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Thursday, May 5, 2022

Por que dormir de boca aberta na infância representa risco à saúde por toda vida - VivaBem

Crianças que não respiram pelo nariz durante o sono estão mais propensas a ter cárie, hálito ruim, malformações ósseas, irritação e até dificuldades de aprendizado na escola. Corrigir o problema nos primeiros anos de vida é primordial para evitar problemas no futuro.

De acordo com estudos publicados nos últimos anos, mais da metade das crianças dorme de boca aberta.

De tão frequente, esse hábito nem sempre chama a atenção ou liga o sinal de alerta de pais e tutores.

Mas médicos ouvidos pela BBC News Brasil destacam que dormir de boca tem a ver com alergias, rinites ou o crescimento de estruturas que obstruem o nariz, pode fazer muito mal à saúde.

Essas crianças correm um risco maior de desenvolver as mais variadas complicações, que vão desde cárie e mau hálito a alterações posturais e dificuldade de aprendizado na escola.

Para piorar, esses efeitos deletérios não se limitam à infância: se a respiração pela boca durante a noite não é resolvida logo nos primeiros anos de vida, as repercussões negativas podem se prolongar por toda a vida.

Entenda a seguir o que está por trás dessa condição, todos os prejuízos à saúde e as principais formas de resolver o quadro quanto antes.

Desdobramentos imediatos

Como estrutura externa do sistema respiratório, o nariz tem uma função muito especial: aquecer, umidificar e filtrar o ar que entra pelas narinas.

Na contramão, quando a respiração acontece pela boca, o oxigênio não passa por esse tratamento especial antes de alcançar os pulmões.

Isso por si só já representa um risco. O ar que passa pela boca chega ao tórax cheio de impurezas, seco e numa temperatura inadequada.

"A respiração bucal aumenta o risco de infecções virais ou bacterianas e resfriados repetitivos", diz o médico Alexandre Ordones, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

"O indivíduo também costuma sofrer mais com ardência, pigarros e muco preso no fundo da garganta", acrescenta.

A boca aberta durante o sono terá efeitos ainda mais profundos na própria formação do rosto daquele indivíduo.

"Os ossos da face não se desenvolvem adequadamente, o que altera a fisionomia. A criança pode ficar com bochechas caídas, olhos tristonhos, olheiras...", lista a otorrinolaringologista Saramira Bohadana, coordenadora do Programa Aerodigestivo do Sabará Hospital Infantil, em São Paulo.

"A própria arcada dentária também se altera. O osso maxilar [que dá suporte aos dentes superiores] fica muito fechado e projetado para a frente. Já a mandíbula não cresce como o esperado", detalha a especialista.

Para completar, essas mudanças no crânio alteram o restante do corpo. "O pescoço acaba retraído, com o queixo para dentro, o tórax se torna encurvado e a barriga fica proeminente", descreve Bohadana.

E, como se não bastassem todas essas alterações físicas, dormir de boca aberta também provoca consequências bem sérias no cérebro e no comportamento.

Apneia, notas ruins, irritação e xixi na cama

A criança que dorme de boca aberta frequentemente sofre com uma doença chamada apneia do sono.

Ela é caracterizada por interrupções na respiração durante o descanso noturno que, por sua vez, provocam pequenos despertares (muitas vezes, eles nem são percebidos conscientemente).

A questão é que esses microdespertares impedem que a pessoa chegue aos estágios mais profundos do sono, que estão relacionados à consolidação das memórias e do aprendizado.

Agora, imagina o efeito que isso vai ter num cérebro que ainda está em formação.

"Nós temos vários estudos mostrando que a criança que dorme de boca aberta tem um pior desempenho na escola", revela Ordones.

Uma revisão de pesquisas, feita em 2016 por cientistas da Universidade Federal do Sergipe, por exemplo, demonstrou que crianças que respiram pela boca apresentam com mais frequência dificuldades de aprendizado quando comparados àqueles que utilizam o nariz como fonte principal do sistema respiratório.

O otorrinolaringologista conta que a falta de um sono reparador também está relacionado à diminuição do foco e ao aumento da irritação nos primeiros anos de vida.

"Não raro, recebemos no consultório crianças que foram diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e até tomam remédios para controlar o quadro. Daí, quando resolvemos o problema da respiração pela boca, a irritação melhora e não há mais necessidade da medicação", relata.

Por fim, Ordones acrescenta outro fator à extensa lista de consequências: o xixi na cama.

"O hormônio que controla a urina é fabricado durante o sono profundo. Se a produção dele não é suficiente, a criança pequena molha o colchão e muitas vezes não consegue abandonar as fraldas", ensina.

Diante de tantos efeitos perigosos (e pouco conhecidos), chegou a hora de conhecer o que pode estar por trás dessa dificuldade de respirar pelo nariz entre os pequenos.

As 'pedras' no caminho

De forma geral, a respiração pela boca acontece porque as vias aéreas estão fechadas. Como o oxigênio não transita narina adentro, o corpo usa, então, um trajeto alternativo para manter os pulmões funcionando.

Um dos principais "bloqueadores" do nariz é a rinite, em que há uma reação alérgica a substâncias comuns do ambiente, como poeira, ácaro e pelos de animais.

Quando a pessoa está em crise, a mucosa do nariz engrossa, como resultado de um processo inflamatório, e fica inchada. Para completar, a produção de muco ? o popular catarro ? termina de entupir os tubos por onde o oxigênio passaria. O muco é produzido numa tentativa do corpo de englobar e expulsar o "agente" causador da alergia.

Outra causa frequente do fechamento nasal (e da necessidade de respirar pela boca) é o crescimento de um tecido chamado adenoide.

"Essa carne esponjosa fica na parte de trás do nariz e faz parte do sistema de defesa do corpo. Quando exposta à poluição ou aos agentes infecciosos, ela aumenta de tamanho e obstrui a passagem do ar", diz Bohadana.

Quando a adenoide está inchada (como ilustrado à direita), o ar não passa pelas vias aéreas superiores - Getty Images - Getty Images

Quando a adenoide está inchada (como ilustrado à direita), o ar não passa pelas vias aéreas superiores

Imagem: Getty Images

O inchaço de outras estruturas que ficam na face e no início da garganta, como as amígdalas ou os cornetos inferiores (aquelas "dobrinhas" que temos lá no fundo das narinas), também impede o trânsito do oxigênio nesta região.

Mas como pais e tutores podem suspeitar que a criança está dormindo de boca aberta?

"Na grande maioria das vezes, é possível ouvir um ruído, como o ronco ou uma respiração alta", aponta Ordones.

"Outros sinais comuns são o travesseiro úmido pelo excesso de saliva que sai da boca e um sono muito agitado, daqueles que a criança se debate, roda na cama e acorda de cabeça pra baixo", complementa o otorrino.

Antecipar o diagnóstico (e o tratamento) é fundamental

Independentemente de qual for a origem, os médicos insistem que descobrir o problema logo nos primeiros anos de vida traz benefícios para a vida toda.

"Se a gente faz intervenções antes dos quatro anos de idade, conseguimos reverter completamente a maioria das modificações ósseas e musculares", destaca Bohadana.

Que fique claro: o tratamento pode melhorar a saúde e a qualidade de vida em qualquer faixa etária, mas os efeitos benéficos serão bem maiores quando ele é feito ainda na primeira infância.

Ao perceber qualquer sinal de que a criança dorme de boca aberta, portanto, o primeiro passo é buscar um otorrino para uma avaliação inicial.

No próprio consultório, o médico pode realizar exame chamado nasofibroscopia, em que uma pequena câmera é introduzida nas narinas para visualizar todas as estruturas internas e conferir se algo está inchado ou fora de lugar.

Se o problema estiver relacionado com a rinite, o tratamento envolve algumas mudanças no ambiente em que a criança vive (como eliminar carpetes, bichos de pelúcia e outras fontes de poeira e ácaro do quarto, por exemplo) e a prescrição de medicações que regulam a inflamação e aliviam as crises de espirros e nariz entupido.

Agora, caso seja detectado um aumento da adenoide (que não é revertido por completo com o controle da alergia), das amígdalas ou dos cornetos inferiores, é preciso partir para uma cirurgia.

"O procedimento é relativamente simples, a criança costuma receber alta no mesmo dia e a dor no pós-operatório é bem tolerável", esclarece Bohadana.

"Em média, depois de sete dias a criança já está bem e recuperada."

A otorrino reforça que, quanto antes a cirurgia for feita, melhores serão os resultados.

"Às vezes, os pais ficam com medo e preferem esperar o filho crescer um pouco antes de remover a amígdala ou a adenoide, até porque acham que isso pode prejudicar a imunidade", comenta.

"Nós sabemos que, caso essas estruturas sejam removidas, outras partes do sistema de defesa podem suprir as necessidades."

"E isso sem contar que a espera para fazer cirurgia pode piorar ou aprofundar todas aquelas sequelas da respiração bucal", finaliza a especialista.

Além da intervenção com o bisturi, em muitos casos também é necessário fazer sessões de fonoaudiologia, com o objetivo de fortalecer os músculos do rosto e exercitar a entrada do ar pelas narinas.

Isso tudo garante uma respiração mais tranquila e saudável, que ocorra pelo resto da vida através do caminho mais adequado: o próprio nariz.

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O raro caso de mulher que deu à luz 2 vezes mesmo com doença em nervo motor - VivaBem

Lucy Lintott sempre sonhou em ter filhos, mas, quando foi diagnosticada com a doença do neurônio motor (DNM) com apenas 19 anos, disseram que ela nunca poderia formar família.A maioria das pessoas com DNM não sobrevive após três anos do diagnóstico. Mas, oito anos depois, Lucy tem dois filhos pequenos e pretende casar-se com seu parceiro Tommy no final de maio. Acredita-se que ela seja a segunda pessoa do mundo com DNM a dar à luz duas vezes.

DNM é uma doença terminal com rápida progressão que impede que as mensagens do cérebro cheguem aos músculos. Gradualmente, a doença torna extremamente difícil, e -em dado momento, impossível -pegar as coisas, andar, falar e engolir.

Lucy foi diagnosticada com DNM quando ainda era adolescente.

Lucy cresceu perto do litoral, na cidade de Garmouth, no nordeste da Escócia, e foi diagnosticada no final de 2013. Ela foi a escocesa mais jovem a ser diagnosticada com essa doença terminal, que normalmente aflige pessoas com mais de 40 anos.

Três anos depois, aos 22 anos de idade, Lucy contou à BBC que se sentia como se estivesse sendo "lentamente paralisada" e que estava preocupada porque sua "personalidade hilariante" acabaria desaparecendo.

A doença fez com que ela passasse a depender cada vez mais da sua cadeira de rodas, à medida que perdia a capacidade de andar sem apoio. Sua fala também foi prejudicada. Lucy pôs-se a gravar sua voz para poder ser usada em um simulador, caso ela perca completamente o poder da fala, e começou a angariar fundos para pesquisas sobre a sua condição.

Mas ela também contou estar apavorada com o futuro. Embora ela precisasse de cuidadores profissionais para ajudá-la na maior parte das tarefas, Lucy estava determinada a mudar-se da casa dos seus pais para o seu próprio apartamento, na cidade próxima de Elgin.

"Aquilo realmente trouxe muitas mudanças", afirma ela. "Comecei a ficar independente, para poder ter um namorado sem a mamãe me constrangendo."

Em 2018, Lucy retomou o contato com seu antigo amigo de escola Tommy Smith. Ele estava um ano atrás dela na escola, mas frequentava a mesma aula de estudos modernos quando ela estava no sexto ano.

Tommy relembra que era muito tímido, mas Lucy "falava bem alto". Sua risada podia ser ouvida a três salas de aula de distância.

Ele não conseguiu resistir ao seu sorriso radiante e aos enormes olhos. Lucy foi atraída pelas suas calças e camisas justas. E o par tornou-se um casal.

"Eu não precisei me proteger", conta Lucy. "Ele sabia onde estava entrando. Ele teve que lidar com pessoas avisando que eu tenho DNM."

Tommy pediu Lucy em casamento em 2019. Em setembro daquele ano, eles anunciaram que Lucy estava grávida.

O pai de Lucy, Robert, disse que havia preocupações com o bem-estar de Lucy e da criança. O risco era mais alto porque ninguém sabia como os músculos de Lucy iriam reagir. Mas ela disse: "a recompensa por ter um filho compensa os riscos".

No dia 13 de fevereiro de 2020, Lucy deu à luz um menino, conhecido pelo público como LJ. Tommy conta que ela se adaptou à maternidade de forma muito natural, mas precisou trabalhar com uma equipe de cuidadores para tomar conta de LJ.

"Grande parte do meu trabalho com os cuidadores é explicar e descrever como eu quero que as coisas sejam feitas", explica Lucy. "É um relacionamento de cooperação mútua. Basicamente, eles são como meus braços."

Tommy explica: "ela tem outra pessoa para fazer as coisas, mas é ela quem dá as instruções. Muitas pessoas realmente a menosprezaram. Muitas pessoas disseram que ela não podia fazer aquilo. [Mas] Lucy está fazendo um trabalho fantástico. Ela faz um trabalho muito melhor do que eu."

A pandemia de covid-19 veio pouco depois que LJ nasceu. Lucy precisou se proteger e o casal teve que adiar o casamento. No pico da pandemia, ela precisou voltar para a casa dos pais, para proteger sua saúde e ainda receber os cuidados de que precisava.Mas, em maio de 2021, Lucy e Tommy anunciaram estarem esperando uma menina.A mãe de Lucy, Lydia, conta que sua filha sempre quis ter bebês e que o nascimento de LJ havia sido "simplesmente encantador". "Mas, quando eles anunciaram estarem esperando mais um, ficamos como que 'oh, meu Deus, o que vocês fizeram?", relembra Lydia.

Parto difícil

A filha do casal, que eles chamam de AR, nasceu pouco antes do Natal. "O parto realmente foi difícil e assustador, mas aqui estamos nós duas, saudáveis, e isso é o que importa", segundo Lucy. "Com certeza, ela será a última. Eu realmente não acho que meu corpo conseguiria lidar com isso de novo."

Lucy afirma que depende muito dos cuidadores para ajudar com as crianças, mas ela é quem está sempre presente na vida deles e eles sabem que Lucy é sua mãe.

"Tenho orgulho porque a maternidade veio muito facilmente para mim, mesmo com minha deficiência", afirma ela. "Se eu pudesse fazer tudo fisicamente, eu faria. Não gosto de assistir a outras pessoas com meus filhos."

Lucy pretende finalmente casar-se com Tommy em maio e quer passar o máximo de tempo possível com sua família depois disso. "Não sou materialista", ela conta. "Sou mais ligada à família e gosto de passar tempo com meus entes queridos porque não sei quanto tempo ainda me resta."

"Sou muito agradecida. Sei que muito poucas pessoas com DNM podem ter um filho, que dirá dois. Dou muito valor a isso", conclui Lucy.

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Cardápios Para Emagrecer: entenda como funciona o plano de perda de peso - VivaBem

Toda semana, cinco cardápios diferentes para quem quer perder peso e tornar a alimentação saudável um hábito. Essa é a proposta de Cardápios Para Emagrecer - VivaBem. A seguir, explicamos como seguir o plano.

A partir de 7 de maio, assinantes UOL receberão todos os sábados menus exclusivos e inéditos, para seguir de segunda à sexta, com sugestões de café da manhã, lanches, almoço e jantar. No final de semana, você repete as refeições que mais gostou —o café da manhã da quarta, o almoço da sexta, o jantar da segunda ou até uma refeição de cardápios de semanas passadas.

Como a ideia é perder peso de forma saudável, sem restrições, você tem direito a comer algo fora dos cardápios uma vez por semana —a sugestão é deixar essa escapada para sábado ou domingo, quando há mais eventos sociais e fica mais difícil manter a dieta. Só não exagere. Coma apenas um hambúrguer, por exemplo, e não o combo com refri e batata. Ou faça a refeição normal do nosso cardápio e depois consuma sua sobremesa favorita.

Os cardápios das primeiras 12 semanas foram elaborados por Victor Machado, nutricionista especializado em nutrição comportamental e colunista de VivaBem. O especialista defende uma "relação sincera com a comida", que permite emagrecer comendo de tudo (nos cardápios tem até açaí e chocolate!), sem precisar ficar contando calorias, limitando porções ou restringido grupos alimentares. Para isso, o segredo é priorizar o consumo de produtos naturais: carnes, ovos, castanhas, frutas, verduras e legumes, que são nutritivos e promovem saciedade.

Além dos menus semanais, os assinantes vão receber todos os sábados uma receita especial e a lista de compras com os ingredientes que vão utilizar na semana, para planejar as refeições e garantir que não falte nada para seguir a dieta. Cardápios Para Emagrecer ainda vai trazer dicas de alimentação saudável e perda de peso e responder por email e em matérias dúvidas dos leitores sobre a dieta.

Os menus inéditos e as dicas são enviadas por email (basta quem é assinante UOL se cadastra para receber a newsletter de VivaBem) e também podem ser acessadas aqui em VivaBem (onde você encontrará todos os cardápios, dicas e tira-dúvidas já publicados).

Leitores que não são assinantes UOL também podem receber gratuitamente dicas de alimentação e perda de peso diretamente no email, basta se cadastrar na newsletter de VivaBem (mas não terão acesso aos cardápios, tira-dúvidas e algumas dicas exclusivas para assinantes).

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DIÁRIA DE CARDÁPIOS PARA EMAGRECER

- Sábado (conteúdo exclusivo para assinantes UOL)
Newsletter e matéria com os cinco cardápios para seguir de segunda a sexta, lista de compras e receita

- Segunda-feira
Newsletter e matéria com dicas de alimentação saudável

- Terça-feira
Newsletter com dicas de alimentação saudável
Matéria tira-dúvidas

- Quarta-feira
Newsletter e matéria com dicas de alimentação saudável

- Quinta-feira
Newsletter com dicas de alimentação saudável
Matéria com dicas específicas sobre os cardápios

- Sexta-feira
Newsletter e matéria com dicas de alimentação saudável

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Mãe alerta para sinais de hepatite após filha saudável ser diagnosticada - Catraca Livre

À medida que o surto de hepatite pediátrica se espalha, mais relatos surgem. A norte-americana Stefanie Cunha contou que a filha de 3 anos precisou de um transplante de fígado de urgência após os exames apontarem para insuficiência hepática.

O caso, porém, não faz parte da atual onda, ocorreu em julho do ano passado, mas as causas seguem sendo um mistério até hoje. Na época, a menina testou negativo para covid-19 e outros vírus.

hepatite

Crédito: Reprodução/NBCNewsMãe conta que filha teve hepatite misteriosa no ano passado

Primeiros sinais

Ao jornal NBC News, a mãe da criança disse que a filha estava saudável até notar ela cansada e sem apetite. “Então notei que a parte branca dos olhos dela estava ficando amarela e pensei: algo está errado”, disse.

A mãe, então, correu para o pediatra, que fez um exame de sangue. O resultado apontou hepatite e o médico alertou que a função hepática da menina estava começando a falhar. Ela foi internada e precisou de um transplante semanas depois.

O médico que atendeu a filha de Stefanie, Dr. Sheetal Wadera, diretor médico de transplante de fígado da Phoenix Children’s, do Arizona, relatou à NBC News que começou a ver um ligeiro aumento nos casos inexplicáveis ​​a partir do início deste ano. Mas segundo ele, nenhum caso foi relatado oficialmente pelo Departamento de Serviços de Saúde do estado.

Esses casos agora está sendo analisados para procurar possíveis ligações com o atual surto.

“Na medicina, é muito útil quando descobrimos padrões e somos capazes de fazer diagnósticos unificadores”, disse o médico.

Possível causa

Embora a causa ainda seja desconhecida, um vírus tem sido apontado como um potencial culpado: o adenovírus tipo 41, que provoca uma série de condições, incluindo o resfriado comum, pneumonia , diarreia e conjuntivite.

adenovírus

Crédito: Wildpixel/istockAdenovírus do tipo 41 é investigado como a possível causa de hepatite pediátrica

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que esse adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos. Por isso, é pouco provável que seja apenas uma coincidência.

A hepatite aguda em crianças previamente saudáveis ​​é rara, embora todos os anos haja alguns casos que acabam sendo rotulados como hepatite de origem desconhecida.

Sintomas para se atentar

Embora esses casos de inflamação do fígado sejam raros em crianças, é importante estar ciente aos sinais.

Um sintoma clássico da hepatite é a icterícia, quando a pele ou do branco dos olhos ficam amarelados. Esse sinal foi observado em muitas das crianças afetadas, de acordo com a OMS.

Muitas também apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia e vômitos.

Médicos alertam que é importante procurar atendimento urgente sempre que a criança mostrar sinais de dor intensa quando o abdômen é tocado. Geralmente, a sensibilidade abdominal é sentida na parte superior direita, que é onde o fígado está localizado.

Outros sintomas da hepatite podem incluir fadiga, perda de apetite, urina escura, fezes de cor clara e dor nas articulações. Esses sintomas, no entanto, não estão sendo muito relatados.

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Wednesday, May 4, 2022

48% dos psicólogos têm algum transtorno mental diagnosticado, diz pesquisa - Revista Galileu

48% dos psicólogos têm algum transtorno mental diagnosticado, diz pesquisa (Foto: Alex Green/Pexels)

48% dos psicólogos têm algum transtorno mental diagnosticado, diz pesquisa (Foto: Alex Green/Pexels)

De celebridades de esportes e entretenimento como Simone Biles, Ariana Grande e Ryan Reynolds a usuários comuns de mídia social no Facebook, Twitter e TikTok, mais pessoas estão falando publicamente sobre saúde mental.

No entanto, estudantes e profissionais de todas as áreas têm sido aconselhados há muito tempo que falar abertamente sobre suas próprias experiências de saúde mental traz o risco de julgamentos negativos de colegas de trabalho e supervisores, o que pode prejudicar suas carreiras. Ironicamente, até mesmo profissionais da área de saúde mental são aconselhados a esconder suas próprias experiências com doenças mentais.

Essa cultura do silêncio é contrária ao que os psicólogos sabem ser verdade sobre o combate ao estigma: que falar abertamente sobre saúde mental pode ajudar a reduzir o estigma e incentivar outras pessoas a procurar ajuda.

Estigmatizar a franqueza sobre doenças mentais também pode resultar na discriminação sistêmica e na exclusão das profissões de saúde mental a pessoas que podem fazer contribuições valiosas para o campo – apesar ou por causa de suas experiências únicas de saúde mental.

Somos um candidato a doutorado e uma professora assistente de psicologia clínica que experimentaram doenças mentais. Em um estudo recente, exploramos como os problemas de saúde mental são comuns entre psicólogos clínicos e estagiários e se esses problemas os afetaram profissionalmente.

Em um comentário relacionado, nós e nossos colegas de psicologia escrevemos abertamente sobre nossas próprias experiências com doenças mentais para mostrar aos outros que o sucesso nas carreiras de saúde mental é possível para pessoas que atualmente vivem ou viveram com doenças mentais.

Psicólogos também são pessoas

Em um estudo a ser revisado por pares, quase 1,7 mil membros do corpo docente e estagiários de psicologia completaram uma pesquisa on-line que perguntou sobre suas experiências de saúde mental. Este é o maior estudo até hoje sobre as taxas de doença mental em programas de pós-graduação que treinam psicólogos clínicos, de aconselhamento e escolares.

Nossa pesquisa fez duas perguntas separadas aos participantes: se eles já experimentaram “dificuldades de saúde mental” e se já foram diagnosticados com uma doença mental por um profissional. Fazer as duas perguntas foi importante, porque algumas dificuldades de saúde mental não são rotuladas como condições específicas e nem todos os entrevistados podem ter acesso a um profissional de saúde mental que pudesse fazer um diagnóstico formal.

Mais de 80% de todos os entrevistados relataram ter dificuldades de saúde mental em algum momento e 48% relataram ter uma doença mental diagnosticada. Essas taxas são semelhantes às taxas de doença mental na população em geral.

Nossas descobertas mostram que, longe de serem imunes às condições que tratam nos outros, os psicólogos lidam com dificuldades ou doenças de saúde mental tanto quanto seus pacientes.

As doenças mentais são as principais causas de incapacidade em todo o mundo. Esse fato pode explicar em parte por que há um estigma entre os profissionais de psicologia sobre divulgá-los: alguns podem ver a doença mental como uma desvantagem intransponível para ser eficaz em pesquisar doenças mentais ou tratá-las em outros.

No entanto, em nossa pesquisa com professores e estagiários de psicologia, 95% dos entrevistados com dificuldades de saúde mental relataram ter “nenhum” ou “leve” problemas profissionais relacionados a essas experiências. Mais de 80% das pessoas com doença mental diagnosticada relataram o mesmo.

Essa descoberta destaca que vivenciar a doença mental não é de forma alguma uma barreira para ser um psicólogo capaz e eficaz.

O estigma como barreira à inclusão

Por meio de outro estudo futuro, identificamos algumas das barreiras estruturais dentro da psicologia clínica que podem desencorajar os psicólogos a falar sobre sua própria doença mental.

Uma barreira importante é que – novamente, ironicamente – o estigma em relação à doença mental existe dentro da profissão de saúde mental. Descobrimos que psicólogos e estagiários com doença mental podem ser vistos injustamente como danificados, incompetentes ou difíceis de trabalhar por seus colegas. Baseamos essa conclusão em nossas experiências pessoais na profissão, combinadas com o grande corpo de pesquisas sobre a dinâmica da revelação da doença mental.

Pesquisas anteriores descobriram que compartilhar as próprias dificuldades de saúde mental, deficiência ou doença em um ambiente de treinamento pode resultar na perda de oportunidades profissionais, como ser contratado ou promovido ou ganhar um prêmio.

No entanto, a pesquisa também mostra que compartilhar a própria doença mental pode abrir outras oportunidades para receber apoio e acomodações no trabalho, como ajuste de tarefas de trabalho, horários de trabalho e expectativas de tempo e desempenho.

A experiência vivida conta

Como terapeutas que trabalharam com centenas de clientes, descobrimos que nossas lutas com a saúde mental nos ajudam a entender e ter empatia com os desafios enfrentados por nossos pacientes.

Pesquisas sugerem que não estamos sozinhos. Estudos mostram que os terapeutas podem usar suas experiências para informar como eles trabalham com os clientes. De fato, algumas terapias amplamente utilizadas e cientificamente apoiadas foram desenvolvidas por psicólogos com experiência vivida em saúde mental – como a “terapia comportamental dialética”, que visa ajudar os clientes a viver o momento, lidar com o estresse e as emoções de maneira saudável e melhorar os relacionamentos.

Como cientistas pesquisadores, descobrimos que nossas experiências de saúde mental não apenas informam nossas ideias, mas também nos ajudam a lidar efetivamente com os inevitáveis contratempos que acompanham uma profissão definida por horas intermináveis de coleta de dados, redação de subsídios e uma cultura de publicar ou perecer.

Ter experiência pessoal com desafios de saúde mental nos lembra por que nosso trabalho tem significado e vale a pena: ajudar e melhorar a vida de pessoas reais que lidam com traumas reais e lutas emocionais reais.

Psicólogos “saem do armário” orgulhosos

Embora tenhamos escolhido tornar públicas nossas lutas, não estamos dizendo que outros como nós devam sentir que devem falar abertamente sobre isso – ou que todos os psicólogos devem ter experiências de saúde mental para tratar pacientes ou fazer pesquisas de forma eficaz.

Em vez disso, acreditamos que os psicólogos que optaram por falar sobre sua doença mental podem usar suas posições para desestigmatizar a abertura sobre esses problemas de saúde – para outros profissionais de saúde mental, bem como para os pacientes que atendem.

* Andrew Devendorf, pesquisador de psicologia clínica da Universidade do Sul da Flórida, e Sarah Victor, professsora de Psiciologia Clínica da Universidade de Tecnologia do Texas, ambas nos Estados Unidos. O texto foi publicado originalmente em inglês no The Conversation.

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48% dos psicólogos têm algum transtorno mental diagnosticado, diz pesquisa - Revista Galileu
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Governo do DF autoriza concursos com até 2,2 mil vagas para técnico em enfermagem e agente de saúde - Globo.com

Atendimento na unidade de queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde do DF

Atendimento na unidade de queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no DF — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde do DF

A Secretaria de Economia do Distrito Federal autorizou, nesta quarta-feira (4), a realização de concursos com até 2,2 mil vagas para os cargos de técnico em enfermagem e agente de saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF). As portarias foram publicadas no Diário Oficial do DF.

LEIA TAMBÉM:

As vagas estão divididas da seguinte forma:

  • Técnico em enfermagem: 200 vagas para provimento imediato e 1 mil para cadastro reserva
  • Agente de vigilância ambiental em saúde: 17 vagas para provimento imediato e 400 para cadastro reserva
  • Agente comunitário de saúde: 102 vagas para provimento imediato e 500 para cadastro reserva

Para o cargo de técnico em enfermagem, o salário inicial é de R$ 1,7 mil para carga horária de 20 horas, e de R$ 2,8 mil, para 40 horas. Já para gente de vigilância ambiental em saúde, a remuneração mensal é de R$ 2 mil, e para agente comunitário de saúde, R$ 1,7 mil.

Segundo a Secretaria de Saúde, "as próximas etapas para a realização do concurso são: constituição do grupo de trabalho; elaboração do projeto básico pelo grupo de trabalho; submissão do projeto básico à validação das áreas; escolha e contratação da instituição; e, por fim, a publicação do edital do certame".

"A SES irá participar do grupo de trabalho e a previsão para a realização de todas as etapas é de 30 a 40 dias."

Segundo as portarias publicadas no DODF, "o provimento de cargos do cadastro reserva fica condicionado à manutenção do interesse público e à disponibilidade orçamentária e financeira".

Mais vagas

Desde o início do ano, o GDF tem autorizado uma série de concursos para diversas áreas. Na terça-feira (3), foi liberada a realização de certame com 219 vagas para o Instituto Brasília Ambiental (Ibram-DF)

A Polícia Militar recebeu autorização para contratar 2,1 mil soldados. A expectativa da PM é que os aprovados ingressem na corporação em 2023. O salário inicial de um soldado de segunda classe na corporação é de R$ 4,4 mil, mais auxílios

Há ainda autorização do concurso para preenchimento de 1,4 mil vagas para a nova Universidade do DF. São 250 vagas para professor e 100 para tutor, com provimento imediato. Outras 1.050 vagas são destinadas à formação de cadastro reserva.

Leia mais notícias da região em g1 DF.

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Câmara aprova novo piso dos enfermeiros; veja valores - JC Online

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto que estabelece o piso nacional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras (PL 2564/20). Conforme a proposta, o valor mínimo inicial para os enfermeiros será de R$ 4.750, a ser pago pelos serviços de saúde públicos e privados.

Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.

Apesar da aprovação do Piso salarial de R$ 4.750, para os enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375,00 para auxiliares de enfermagem e parteiras, a medida ainda esbarra em um problema que é a falta de recursos, ou aquilo que técnicos chamam de "dotação orçamentária". Ao criarem uma despesa, os congressistas precisam dizer de onde o dinheiro vai ser tirado.

O colunista deste JC, Romoaldo de Souza, alertou que ao longo dos últimos meses, se formou uma sólida aliança contra o projeto, integrada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e as redes hospitalares privadas, que apontam inviabilidade da proposta.

Outra incerteza é quanto ao tamanho da despesa. O Ministério da Saúde informou que o impacto no orçamento pode chegar a R$ 23 bilhões este ano, e a R$ 25 bilhões a partir de 2023. Os cálculos da Câmara dos Deputados são mais modestos. Acredita-se no Parlamento que serão necessários em torno de R$ 16 bilhões por ano.

Os prefeitos alegam que o Congresso cria despesas para as prefeituras arcarem com a fatura, sem apontar alternativas dizendo de onde será tirado o dinheiro. Os hospitais privados afirmam que a pandemia reduziu a lucratividade do setor. Ou seja, pouca ou quase nenhuma boa vontade para aprovar a medida criando o piso salarial de enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiras.

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Essa é a dieta que você deve seguir para emagrecer em 2023, segundo a ciência - Minha Vida

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