na ponta dos pés, dando um pequeno salto. Ao mesmo tempo, eleve as mãos na altura da cabeça. Aterrisse baixando as mãos e flexionando as pernas, para iniciar um novo agachamento.

8- Flexão rope
Trabalha os músculos do peito, dos ombros, dos braços e do core

Deixa a corda estendida no chão, com uma ponta afastada da outra em uma largura um pouco menor do que a entre seus ombros. Fique em posição de flexão de braços, com cada mão apoiada em uma ponta da corda. Afaste bem as pernas, para ter mais estabilidade. Flexione os braços e aproxime o peito do chão, fazendo uma flexão. Suba o tronco, segure a corda com a mão direita e faça uma ondulação com uma parte do acessório. Realize outra flexão de braços e agora excute a ondulação na outra parte da corda com a mão esquerda.

9 - Rotação de tronco rope
Fortalece a musculatura do core

Deixe os pés afastados na largura do quadril e as pernas levemente flexionadas. Segure apenas uma das pontas da corda com as duas mãos, na altura da cintura. A outra parte da corda deve ficar estendida no chão. Deixe os cotovelos levemente flexionados. Fazendo um movimento semicircular debaixo para cima, movimente as mãos de um lado do corpo para o outro, sempre passando a corda por cima da outra parte que está no chão. Gire levemente o tronco para o mesmo lado que sua mão está indo.

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Dormir mal prejudica desempenho cognitivo e saúde mental, mostra estudo - Época NEGÓCIOS

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Dormir mais ou menos tem efeitos negativos para cognição e saúde mental, sinaliza estudo (Foto: unsplash)

Dormir sete horas por noite é a quantidade ideal para as pessoas de meia-idade. Essa é a constatação de uma pesquisa realizada no Reino Unido e que avaliou quase 500.000 adultos com idades entre 38 e 73 anos.

Segundo o estudo, dormir demais ou de menos está associado a uma piora no desempenho cognitivo e na saúde mental, incluindo aumento do risco para ansiedade e depressão. Está muito claro que os processos que ocorrem em nosso cérebro durante o sono são muito importantes para manter nossa saúde física e mental”, disse a professora Barbara Sahakian, do departamento de psiquiatria da Universidade de Cambridge. “Para cada hora que você se afasta de sete horas, você piora", acrescenta. 

A especialista acrescentou que ter uma boa noite de sono é indispensável em todas as fases da vida, mas ganha ainda mais relevância à medida que as pessoas envelhecem: “Acho que é tão importante quanto fazer exercícios”, segundo o jornal britânico The Guardian.

Efeitos das 7 horas de sono 

Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram informações do Biobank, o banco de dados biomédico de grande escala do Reino Unido, e incluíram imagens do cérebro e dados genéticos de cerca de 40.000 participantes.

Os cientistas descobriram que a área do cérebro mais afetada pelo sono era a região que continha o hipocampo, o centro de memória - com muito ou pouco sono ligado a um volume cerebral menor.

Uma possível razão para a ligação entre sono insuficiente e declínio cognitivo pode ser a interrupção do sono de ondas lentas ou profundo, que se mostrou importante para a consolidação da memória. A falta de sono profundo também pode impedir o cérebro de limpar as toxinas de forma eficaz.

Outra constatação da análise foi a de que as pessoas que dormiam sete horas por noite tiveram melhor desempenho, em média, em testes cognitivos para velocidade de processamento, atenção visual, memória e habilidades de resolução de problemas.

Como aponta a reportagem do The Guardian, os cientistas foram menos claros sobre porque oito ou mais horas na cama pode causar problemas. Uma explicação é que as pessoas que têm sono de má qualidade, perturbado, tendem a passar mais tempo dormindo – ou tentando dormir – já que se sentem cansadas.

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Dormir mal prejudica desempenho cognitivo e saúde mental, mostra estudo - Época NEGÓCIOS
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Exame de sangue simples pode ajudar no diagnóstico precoce de Alzheimer - Correio Braziliense

Paloma Oliveto

postado em 03/05/2022 06:00

 (crédito: OLIVER BUNIC)

(crédito: OLIVER BUNIC)

Um teste de sangue poderá identificar precocemente o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer, aumentando as chances de se postergar ou amenizar os sintomas com a adoção de um estilo de vida saudável. Embora ainda não exista cura para a doença neurodegenerativa, diversos estudos sugerem que cuidados com o corpo e a mente, como prática de exercícios, dieta com baixo teor de gordura animal e engajamento social, podem retardar os sinais cognitivos.

Agora, um estudo da Universidade da Califórnia, em San Diego, demonstra que o excesso de uma enzima no sangue está presente em pacientes de Alzheimer mesmo antes de as primeiras manifestações da enfermidade surgirem.

A pesquisa, que confirma uma descoberta anterior do mesmo grupo de cientistas, foi publicada na revista Cell Metabolism. Segundo os autores, além de indicar a possibilidade de predizer a doença precocemente, os resultados sugerem que a suplementação alimentar com o aminoácido produzido pela substância não é uma boa ideia.

Sheng Zhong, que liderou o estudo, explica que pesquisas anteriores estimularam a crença de que suplementos contendo a serina, produzida pelo gene PHGDH, poderia contribuir no combate ao Alzheimer. Como a substância é essencial para o metabolismo do cérebro, alguns cientistas testaram, em animais, se a deficiência do aminoácido estava ligada a degenerações cognitivas características da doença. Alguns resultados indicaram que roedores com carência da substância, de fato, exibem comportamentos condizentes com a enfermidade.

Porém, no estudo atual, realizado com tecido cerebral de humanos, Zhong, Xu Chen e Riccardo Clandrelli, coautores do artigo, constataram que indivíduos que tinham Alzheimer exibiam, na verdade, um aumento da expressão do PHGDH. De acordo com eles, isso sugere que, em vez de a produção de serina ser deficiente na doença, ela, na verdade, seria excessiva. "Qualquer pessoa que queira recomendar ou tomar serina para mitigar os sintomas de Alzheimer deve ter cautela", afirma Calandrelli.

Dois anos antes

Há dois anos, a equipe do laboratório de Zhong anunciou, também na Cell Metabolism, os primeiros resultados indicando que o PHGDH pode ser um biomarcador seguro para o Alzheimer. Na ocasião, os cientistas fizeram exames de sangue em idosos e descobriram que, naqueles com a doença, os níveis da enzima estavam mais altos até dois anos antes de eles serem diagnosticados.

"Várias alterações conhecidas associadas à doença de Alzheimer geralmente aparecem na época do diagnóstico clínico, que é um pouco tarde demais. Tínhamos um palpite de que havia um preditor molecular que apareceria anos antes, e foi isso que nos motivou", conta Zhong.

Os resultados promissores estimularam a continuidade do estudo. O palpite dos cientistas era de que a alteração no sangue tivesse alguma relação com o cérebro. Agora, eles analisaram informações genéticas extraídas do tecido cerebral post-mortem em quatro pesquisas diferentes, sendo que cada uma foi realizada com 40 a 50 indivíduos acima de 50 anos.

Bioengenheiro da Universidade da Califórnia Sheng Zhong
Bioengenheiro da Universidade da Califórnia Sheng Zhong (foto: UCSD/Divulgação )

As avaliações foram divididas em grupos: pessoas saudáveis (controle) e assintomáticas (sem problemas cognitivos nem diagnóstico de Alzheimer, mas com alterações no tecido cerebral que indicam sinais precoces da doença). Os resultados demonstraram que, nesses últimos, houve um aumento significativo da enzima PHGDH, comparado aos que nem exibiam mudanças no cérebro nem tinham sido diagnosticadas com o mal.

Outra descoberta é que, assim como em modelos de camundongos testados em laboratório, os níveis de expressão da PHGDH eram maiores quanto mais avançada a doença. Nos humanos, os cientistas fizeram essa constatação comparando a quantidade da enzima no sangue de pacientes diagnosticados com Alzheimer com as pontuações que eles obtiveram em duas diferentes avaliações clínicas. Uma classifica a memória e a capacidade cognitiva, enquanto a outra investiga a gravidade da doença com base na patologia do cérebro.

Os resultados da equipe da Universidade da Califórnia mostraram que, quanto piores os escores, maior a expressão cerebral de PHGDH. "O fato de que o nível de expressão desse gene se correlaciona diretamente com a capacidade cognitiva de uma pessoa e com a patologia da doença é notável. Ser capaz de quantificar essas duas métricas complexas com uma única medida molecular poderia tornar o diagnóstico e o monitoramento da progressão da doença de Alzheimer muito mais simples."

Saiba Mais

Manejo

Para a neurologista Rosa Sancho, chefe do departamento de pesquisa do Alzheimer's Research UK, no Reino Unido, um futuro exame de sangue para a detecção precoce pode ser muito útil para o manejo da doença. "Sabemos que as alterações cerebrais na doença de Alzheimer podem ocorrer décadas antes que os sintomas comecem a aparecer, e os estágios iniciais da doença provavelmente serão o momento em que os medicamentos futuros serão mais eficazes", diz.

Embora reconheça que testes do tipo não estarão disponíveis imediatamente, Sancho se diz confiante. "Atualmente, as pessoas só recebem o diagnóstico de Alzheimer quando os sintomas aparecem. Muitas das ferramentas de diagnóstico que podem detectar alterações precoces são caras, como exames cerebrais, ou invasivas, como testes de fluido espinhal. Um exame de sangue confiável seria um grande impulso para a pesquisa de demência, permitindo aos cientistas testar tratamentos em um estágio muito anterior, o que, por sua vez, poderia levar a um avanço para aqueles que vivem com demência."

Conexões cerebrais interrompidas

O diagnóstico precoce do Alzheimer também é estudado por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, com foco em outras substâncias associadas à doença: as proteínas beta-amiloide e tau.

LEG Exames mostram alterações no cérebro de um paciente de Alzheimer (d), comparado ao de uma pessoa saudável (e)
LEG Exames mostram alterações no cérebro de um paciente de Alzheimer (d), comparado ao de uma pessoa saudável (e) (foto: AFP)

Quando acumuladas no cérebro, elas interrompem conexões entre estruturas importantes para a cognição. Em um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas verificaram que essas alterações interativas podem estar presentes antes que os primeiros sinais da doença se manifestem.

Há anos, os pesquisadores sabem que o excesso de beta-amiloide e a disfunção da tau podem causar a morte de neurônios. "Mas não sabíamos como as conexões do cérebro respondem ao acúmulo dessas proteínas muito cedo no processo da doença, mesmo antes dos sintomas", explicou em nota, Yakeel Quiroz, autor sênior do artigo.

Para saber mais sobre esse fenômeno, Quiroz estudou os exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética funcional (fMRI) de mais de 6 mil pacientes de Antioquia, na Colômbia, que têm uma forma genética da doença, causada pela mutação E280A. Essas pessoas desenvolvem os primeiros sinais de comprometimento cognitivo muito cedo, aos 44 anos, e chegam à demência com apenas 49.

No estudo, os participantes com a alteração genética ainda não exibiam os sinais da doença. Anteriormente, a mesma equipe mostrou que esses indivíduos exibem altos níveis de beta-amiloide quase duas décadas antes do início dos sintomas e alterações na tau por volta dos seis anos anteriores. Agora, os cientistas observaram, com exames de imagem, a conectividade dentro e entre diferentes redes cerebrais, formadas por milhões de células.

Ressonância

Os pesquisadores descobriram que os portadores de mutações apresentavam interrupções de conexão na rede de memória principal do cérebro anos antes do início do comprometimento cognitivo. Eles também desenvolveram uma nova abordagem matemática que combina as informações da ressonância magnética com imagens moleculares para ver mais claramente quando as regiões do cérebro começam a se desconectar durante o processo da doença.

"Essa descoberta melhora nossa compreensão de como a patologia relacionada à doença de Alzheimer altera a organização funcional do cérebro anos antes que ocorra o comprometimento cognitivo", disse Quiroz. "São constatações importantes porque também sugerem que a ressonância pode ser usada, no futuro, para identificar pessoas que já podem ter patologia em seu cérebro, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas."

 

Saiba Mais

  • Bioengenheiro da Universidade da Califórnia Sheng Zhong

    Bioengenheiro da Universidade da Califórnia Sheng Zhong Foto: UCSD/Divulgação

  • LEG Exames mostram alterações no cérebro de um paciente de Alzheimer (d), comparado ao de uma pessoa saudável (e)

    LEG Exames mostram alterações no cérebro de um paciente de Alzheimer (d), comparado ao de uma pessoa saudável (e) Foto: AFP

Conexões cerebrais interrompidas

 (crédito: AFP)

crédito: AFP

O diagnóstico precoce do Alzheimer também é estudado por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, com foco em outras substâncias associadas à doença: as proteínas beta-amiloide e tau. Quando acumuladas no cérebro, elas interrompem conexões entre estruturas importantes para a cognição. Em um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas verificaram que essas alterações interativas podem estar presentes antes que os primeiros sinais da doença se manifestem.

Há anos, os pesquisadores sabem que o excesso de beta-amiloide e a disfunção da tau podem causar a morte de neurônios. "Mas não sabíamos como as conexões do cérebro respondem ao acúmulo dessas proteínas muito cedo no processo da doença, mesmo antes dos sintomas", explicou em nota, Yakeel Quiroz, autor sênior do artigo.

Para saber mais sobre esse fenômeno, Quiroz estudou os exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética funcional (fMRI) de mais de 6 mil pacientes de Antioquia, na Colômbia, que têm uma forma genética da doença, causada pela mutação E280A. Essas pessoas desenvolvem os primeiros sinais de comprometimento cognitivo muito cedo, aos 44 anos, e chegam à demência com apenas 49.

No estudo, os participantes com a alteração genética ainda não exibiam os sinais da doença. Anteriormente, a mesma equipe mostrou que esses indivíduos exibem altos níveis de beta-amiloide quase duas décadas antes do início dos sintomas e alterações na tau por volta dos seis anos anteriores. Agora, os cientistas observaram, com exames de imagem, a conectividade dentro e entre diferentes redes cerebrais, formadas por milhões de células.

Ressonância

Os pesquisadores descobriram que os portadores de mutações apresentavam interrupções de conexão na rede de memória principal do cérebro anos antes do início do comprometimento cognitivo. Eles também desenvolveram uma nova abordagem matemática que combina as informações da ressonância magnética com imagens moleculares para ver mais claramente quando as regiões do cérebro começam a se desconectar durante o processo da doença.

"Essa descoberta melhora nossa compreensão de como a patologia relacionada à doença de Alzheimer altera a organização funcional do cérebro anos antes que ocorra o comprometimento cognitivo", disse Quiroz. "São constatações importantes porque também sugerem que a ressonância pode ser usada, no futuro, para identificar pessoas que já podem ter patologia em seu cérebro, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas." (PO)

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Maçã, pera, triângulo invertido: há relação entre formato do corpo e saúde? - VivaBem

Conhece aqueles diferentes tipos de corpo humano, apresentados em revistas e sites de moda, com nomes de frutas (pera, maçã), figuras geométricas (retângulo, triângulo invertido)? Eles servem para você aprender sobre como tirar proveito de formatos e tamanhos para se vestir. Mas, tem mais. Nesta reportagem, VivaBem, com ajuda de especialistas, vai explicar o que há por trás de cada um e como influenciam em nossa saúde, revelando ainda problemas.

Os médicos costumam classificar esses modelos por características genéticas (altura, estrutura óssea, facilidade de ganhar ou perder peso), e físicas modificáveis, com base em composição, aparência muscular, tecido adiposo, chegando em três categorias: "Ectomorfo, mesomorfo e endomorfo, sendo que cada um possui necessidades específicas", informa Roberto Ranzini, ortopedista e médico do esporte nos hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, em São Paulo.

O ectomorfo está relacionado a um corpo magro e retangular, com baixo volume muscular e de gordura. Já mesomorfo tem a ver com um corpo atlético, triângulo invertido nos homens e triangular, ou ampulheta, nas mulheres.

Por último, endomorfo corresponde a um formato oval, que ganha peso fácil. Mas, é possível que algumas características de um ou outro sejam compartilhadas entre si, embora haja uma predominância de um tipo em relação ao outro.

O que há por trás de cada tipo?

Gordura localizada, barriga, gordura abdominal - iStock - iStock
Imagem: iStock

Em se tratando do ectmomorfo, que corresponde a pessoas altas, esguias, com membros alongados, peitoral plano, quadris estreitos, dificuldade para ganhar peso, por trás geralmente há um metabolismo muito acelerado.

"Com bom equilíbrio das forças musculares terão boa sustentação do tronco, mas, do contrário, podem ter problemas posturais", informa Guillermo Tierno, coordenador do serviço de ortopedia do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador (BA).

Já os mesomorfos, magros, mas robustos, com corpo bem desenvolvido, sem necessariamente um engajamento na academia, equilibram metabolismo rápido, com facilidade em adquirir massa muscular.

Quando se é uma mulher mesomorfa um pouco acima do peso, com corpo pera, ou seja, com quadris e coxas largas, mas não definidas, a gordura adquirida é a do tipo ginoide, menos prejudicial do que a visceral, relacionada ao diabetes e doenças cardiovasculares.

O último grupo, endomorfo, diz respeito àqueles cujo metabolismo é lento e a estrutura óssea é grande, podendo ainda a estatura ser baixa. O formato do corpo, similar ao de uma maçã, costuma ser perceptível em todos os membros da família e o acúmulo de gordura, do tipo androide, é centrado no abdome, ou misto: abdominal e periférico. Diferente da gordura ginoide, essa é visceral —mais danosa—, sendo também prevalente no gênero masculino.

Problemas que podem apontar

cifose, coluna, postura - iStock - iStock
Imagem: iStock

No que compete a problemas de saúde no tipo de corpo ectomorfo (retangular), podem estar relacionados à magreza constitucional, a exemplo dos posturais, como curvatura envergada para a frente (cifose), ou a emagrecimento patológico, como por anorexia nervosa, anemia, depressão, distúrbio hormonal (hipertireoidismo), diabetes, excesso de cortisol e cortisona por mau funcionamento das glândulas adrenais, acima dos rins, ou ainda infecções e câncer.

Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), aponta que, mesmo ectomorfo, também pode se adquirir gordura visceral e desenvolver barriguinha.

"Essa pessoa é a 'falsa magra', que por ação de síndrome metabólica pode ter resistência à insulina, alterações de colesterol, retenção de sódio, de água, depósito de gordura nas artérias, aumento de pressão, vindo a sofrer infarto e AVC", explica Barca.

Ela continua que essa gordura concentrada também pode ter relação com estresse, síndrome de Cushing (em ambos os casos, de novo, por excesso de cortisol) e menopausa, que leva a um declínio hormonal, principalmente de estrogênio.

Mesomorfos, assim como endomorfos, também estão sujeitos aos efeitos desses problemas e sem nenhum controle de alimentação, atividades físicas, quem tem principalmente corpo tipo pera ou oval pode ganhar peso extra.

Excesso de gordura abdominal somado a uma deficiência muscular ainda cursa com desvios posturais, sobrecarga, estresse mecânico, processos inflamatórios e desgaste articular.

"Os mais altos e com maior peso têm uma tendência elevada a desenvolverem problemas de coluna, principalmente na lombar. Nos endomorfos, há aumento no risco de lesões por sobrecarga nos membros inferiores, como quadris e joelhos", informa o ortopedista Ranzini.

Dá para modificar os formatos?

Nenhuma dieta ou treinamento físico é capaz de mudar determinações genéticas. Porém, qualquer um pode emagrecer e ganhar massa muscular, dentro dos seus próprios limites, que são variáveis de pessoa para pessoa, e com ajustes apropriados.

Mas não se consegue isso sozinho, sem consultar profissionais. Estando acima do peso, ou muito abaixo dele, e com dificuldades para alcançar os objetivos pretendidos e sintomas, é preciso investigar os motivos.

obesidade, atividade física - iStock - iStock
Imagem: iStock

Ectomorfos, por terem um consumo de energia mais intenso, exigirão uma quantidade de calorias maior para ganhar peso, sem se preocupar em ganhar gordura, que será queimada em exercícios com foco em grandes grupos musculares.

"Quando se tem hábito de vida saudável, não se acumula gordura abdominal, o que vai fazer com que o corpo adquira um formato de triângulo invertido, mesomorfo, em que os ombros são mais largos que a cintura", diz Tierno.

Mas mesomorfos constitucionais, para não engordarem, precisam se manter ativos e controlar a ingestão de calorias. Mas não com tanta intensidade como os endomorfos, que, em alguns casos, quando já tentaram, sem sucesso, inúmeros programas alimentares e de exercícios, acabam precisando recorrer a cirurgias de bypass gástrico ou bariátrica.

"Devem buscar um equilíbrio em tudo, pois gordura visceral é inflamada e leva a diversas doenças", conclui Barca.

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Sesap convoca 272 profissionais de saúde e outras áreas aprovados em concurso no RN - Globo

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) convocou 272 profissionais de saúde e outras áreas aprovados em concurso público. Eles irão atuar nas principais unidades de saúde da rede pública estadual.

A relação dos convocados está disponível no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (4).

De acordo com a publicação, foram convocados 31 médicos, 28 enfermeiros, 35 farmacêuticos, 18 técnicos em enfermagem, 103 assistentes técnicos em saúde, 7 fisioterapeutas, 10 assistentes sociais, 8 psicólogos, 5 nutricionistas, 9 administradores, 9 contadores, 3 técnicos em radiologia, 2 técnicos em biodiagnóstico, 2 fonoaudiólogos, 1 engenheiro de segurança do trabalho e 1 farmacêutico bioquímico.Nomeação

A lista completa dos convocados pode ser consultada no DOE, onde também constam as informações sobre documentos e exames de saúde necessários à admissão no quadro de servidores estaduais.

Hospital Walfredo Gurgel — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

Hospital Walfredo Gurgel — Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

VÍDEOS: Mais assistidos do RN nos últimos 7 dias

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Tuesday, May 3, 2022

Rinite: por que não existe cura e como controlar nariz entupido e espirros - VivaBem

"O que custa juntar três caras num laboratório e descobrir a cura da rinite?"

O que parecia ser um desabafo bem humorado de João Zastrow, um usuário do Twitter, virou uma dúvida real e instigante sobre uma doença que afeta até 40% da população mundial (ou cerca de 84 milhões de brasileiros) — a postagem na mídia social já teve mais de 165 mil curtidas e 43 mil compartilhamentos.

A rinite alérgica, quadro marcado por nariz entupido, espirros repetidos, coceira no rosto e dificuldade para respirar, costuma piorar no outono ou no inverno e está relacionada a alguns gatilhos do ambiente, como poeira, pelos de animais, ácaros e pólen.

Embora o tratamento tenha evoluído bastante nas últimas duas ou três décadas, a verdade é que realmente não existe uma cura para a rinite — e muitos cientistas acreditam que nunca veremos uma solução definitiva para esse problema.

A seguir, você entende por que é tão difícil falar em cura para essa doença e quais são as principais formas de controlar o quadro atualmente.

Narinas travadas

O nariz funciona como um verdadeiro filtro do nosso sistema respiratório. Ele conta com diversas estruturas e mecanismos para barrar a entrada de partículas perigosas, que podem prejudicar o funcionamento dos pulmões.

Vamos a um exemplo prático: imagine que um vírus tente invadir suas narinas. O organismo fará de tudo para expulsá-lo assim que possível, de modo a evitar problemas maiores.

Nessa situação, o sistema de defesa desencadeia uma série de ações, chamadas genericamente de processo inflamatório, para aniquilar o invasor — é por isso que o nariz fica inchado, cheio de secreção e não para de espirrar.

"O problema é que, na rinite alérgica, essa reação acontece diante de substâncias que não são nocivas", diferencia o otorrinolaringologista Márcio Salmito, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Ou seja: o indivíduo com essa condição inala partículas de um composto que causa uma alergia nele. Na rinite, os alérgenos mais comuns são ácaros (artrópodes microscópicos que vivem no colchão e no travesseiro), pelos de animais, pólen das plantas ou poeira.

Esses compostos são suficientes para disparar uma resposta exagerada do sistema de defesa, que engatilha aquela série de reações típicas que descrevemos acima.

"E todo esse processo costuma ser ainda pior no outono e no inverno, quando ficamos em ambientes fechados, em contato frequente com os alérgenos", diz a alergista Jane da Silva, que integra o Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

"Para completar, o próprio tempo seco dessas estações deixa a mucosa do nariz mais vulnerável, o que interfere na capacidade de filtragem", aponta a médica, que também é professora do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Catarina.

Mas se a ciência já sabe em detalhes o que está por trás da rinite, por que ainda não existe uma cura para ela?

Um caminho árduo

O médico Antonio Condino, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, explica que aquela reação imunológica por trás da rinite é muito complexa e recruta diferentes tipos de células.

"Um dos glóbulos brancos que está envolvido nesse processo é o mastócito, que libera uma substância chamada histamina", exemplifica. A tal da histamina, aliás, é uma das responsáveis por sintomas como a coceira e a vermelhidão.

Ou seja: não há um alvo único que, ao ser desligado ou inibido, vai evitar definitivamente a crise de espirros e a dificuldade de respirar.

Condino também ensina que a rinite é uma doença poligênica, que está relacionada com mutações em diversas partes do código genético humano.

"Existem algumas enfermidades imunológicas que são monogênicas, causadas por alterações em um único gene. Nesses casos, fica mais fácil pensar em terapias gênicas capazes de lidar com o problema", diz.

Com o avanço científico e tecnológico do momento, porém, não é possível "consertar" tantos genes por trás da rinite de uma só vez.

Além dos entraves técnicos, não podemos ignorar também como é difícil criar um novo medicamento. Para ter ideia, o processo de desenvolver um novo remédio demora 12 anos e envolve um investimento médio de 2,5 bilhões de dólares, Como se não bastasse tudo isso, 90% das moléculas avaliadas pelos farmacêuticos não passam nos testes clínicos e nem chegam às farmácias.

Ainda nessa seara, também devemos ter em mente que a rinite não costuma ser prioridade nos investimentos para as pesquisas, já que falamos de uma doença que não costuma levar a quadros graves ou com risco de morte.

Mas o fato de a cura da rinite alérgica ser algo praticamente utópico nos dias de hoje não significa que os pacientes estão largados ao léu.

Os tratamentos disponíveis, que avançaram significativamente nas últimas décadas, podem manter as crises sob controle na maioria das vezes, como você confere a seguir.

Como desentupir o nariz

Após o diagnóstico, o primeiro passo fundamental para controlar as crises de rinite é fazer algumas modificações em casa.

"É preciso ventilar bem o quarto, fazer limpezas regulares, trocar lençóis uma vez por semana e evitar carpetes, tapetes, bichos de pelúcia e cortinas de pano", recomenda Silva.

Vale também colocar o travesseiro e o colchão no sol de vez em quando e lavar roupas, cobertores e edredons que estão guardados no armário por muito tempo antes de utilizá-los.

Todas essas atitudes têm um objetivo em comum: controlar o acúmulo das substâncias que causam alergia, como a poeira, os ácaros e os pelos de animais. Esse cuidado deve ser redobrado no quarto de dormir, já que passamos pelo menos um terço de nosso dia nesse ambiente.

A faxina, claro, não se limita à casa: também é necessário lavar o nariz. "Fazer uma limpeza diária das narinas com soro fisiológico ajuda a eliminar impurezas e hidratar a mucosa, o que previne irritações", complementa a alergista.

Além do controle do ambiente, os médicos também costumam prescrever algumas medicações, a depender do grau da rinite e da frequência das crises.

"Para pacientes que só têm rinite alérgica na primavera, por exemplo, podemos indicar remédios para aliviar os sintomas somente nessa época do ano", conta Salmito.

Já para as situações em que a rinite é mais grave ou aparece em qualquer mês, não adianta apenas apagar o fogo. Nesses casos, os médicos tentam agir preventivamente.

"Nesses casos, os anti-inflamatórios da classe dos corticóides podem ajudar", cita o otorrino.

"A boa notícia é que essas drogas evoluíram muito nos últimos 20 anos e hoje temos opções aplicadas diretamente no nariz, que não são absorvidas pelo resto do corpo e provocam menos efeitos colaterais", completa.

Uma 'vacina' para a rinite?

Uma terceira alternativa farmacológica para destravar a respiração envolve a imunoterapia.

Em suma, esse tratamento é feito ao longo de três a cinco anos e oferece ao paciente doses crescentes da substância que provoca a reação alérgica nele.

Se a pessoa tem um quadro de rinite causado por ácaros, por exemplo, os especialistas produzem injeções ou comprimidos com uma parcela mínima do agente que provoca o gatilho das crises. Essa quantidade vai aumentando passo a passo.

"O objetivo é modificar aos poucos a resposta imunológica, de tal modo que a pessoa perca aquela sensibilidade que tinha quando era exposta ao alérgeno", desvenda Silva. É como se o corpo se acostumasse aos poucos e não reagisse tão mal àquela substância.

A eficácia dessa opção, porém, varia de indivíduo para indivíduo. "Cerca de 30% dos pacientes têm uma resolução quase total do quadro que apresentam. Outros melhoram significativamente", calcula Salmito.

"A perspectiva é que essa técnica evolua bastante pelos próximos anos e aumente essa taxa de sucesso progressivamente", completa o especialista.

Outro ponto negativo da imunoterapia está na acessibilidade: no Brasil, ela só está disponível em clínicas privadas e não faz parte da cobertura dos planos de saúde.

No sistema público, só é possível encontrar alguns poucos serviços que oferecem a "vacina contra a rinite", ligadas a grupos de pesquisa e hospitais universitários.

O controle do ambiente, os antialérgicos, os anti-inflamatórios e a própria "vacina" podem até não representar uma cura. Mas ao menos eles trazem uma grande possibilidade de controlar a rinite alérgica — e evitar as penosas temporadas de nariz entupido.

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Monday, May 2, 2022

Dengue: veja quais os sintomas, cuidados e tratamento - Globo

Casos de dengue dobram em todo o Brasil em 2022

Casos de dengue dobram em todo o Brasil em 2022

O Brasil vive um novo surto de dengue em 2022. Nos quatro primeiros meses deste ano, o país registrou o mesmo nível de casos de todo o ano passado.

Foram 542 mil casos até 23 de abril, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (2). No ano passado inteiro, o Brasil somou 544 mil casos.

O que é a dengue

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 - todos podem causar as diferentes formas da doença.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

No vídeo abaixo, a infectologista Rosana Richtmann explica os tipos de dengue:

Dengue: infectologista explica os quatro tipos da doença

Dengue: infectologista explica os quatro tipos da doença

Principais sintomas

  • Febre alta > 38°C
  • Dor no corpo e articulações
  • Dor atrás dos olhos
  • Mal estar
  • Falta de apetite
  • Dor de cabeça
  • Manchas vermelhas no corpo

A infecção também pode ser assintomática ou apresentar quadro leve. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

"A maioria das pessoas tem a forma clássica da doença. Uma pequena porcentagem é que tem a forma grave, que pode levar à dengue hemorrágica", explicou a infectologista Rosana Richtmann.

Segundo o Ministério da Saúde, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (>38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTV

Mosquito Aedes aegypti é responsável por transmitir a dengue. — Foto: Reprdoução/EPTV

Tratamento

Não existe um medicamento específico para a doença. A medicação serve basicamente para aliviar as dores.

A hidratação do paciente é parte importante do tratamento, pois a dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido. Por isso, é preciso beber muita água, suco, água de coco ou isotônicos. Bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.

Como evitar a dengue?

Evite qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d'água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta.

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