A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai recolher dois medicamentos usados para tratamento de infecções no ouvido e na garganta. Os lotes do Zinnat e do Cefagel já começaram a ser recolhidos voluntariamente pelas fabricantes, que estão proibidas de distribuir e comercializar os produtos.
No caso do Zinnat 250mg sachê, fabricado pela GSK Brasil, a decisão é motivada após resultados insatisfatórios em estudos de estabilidade. Segundo a farmacêutica, a versão do remédio recolhido tem baixa demanda no Brasil e não oferece risco ao paciente.
"Até que a causa seja identificada, o processo de fabricação relacionado a esta linha de produção permanecerá interrompido. No momento não possuímos uma previsão de retorno à comercialização. Importante ressaltar que não há nenhum impacto na saúde e segurança do paciente e o recolhimento é voluntário, não mandatório", informou o laboratório.
Já o Cefagel, produzido pela Multilab, apresentou erros no processo de embalagem primária do medicamento. O R7 também entrou em contato com o laboratório e aguarda retorno.
Os remédios são indicados para o tratamento de amigdalites, faringites, infecções no ouvido, pneumonia, bronquite, infecção urinária, sinusites, infecções na pele e tecidos moles. Por serem antibióticos, eles só podem ser vendidos presencialmente em farmácias com apresentação da receita.
Pode não parecer higiênico e não é – pelo menos – saudável fazer xixi no chuveiro. É o que defende uma fisioterapeuta em seu perfil no TikTok.
Alicia Jeffrey-Thomas, que tem doutorado em fisioterapia e é especialista em assoalho pélvico, disse a seus 400.000 seguidores que há duas razões principais que explicam por que urinar no chuveiro não é uma boa ideia.
Crédito: NDStock/istockFisioterapeuta não recomenda fazer xixi no chuveiro
Segundo ela, os humanos estão essencialmente condicionados a associarem o som da água corrente com a necessidade de urinar e, se a pessoa sofre de disfunção do assoalho pélvico, condição em que o controle da bexiga é um problema, esse hábito pode levar a escapes de urina desencadeados pelo som da água corrente.
Isso significa que a pessoa pode sentir vontade de fazer xixi enquanto simplesmente abre a torneira.
“Para alguns, isso pode ser apenas um incômodo, mas para pessoas com qualquer tipo de disfunção do assoalho pélvico, isso pode contribuir para a incontinência de urgência”, explicou.
A segunda razão, de acordo com a especialista, vale para pessoas com vagina, cuja a anatomia não é adequada para o xixi em pé. Isso porque elas não conseguem relaxar completamente os músculos pélvicos nessa posição, não tendo o mesmo nível de suporte para a bexiga, o que pode causar problemas a longo prazo.
“Para manter a continência (ou seja, não fazer xixi nas calças em momentos inadequados), o assoalho pélvico geralmente quer permanecer contraído em pé, então para urinar nessas posições, é preciso contornar esses mecanismos normais de continência”, explicou ela ao Buzzfeed.
É muito comum ver pessoas coçando o nariz, com coriza e se queixando da dificuldade em respirar nesta época do ano.
No outono, devido ao tempo seco, aumento de fuligem no ar, quedas bruscas de temperatura e mais poluentes, as alergias tendem a se manifestar de forma frequente e desencadear problemas como rinite, sinusite, bronquite e outras infecções das vias aéreas.
No inverno, o surgimento dessas condições também são comuns, mas são provocadas por quadros virais, que aumentam consideravelmente com o frio. "Uma onda de frio, onde as pessoas já estão previamente sensibilizadas, fecham as janelas e ficam mais confinadas, (isso) aumenta as crises virais e a sintomatologia do paciente acaba sendo maior", destaca Marco Cesar, otorrinolaringologista do Hospital Universitário Cajuru (PR).
Mas como saber a diferença entre todas essas doenças e procurar tratamento adequado? Normalmente, os sintomas são bem distintos e existem sinais que podem ser percebidos logo nos primeiros dias de incômodo.
Abaixo, listamos quais são as principais inflamações e como reconhecer cada uma delas:
Rinite
Considerada uma doença inflamatória no nariz, que leva a sintomas como obstrução nasal, coriza e coceira interna, ela pode ser provocada por diversos fatores. Quando ocorre na forma alérgica, o contato com poeira, pelos de animais e ácaros aumentam o risco da enfermidade.
Em quadros não alérgicos, pode ocorrer a rinite senil ou vasomotora, que se manifesta devido a uma alteração da saliva. Esta é mais comum em idosos e pode fazer com que as narinas escorram de forma frequente.
Também existem as rinites medicamentosas, que são ocasionadas pelo uso frequente de remédios no nariz. "É uma dependência química e psíquica e a pessoa fica pingando aquilo o tempo todo", diz Cesar, que também é cirurgião do nariz e seios da face e membro Internacional da American Rhinologic Society.
Existe ainda uma rinite química, com a presença de bastante secreção. Geralmente, ela vem de um caso gripal e também por variações de temperatura.
Para tratar a inflamação, a melhor maneira é prevenir as causas da doença. No caso das rinites alérgicas, o ideal é o controle e limpeza do ambiente, além de usar antialérgicos e spray nasal com medicamentos, se orientado pelo médico. Quando a doença é provocada por bactérias, é recomendado o uso de antibióticos, sob orientação do profissional de saúde.
Crédito,Getty Images
Sinusite
É uma inflamação dos seios da face que costuma afetar muito a qualidade de vida da pessoa. Ela pode ser gerada por bactérias, vírus e também por quadros de rinite. "A inflamação da mucosa nasossinusal inibe o movimento de suas células especializadas e responsáveis por empurrar o muco em direção à garganta", destaca Raul Zanini, otorrinolaringologista do Hospital Albert Einstein.
Por causa disso, a sinusite provoca obstrução do nariz, secreção espessa, gotejamento, dor em pressão (que pode irradiar para os dentes), diminuição do paladar e olfato. Nos bebês, desencadeia dificuldades para mamar e má alimentação.
O quadro pode aparecer em qualquer momento da vida, porém, é mais frequente quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura e tempo com baixa umidade relativa do ar. O tabagismo ativo e passivo, assim como as partículas no ar devido à poluição, também favorecem a inflamação.
Há, ainda, alterações de anatomia do interior do nariz como desvio do septo nasal, pólipos e o aumento das conchas nasais (que são conhecidas como carnes esponjosas) que aumentam a predisposição da sinusite.
O tratamento recomendado por médicos pode ser com o uso de antibióticos, mas também pode ser feito com soro fisiológico. Este último alivia os sintomas e acelera a recuperação do mucociliar, que age no mecanismo de defesa das vias aéreas. As inalações, também com soro, podem facilitar a saída da secreção dos seios da face.
Em casos mais graves e recorrentes, é necessário procedimento cirúrgico com um profissional especializado.
É uma doença inflamatória dos brônquios do pulmão de caráter viral ou bacteriano. É importante não confundir com a asma, que também é uma condição respiratória, mas que provoca sintomas diferentes e é desencadeada por um processo alérgico.
Na bronquite aguda, o paciente apresenta muito catarro, tosse, peito cheio e são as crianças as mais afetadas. Ela também é mais comum quando ocorrem quedas severas de temperaturas.
Quando o quadro é viral, o recomendado são remédios para febre, nebulizações, fisioterapia respiratória e muita ingestão de líquido. "Quando o quadro é bacteriano, o recomendado é antibiótico", afirma Débora Carla Chong, pneumologista pediátrica e professora da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Faringite
Crédito,Getty Images
Ela é a famosa dor de garganta e é muito comum em pacientes que têm obstrução nasal ou que dormem de boca aberta. Geralmente, quando acordam pela manhã, sentem muito incômodo. Além deste sintoma, a pessoa pode ter uma dor de cabeça ao acordar. O problema ocorre ainda mais no outono e inverno.
As faringites podem ainda ser de caráter viral, que são frequentes quando dormimos de cabelo molhado, pegamos sereno ou andamos com os pés descalços.
Também podem ser bacterianas, provocadas pela espécie streptococcus pyogenes. Neste caso, é um quadro súbito, comum em crianças mais velhas, que têm dois anos de idade. "Se não tratada, a inflamação pode evoluir para uma febre reumática, uma reação autoimune, que atinge as articulações, podendo acometer o coração e, em casos graves, o cérebro", reforça o pneumologista. O tratamento deve ser feito com antibióticos, sob orientação médica.
Otites
Esse tipo é caracterizado pela dor de ouvido e muito incômodo na região. A infecção pode ser provocada por vírus, após resfriados.
A otite também é recorrente em crianças e pode ser desencadeada na amamentação. Quando o leite regurgita, vai para dentro do ouvido médio e pode provocar inflamação. "É a primeira infecção da criança e ocorre na faixa etária dos seis aos três anos de idade", explica Chong.
Os sintomas mais comuns são muita dor de ouvido, febre, perda de apetite e secreção local. O tratamento mais adequado é com uso de antibióticos e analgésicos, com sob orientação médica.
Por último, ainda há a inflamação provocada pelo aumento da adenoide, órgão linfático que se localiza atrás das cavidades nasais e acima do céu da boca. Ela prejudica a "comunicação" com o ouvido e nariz e faz com que haja muito catarro na região. O tratamento pode ser feito com remédios e, em casos mais graves, com cirurgia para retirada da secreção, conforme orientação do profissional de saúde.
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Lois Walker ouviu que tinha hipocondria quando sofreu fortes dores de estômago
Num momento que costuma ser de felicidade, a britânica Lois Walker, de 37 anos, recebeu uma notícia devastadora. Ela foi diagnosticada com uma doença terminal durante o parto cesárea do filho, em 2021.
Walker contou à BBC News que teve dores de estômago por 12 meses, mas os médicos disseram que eram causadas por ansiedade. Somente quando seu filho Ray nasceu de cesariana, ela foi diagnosticada com câncer em estágio 4, o mais grave da doença.
Walker, que vive na cidade de Barnsley, na Inglaterra, enviou uma reclamação por escrito para o seu posto de saúde local, que se recusou a comentar alegando confidencialidade médica. E o hospital de Barnsley também afirmou que não poderia comentar enquanto não fosse apresentada uma queixa formal.
Walker relatou à BBC que teve diversas consultas médicas no posto de saúde Dove Valley, em Worsbrough (região metropolitana de Barnsley), e no hospital de Barnsley, mas afirma que a resposta foi a de que ela poderia ter síndrome do intestino irritável ou hipocondria.
"Não sei o que mais eu poderia ter feito. Era como se ninguém quisesse me ouvir", ela conta. "Eu disse para eles 'eu me sinto como se fosse morrer'. Eu queria ser levada a sério. Eu sentia que algo estava muito errado."
A chocante descoberta
Quando Lois Walker foi ao hospital para ter seu filho por meio de uma cesariana, em 2021, os cirurgiões encontraram câncer nos ovários, no peritônio e nos nódulos linfáticos.
"Meu abdômen estava com tumores em toda parte. Eles disseram que era como um saco de areia que havia sido aberto e espalhado por todos os lados", segundo ela.
Walker tem três filhos e afirma que o diagnóstico trouxe preocupações sobre os laços com seu filho recém-nascido.
"Tem sido muito, muito difícil", ela conta. "Eu não queria me apegar a ele, mas ele é o meu raio de luz. Meus filhos são meu propósito [de vida]. Quero concentrar-me em deixar memórias. Se o amor pudesse me salvar, eu não morreria nunca."
'Ouça o seu corpo'
O companheiro de Walker, Dale Wistow, afirma que o câncer "poderia ter sido detectado antes". "É revoltante, especialmente por causa das crianças. Nós não sabemos o que o futuro vai nos trazer agora."
Walker alerta as pessoas a ouvirem seu corpo e pedir ajuda quando não se sentirem bem.
"Se um único médico ler sobre meu caso e concluir 'precisamos fazer melhor', isso é tudo que eu quero", afirma ela. "Não quero que ninguém passe pelo que estou passando."
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1 de 2 Jovem de máscara em frente à placa de entrada no campus da USP na Zona Oeste de SP — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Jovem de máscara em frente à placa de entrada no campus da USP na Zona Oeste de SP — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Coordenador do Comitê de Saúde do estado de São Paulo, o médico João Gabbardo, disse nesta quarta-feira (1°) que o número de casos de Covid no estado é muito maior do que os índices apontam, uma vez que os dados não incluem os testes feitos em casa.
Por conta disso, o grupo recomendou que as pessoas voltem a usar máscaras em ambientes fechados como salas de aula, escritórios e cinemas.
"Nessa última semana, o aumento foi bastante significativo, nós tivemos 41% de aumento nas internações e tivemos mais de 80%, 84% no número de casos, e a gente sabe que o número de casos é muito maior do que isso porque muitas pessoas estão fazendo autoteste, comprando na farmácia e estes testes não entram nas estatísticas de novos casos, então certamente o número de casos é maior do que esse que aparece nas estatísticas", disse Gabbardo em entrevista à GloboNews.
A mudança na orientação ocorre em meio a uma alta de 120% de internações por Covid-19 em maio. Apesar do crescimento, 10 milhões de pessoas ainda estão com dose de reforço da vacina atrasada em SP.
Gabbardo ainda afirma que a medida foi colocada como uma recomendação em função das dificuldades de se criar fiscalizações e penalidades.
"Se nós quisermos tornar isso obrigatório, nós vamos ter fiscalização, deve haver penalidades, multas e nesse momento a gente sabe que é muito difícil que as secretarias municipais de saúde, as vigilâncias sanitárias dos municípios tenham condições de fazer, de ter essa função de fiscalização", afirmou.
Números de casos de Covid ainda são baixos para tornar obrigatório o uso de máscara, diz especialista
Em entrevista à CBN, secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que gestão estadual não vai decretar a volta do uso obrigatório de máscaras.
Caberá às prefeituras transformar esse recomendação em uma determinação por meio de um decreto, por exemplo.
"A medida não será retomada frente aos índices que, a despeito de terem elevado, ainda estão muito distantes daquilo que nós tivemos no pico causado pela variante Ômicron do coronavírus, no início de 2022. Na ocasião, nós tínhamos quase 11,3 mil pessoas internadas, sendo 4,1 mil em UTIs", disse ele em entrevista à rádio.
A prefeitura da capital, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou que deve realizar uma reunião extraordinária nesta quarta (1°) para avaliar os índices da última semana e decidir se vai tornar a medida obrigatória.
2 de 2 Fim do uso obrigatório de máscaras para proteção contra o coronavírus em locais abertos: na foto, uma pessoa segura uma máscara em São Paulo nesta quarta-feira (9). — Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Fim do uso obrigatório de máscaras para proteção contra o coronavírus em locais abertos: na foto, uma pessoa segura uma máscara em São Paulo nesta quarta-feira (9). — Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O grupo de especialistas do governo de São Paulo também recomendou que pessoas de grupos de risco para o coronavírus utilizem a proteção mesmo em ambientes abertos, e que a população complete o esquema vacinal, com a dose de reforço para adultos e adolescentes, e a quarta dose para idosos e pessoas com comorbidades.
Quem deve continuar usando máscara contra a Covid-19 mesmo com o fim da obrigatoriedade?
Na terça, por meio de nota, o governo de São Paulo destacou que a sugestão não altera a legislação vigente.
"O Comitê recomendou o retorno do uso de máscaras em estabelecimentos fechados sem caráter obrigatório, não modificando a legislação vigente em São Paulo da utilização apenas em ambientes hospitalares e no transporte coletivo", declarou, em nota.
"O grupo também orientou que os municípios intensifiquem a busca ativa dos faltosos das 2ª e 3ª dose para os adultos e da 4ª dose para os idosos acima dos 60 anos. Entre as recomendações também está a importância da vacinação entre os adolescentes para a terceira dose, que começou a ser aplicada no Estado ontem (30)".
O uso em ambientes como escolas, escritórios, academias, shoppings e lojas, atualmente, é opcional.
O uso obrigatório de máscara de proteção contra o coronavírus começou no transporte público na Grande São Paulo, em 4 de maio de 2020.
Três dias depois, em 7 de maio, passou a ser obrigatório em todo o estado nas ruas, locais públicos, estabelecimentos, repartições públicas estaduais e no transporte por aplicativo.
Comitê de Saúde de SP aponta subnotificação de casos de Covid e máscara volta a ser recomendada em salas de aula, escritórios e cinemas - Globo.com Read More
1 de 1 Imagem de microscópio mostra vírus causador da varíola do macaco — Foto: Cynthia S. Goldsmith, Russell Regner/CDC via AP
Imagem de microscópio mostra vírus causador da varíola do macaco — Foto: Cynthia S. Goldsmith, Russell Regner/CDC via AP
A varíola dos macacos parece estar se espalhando de pessoa para pessoa na Inglaterra, afirmou a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (1).
Especialistas acreditam que a doença viral, normalmente leve e endêmica nas regiões ocidental e central da África, se propaga pelo contato próximo. Até o início de maio, eram raros os casos que se estendiam para fora do continente africano ou que não tinham ligação direta com viagens até lá.
"O atual surto é a primeira vez que o vírus se propaga de uma pessoa para outra na Inglaterra e onde ligações de viagem com um país endêmico não foram identificadas", anunciou a agência.
De acordo com a UKHSA, a maioria dos casos no Reino Unido --132-- estão em Londres, enquanto 111 casos foram identificados em homens gays, bissexuais ou que tenham relações sexuais com outros homens. Apenas dois casos são em mulheres.
Viagens recentes a outros países na Europa dentro de 21 dias a partir do início dos sintomas foram relatadas em 34 dos casos confirmados, ou cerca de 18% dos 190 casos da doença que foram confirmados no Reino Unido até o dia 31 de maio.
Até agora, a UKHSA identificou ligações a bares gays, saunas e ao uso de aplicativos de encontros no Reino Unido e no exterior.
"As investigações continuam, mas até agora nenhum fator único ou exposição que ligue os casos foi identificado", alertou a agência.
Diante do crescimento exponencial dos casos de varíola dos macacos, a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) vem buscando medidas para conter o avanço da doença. Na mais recente delas, as autoridades britânicas pediram para que qualquer pessoa que apresente manchas novas ou erupções na pele faça abstinência sexual, ao menos enquanto durar os sintomas.
A recomendação é também para que caso a infecção pelo vírus seja confirmada, o paciente se isole por 21 dias. Além disso, a pessoa somente deverá ter relações sexuais com o uso de preservativos por até dois meses.
Ainda mesmo não existem evidências científicas de que a enfermidade seja transmitida sexualmente, ou seja, pelo sêmen.
Segundo a agência de saúde, em comum, os pacientes são homens que se declaram homossexuais, bissexuais ou que fazem sexo com outros homens. A abstinência é sugerida para todas as pessoas, independentemente de orientação sexual ou gênero.
"Estamos lembrando às pessoas que procurem novas manchas, úlceras ou bolhas em qualquer parte do corpo. Se alguém suspeitar que pode tê-los, principalmente se tiver tido recentemente um novo parceiro sexual, deve limitar seu contato com outras pessoas e entrar em contato com o NHS 111 ou o serviço de saúde sexual local o mais rápido possível, mas telefone antes de comparecer pessoalmente. Isso nos ajudará a limitar a transmissão do vírus", afirmou Ruth Milton, consultora médica da UKHSA.
De acordo com informações do portal de notícias R7, só na última segunda-feira (30) foram registrados 71 novos doentes, elevando para 179 o número de infectados. Destes, 172 estão na Inglaterra; quatro, na Escócia; dois, na Irlanda do Norte e um, no País de Gales.
A varíola do macaco era considerada uma doença com transmissão rara que ocorria por contato próximo entre as pessoas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca a importância de controlar o surto o quanto antes para que seja evitada a infecção de crianças e pessoas com problemas no sistema imune, uma vez que apresentam maior risco de morte.