Não! Eu não gostaria de ter diabetes. Aliás, ninguém gostaria de conviver com uma doença crônica que exige cuidado e disciplina todo dia. Por mais que lide bem com tudo isso, tem momento que você se sente cansado ou exausto de tudo isso. Pode não parecer, mas em alguns casos o diabetes chega a ocupar cinco horas do dia de uma pessoa. Isso significa mais de um terço do dia pensando e tomando decisões em relação ao diabetes. Ficar reclamando também não vai ajudar, é preciso fazer algo para tornar essa demanda mais leve e aproveitar a vida da melhor forma.
Qualquer pessoa está sujeita a ter diabetes ou outras doenças. Isso faz parte da nossa existência. Mas o que fazer para deixar a vida mais leve e menos cansativa quanto se tem diabetes? Separei cinco coisas fundamentais que me ajudam a melhorar o controle do diabetes e consequentemente deixa minha vida mais leve.
Arquivo pessoal
Com disciplina e dedicação, os momentos bons chegam
Informação
Conhecimento é a base para se ter um bom tratamento de diabetes. Estudar e se informar sobre diabetes vai te ajudar a tomar melhores decisões. O médico não está o tempo todo do seu lado para te auxiliar e quando temos informação ficamos mais seguros para saber o que fazer quando algo acontecer. Nosso corpo é único e pode reagir de forma diferente.
Alimentação
Ter uma alimentação balanceada, com melhores escolhas, é importante para manter o controle da glicose. Muitas pessoas acreditam que a alimentação do diabético é diferente de quem não convive com o diabetes, mas isso não é verdade. Refeições equilibradas, com boas combinações são recomendadas para todas as pessoas e não só para diabéticos. Os grandes vilões são o exagero e o não saber tomar uma decisão correta quando comer algo que pode elevar a glicose.
Atividade Física
O exercício físico deve ser parte do tratamento de quem convive com diabetes. O ato de movimentar o corpo ajuda a manter o diabetes controlado. Além de melhorar a ação da insulina, traz vários benefícios para saúde que vão além do diabetes. Quando estamos nos exercitando o nosso corpo precisa de energia e a glicose é a principal fonte de energia.
Controle Metabólico
Fazer acompanhamento médico é fundamental para manter o tratamento do diabetes em dia. A medicação precisa ser eficiente e, quando isso não acontece ou não está mais funcionando, ajustes precisam ser feitos pelo seu médico. Às vezes, você está há muito tempo mantendo um tratamento que não funciona mais e isso deve ser reavaliado pelo seu médico. Sim, pode acontecer de precisar tomar de medicamento ou de insulina porque o que você está usando já não age mais ou não funciona no seu caso.
Saúde emocional
Cuidar da saúde mental também é muito importante e desafiador. Isso não é apenas para quem tem diabetes, mas para quem precisa tomar decisões importantes toda hora é de fundamental para se ter qualidade de vida. Além de refletir diretamente no diabetes como aumentar a glicose no caso de estresse, tristeza, alegria etc. Outras questões emocionais influenciam no autocuidado, necessário para quem convive com diabetes. Quando a pessoa não está bem emocionalmente, o autocuidado não existe, ou seja, a pessoa deixa de fazer coisas básicas no tratamento porque o diabetes passa a ser algo secundário o que significa um risco maior de complicações.
Bom, esses são os cinco pilares que fazem parte da minha vida e me ajudam a controlar o diabetes e a viver com mais tranquilidade.
Poucos meses após dar à luz, a administradora de empresas Juliana Gomes, então com 31 anos, pensou que o tremor na mão esquerda era do esforço em segurar a bebê. Já o executivo Guto Pedreira, na época com 46, reparou na rigidez da mão direita ao ter dificuldade para assinar cheques no trabalho, mas só pensou que algo estava errado meses depois, quando fazia um curso de culinária e não conseguiu bater clara em neve.
Guto, hoje com 54 anos, e Juliana, que tem 37, foram diagnosticados com Parkinson precoce, quando a doença neurodegenerativa e sem cura afeta pessoas abaixo dos 60 anos. Ao VivaBem, eles contaram os sentimentos ao receberem o diagnóstico e como convivem com a condição:
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'Se eu ficar chateada todos os dias, o que vai ser da minha vida?'
"Eu notei um tremor na mão esquerda e, como tinha recém ganhado bebê, supus ser por ficar com ela no colo. Por isso demorei para ir ao médico.
Quando fui, o primeiro neurologista me receitou um remédio para Parkinson, mas não falou explicitamente que eu tinha a doença. Só que eu já imaginei, então comecei a buscar mais especialistas.
Eu não tive o baque forte, estava meio anestesiada, não tive desespero. Até porque fui descobrindo aos poucos. Depois de consultar alguns neurologistas, quis ir em um mais conceituado, para ter mais certeza, e esse me confirmou com todas as palavras.
Convivo há seis anos com a doença e eu procuro não pensar no futuro, porque isso me deixa chateada, por ser uma condição progressiva. Tento levar o mais tranquilo possível, porque quanto mais nervosa estou, parece que a doença piora.
Tento me acalmar para ter uma qualidade de vida melhor. Mas claro que existem dias ruins, em que choro muito de revolta e penso por que comigo, por que tive uma doença dessas com 31 anos?
Juliana criou o perfil 'Diário de uma Parkinsoniana', onde compartilha o dia a dia com a condição
Imagem: Arquivo pessoal
Já passei o dia todo na cama, teorizando o que pode acontecer mais para frente. Mas, na maioria das vezes, não penso na piora.
No ano passado, criei um perfil em que mostro os meus perrengues de forma engraçada, para levar na esportiva e ficar mais leve, porque é uma doença muito difícil. Se eu ficar chateada todos os dias, o que vai ser da minha vida?
Lá, compartilho minhas histórias e as pessoas contam não só as dores, mas as alegrias, e vamos conversando sobre o Parkinson, as dificuldades, informações. Isso é ter alguém que te entende. As pessoas de fora podem até ter empatia, dar atenção, mas quem tem o Parkinson entende melhor.
Muita gente tem vergonha, eu não. Não deixei de sair. Tenho dificuldades no dia a dia, mas não deixo de fazer nada. Se as pessoas me olham, digo que tenho Parkinson.
Às vezes me perguntam se eu estou bem e respondo que sou assim, explico o que é, porque isso é informação."
'Ia deixar a doença me consumir ou virava o jogo'
Guto Pedreira, 54, idealizou um documentário sobre a doença
Imagem: Arquivo pessoal
"Eu amo cozinhar e estava em Paris fazendo um curso quando não consegui bater claras em neve. Na mão esquerda dava, mas na direita, não. Eu achei estranho, porque também não conseguia assinar cheques no trabalho, mas não tinha tremor.
Quando eu voltei ao Brasil, fui ao neurologista pensando que ia ouvir ter problema de estresse. Ele fez um exame clínico e em 20 minutos falou que eu tinha Parkinson. Pensei que o médico estava louco, eu não era idoso e não tremia, o que eu achava ser o básico da doença.
Meu mundo acabou, eu saí do consultório e pensei: 'Vou fazer o meu testamento'.
Normalmente, a vergonha é a primeira a aparecer, porque a doença expõe questões físicas. Demorei cinco anos para contar, só a minha ex-esposa sabia. Mas as pessoas começam a reparar e eu tinha desculpa para tudo: se eu mancava, era problema na coluna; se não conseguia assinar algo, era problema no pulso.
Você vai construindo um personagem para se defender. Teve uma hora que eu falei que não tinha jeito, porque costumo dizer que as pessoas têm três escolhas: a primeira é desistir; depois, querer viver, porque a vida vale a pena; e a terceira, não só querer viver, mas transformar o legado em algo para mudar a vida das pessoas.
Era muito sufocante, ia deixar a doença me consumir ou virava o jogo. E percebi que meu propósito podia ser a minha doença. Eu comecei a me divulgar, mas como forma de expor uma condição que é muito pouco conhecida e tem muito preconceito.
Tem momentos mais difíceis? Sim. Eu tive fases de fundo de poço, comecei a beber, torcendo para a minha vida acabar logo. Não ia me matar, mas pensava que no futuro não queria conviver com o que teria. Mas quando você aceita, se abre para o mundo.
Só que para muita gente você vira um produto de qualidade vencida. Antes de revelar o Parkinson, eu era um executivo, mas, no dia seguinte, não era ninguém. Eu passava em processo de trabalho e quando falava da doença, a pessoa vinha com alguma desculpa e não contratava. Diziam que o futuro era incerto, mas o de todo mundo é. Você não vai morrer de Parkinson, você vai morrer com Parkinson.
Guto começou a pintar
Imagem: Arquivo pessoal
Decidi que precisava estimular meu cérebro, faço coisas que nunca fiz. Escrevi livro, comecei a pintar. Um dia acordei e disse que queria fazer um documentário só com pessoas com Parkinson precoce. Lançamos o 'Hoje Não, a Vida Tem que Seguir' há dois meses.
Tenho os meus momentos ruins, minha namorada fala que tem dias que estou insuportável, mas quem não está? Todo mundo tem dias ruins, não é só por causa do Parkinson, no meu caso.
Vivo uma vida normalíssima, não tem nada que me impeça do ponto de vista social, de relacionamento. Fico sozinho com as minhas filhas, cozinho pratos que elas adoram.
Eu não estou aqui falando 'que bacana ter Parkinson', daria tudo para não ter, minha vida é difícil, é mais complicada, dolorida, tem dias que não consigo fazer o que quero, mas vou tentando achar formas não de viver, mas de conviver com ela. E eu tenho conseguido."
Aceitação costuma ser o primeiro passo
A doença de Parkinson é mais comum a partir dos 60 anos, porém 10% dos diagnósticos podem ser da forma precoce (também chamada de juvenil), diz a neuropsicóloga Emmanuelle Sobreira, pesquisadora do HUWC (Hospital Universitário Walter Cantídio), vinculado à UFC (Universidade Federal do Ceará).
Em primeiro lugar, a negação acontece com frequência. Depois, há um caminho semelhante ao das fases de um luto, porque descobrir a condição significa se defrontar com uma nova realidade e se adaptar a ela. "A pessoa tem reorganização de vida, das atividades. E algumas têm vergonha, dependendo dos sintomas, então podem passar a não sair, se isolar e ocultar o diagnóstico", diz Sobreira.
Progressão do Parkinson precoce tende a ser menos intensa, diz neuropsicóloga
Imagem: iStock
Conviver com a incerteza sobre a progressão da doença e os avanços dos sintomas também prejudica a saúde mental. Por isso, é natural que profissionais de saúde lembrem a necessidade de viver o hoje e seguir o tratamento à risca. Segundo a neuropsicóloga, o curso do Parkinson juvenil tende a ser mais lento, preservando melhor a cognição e tendo maior expectativa de vida em comparação a quem recebeu o diagnóstico após os 60 anos.
"Trabalhamos a aceitação e o que é possível reajustar para a condição interferir o mínimo possível na qualidade de vida. A pessoa tem que se apropriar da situação e lidar de forma saudável, viver bem, apesar do Parkinson. Tudo para o paciente não deixar a doença tomar conta dele, apesar de ser uma condição neurodegenerativa", diz Sobreira.
Entender sobre a doença ajuda
Quadros emocionais mais sensíveis, sobretudo depressivos, podem precisar de tratamento com remédios. No entanto, a psicoeducação (explicação dos profissionais de saúde sobre a doença) e terapia apresentam influência positiva para modular as emoções em casos leves a moderados. Em outras palavras, o conhecimento sobre si e a doença fortalecem a convivência com ela.
Conversar com pessoas que tenham a condição ajuda
Imagem: iStock
"Não adianta só o médico dar remédio, você tem que dar apoio ao paciente e tratar a família com orientação sobre a doença", diz Wanderley Cerqueira de Lima, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e diretor do WCL Neurocirurgia. "Há o impacto psicológico e surgem dilemas: será que vou perder emprego? Ficarei dependente? Morrerei cedo? Isso gera componentes de depressão e ansiedade, algo de foro intimo."
Nesse sentido, os grupos de apoio com pessoas que têm a condição também são importantes para melhorar a relação dos pacientes com a doença e ajudar no compartilhamento dos anseios.
1 de 2 Imagens mostrando exemplos de erupções cutâneas e lesões causadas pelo vírus da varíola dos macacos — Foto: REUTERS
Imagens mostrando exemplos de erupções cutâneas e lesões causadas pelo vírus da varíola dos macacos — Foto: REUTERS
De acordo com novo balanço divulgado nesta quarta-feira (6), o Ministério da Saúde registra 106 casos de varíola dos macacos no Brasil. São Paulo, estado com maior número de infecções, tem 75 pacientes com a doença.
Os dados coletados apontam que são sete estados com casos confirmados, sendo 20 no Rio de Janeiro, três em Minas Gerais, dois no Ceará, dois no Paraná, um no Rio Grande do Norte, um no Distrito Federal e dois no Rio Grande do Sul.
A pasta afirma que mantém contato direto com os estados “para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”.
2 de 2 Distribuição dos casos confirmados de monkeypox no Brasil. — Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Distribuição dos casos confirmados de monkeypox no Brasil. — Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 73 permanecem suspeitos, sendo 66 do sexo masculino e 7 do sexo feminino.
"A investigação dos casos suspeitos está em andamento, e as coletas para análise laboratorial já foram realizadas. Os resultados são aguardados", destaca o boletim.
Segundo a pasta, todos os casos estão sendo monitorados pelas equipes de vigilância em saúde.
O parecer da relatora da comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição do Piso da Enfermagem (PEC 11/22), deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), foi lido no final da noite desta terça-feira (5/7) na Câmara dos Deputados. No entanto, não pode ser votado em virtude de um pedido de vistas feito pelo deputado Tiago Mitraud (Novo-MG). Ele alegou que necessita de mais análise à proposta. Com esse pedido, a votação deve ocorrer em duas sessões, e está marcada para quinta-feira (7/7), as 9h30.
“A nossa posição é de respeito aos profissionais da enfermagem, ao devido processo legislativo e aos entes federados”, afirmou o líder do Novo. Segundo ele, centenas de prefeitos pediram nesta semana para o Congresso parar de criar despesas para estados e municípios custearem sem fonte de financiamento.
O objetivo da PEC 11/22 é garantir segurança jurídica ao Projeto de Lei 2564/20, que prevê os novos pisos para os profissionais de enfermagem. O projeto já foi aprovado pelas duas casas do Congresso e ainda aguarda o envio à sanção presidencial.
Em seu parecer, Zanotto lembrou que “a enfermagem é a maior categoria profissional do campo da Saúde no Brasil e é responsável por promover práticas sociais voltadas para a promoção do bem-estar em todas as fases dos processos de saúde e doença.”
“A PEC n° 11/2022 corrige uma distorção histórica, que compromete a valorização da área de enfermagem, verdadeira engrenagem dos serviços de saúde. Nesse sentido, assim como já ocorre com a organização do SUS, a PEC possibilitará a edição de lei federal para possibilitar a valorização necessária de enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras em todo o território nacional”, avaliou a relatora.
E finalizou: “meu voto é, no mérito, pela aprovação da PEC n° 11/2022, na certeza de poder contar com a sensibilidade dos demais Parlamentares desta Comissão Especial para aprovação do piso salarial nacional da remuneração dos profissionais”.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu a necessidade da PEC para evitar a judicialização do piso salarial da enfermagem. “Se depois de uma pandemia não conseguirmos valorizar essa categoria e as outras categorias de saúde, quando será?”, questionou.
Tramitação — A PEC 22/11 surgiu para dar sustentação constitucional ao PL 2564/20 – proposto pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), aprovado na Câmara e no Senado – , e prevê piso salarial de R$ 4.750 para os enfermeiros. Esse texto fixa remuneração equivalente a 70% do piso nacional como mínimo para técnicos de enfermagem. Para auxiliares de enfermagem e parteiras, o valor será equivalente a 50%.
O texto precisa ser analisado pela comissão especial quanto ao mérito e, se for aprovado, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votado em dois turnos. O presidente da Câmara dos Deputados.
Fonte: Ascom - Cofen com informações da Agência Câmara
Amenopausaé um período natural doenvelhecimento da mulhere marca o fim dafertilidade, causandomudanças físicas, psíquicas, hormonais e sexuais. Contudo, apesar de os avanços em certos temas desaúde feminina, essa fase ainda segue envolta de mitos e, por isso, é comumente apontada como fator para baixa qualidade de vida.
Anamarya Rocha,ginecologistaexclusiva da JK Estética Avançada, explica quepara chegar a menopausa há um período de preparação, denominadoclimatério, entre os 45 e 55 anos. “Nessa fase, a queda do estrogênio (hormônio produzido pelos ovários) pode causar diversos sintomas, como ondas de calor, tonturas, palpitações, suores noturnos, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade,irregularidade menstrual, ressecamento genital e maior propensão à infecção urinária”, destaca.
Outros sintomas comuns, mas pouco expostos, segundo a médica, são: falta de libido e excitação, ausência de orgasmo edor durante as relações sexuais.
“A longo prazo, a queda do estrogênio pode aumentar o risco de doenças cardíacas, causar osteoporose e contribuir para obesidade, diabetes, colesterol alto eAlzheimer”, completa a especialista. No entanto, esses possíveis fatores não impedem uma vida saudável e de qualidade.
Anamarya defende que, quando ocorre em torno dos 50 anos, a mulher na menopausa “dispõe de cerca de 1/3 de sua vida, que pode e deve ser vivida de forma saudável, lúcida, com prazer, atividade e produtividade”.
Dicas parar melhorar a qualidade de vida na menopausa
O período é natural, transitório e não pode ser evitado. Sendo assim, não existeremédio para menopausa. No entanto, o acompanhamento ginecológico é essencial, principalmente para mulheres que sentem os sintomas com mais intensidade, podendo ser recomendada areposição hormonal, por exemplo.“O tratamento deve ser individualizado, considerando a gravidade dos sintomas, potenciais efeitos adversos e preferências pessoais”, esclarece a especialista.
A orientação para todas as mulheres que chegam a menopausa e querem melhorar a qualidade de vida durante essa fase é: manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e exercícios físicos.
A seguir, confira sete dicas essenciais (com o devido acompanhamento) para amenizar os efeitos da menopausa, listadas pela ginecologista Anamarya Rocha:
• Praticaratividades físicas, para prevenir o ganho de peso típico da menopausa;
• Iniciar umprograma de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, para prevenir problemas como a incontinência urinária;
• Realizar exercícios delevantamento de peso, para manter os ossos fortes e reduzir o risco de fraturas;
• Praticarexercícios de memória, palavras-cruzadas e outros tipos de jogos de raciocínio, a fim de diminuir o risco de perda de memória;
• Limitar o consumo de alimentos industrializadose seguir uma dieta rica em verduras, gorduras saudáveis e nutrientes como cálcio e vitamina D, para manter a saúde da pele e cabelo e prevenir doenças como a osteoporose;
• Desenvolver e manterbons hábitos de sono, para combater potenciais problemas do tipo, bem como evitar confusão mental e baixa libido;
• Manter as consultas, exames e o diálogo com seu(ua) médico(a) ginecologista em dia.
1 de 2 Imagens mostrando exemplos de erupções cutâneas e lesões causadas pelo vírus da varíola dos macacos — Foto: REUTERS
Imagens mostrando exemplos de erupções cutâneas e lesões causadas pelo vírus da varíola dos macacos — Foto: REUTERS
De acordo com novo balanço divulgado nesta quarta-feira (6), o Ministério da Saúde registra 106 casos de varíola dos macacos no Brasil. São Paulo, estado com maior número de infecções, tem 75 pacientes com a doença.
Os dados coletados apontam que são sete estados com casos confirmados, sendo 20 no Rio de Janeiro, três em Minas Gerais, dois no Ceará, dois no Paraná, um no Rio Grande do Norte, um no Distrito Federal e dois no Rio Grande do Sul.
A pasta afirma que mantém contato direto com os estados “para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”.
2 de 2 Distribuição dos casos confirmados de monkeypox no Brasil. — Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Distribuição dos casos confirmados de monkeypox no Brasil. — Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 73 permanecem suspeitos, sendo 66 do sexo masculino e 7 do sexo feminino.
"A investigação dos casos suspeitos está em andamento, e as coletas para análise laboratorial já foram realizadas. Os resultados são aguardados", destaca o boletim.
Segundo a pasta, todos os casos estão sendo monitorados pelas equipes de vigilância em saúde.
Situada entre o tórax e a pelve, ou bacia, a popular barriga nada mais é que o abdome. Nele, ou nela, como preferir, estão presentes vários órgãos, como estômago, intestinos delgado e grosso, fígado, rins, que são sustentados por músculos e, em parte, ossos, como as costelas, na parte posterior.
Também há nela presença de gordura, que se acumula, e tudo isso influencia no seu formato final, sujeito ainda a alterações hormonais e de idade, estilo de vida e doenças.
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Quando a barriga aumenta de tamanho, em geral, tem a ver com ganhos calóricos, mas outras causas para se desconfiar incluem: retenção de líquidos; distensão por comilanças em excesso, constipação intestinal; barriga d'água (ascite), relacionada a disfunções renais, cardíacas, hepáticas, ou ainda verminoses.
Agora, sendo "magro", mas com alto percentual de gordura, acima do ideal e localizado na barriga, pode ser por sedentarismo, genética e má alimentação.
Barriga inchada e dura é sintoma de intolerância alimentar, gases ou consumo de álcool. Nos homens, costuma ser mais predominante, mas quando não passageira, tem a ver com retenção de gordura visceral, relacionada a estresse (cortisol), colesterol alto, hipertensão e síndrome metabólica.
Em mulheres, barriga dura e inchada como uma característica pessoal, costuma aparecer mais após a menopausa, com a queda de hormônios, principalmente o estrógeno.
Barriga mole é um pouco menos grave
Imagem: iStock
Se barriga inchada, dura e permanente aponta presença de gordura visceral, que é perigosa, (pois leva a problemas como infarto, AVC, trombose, resistência à insulina, dando origem a diabetes, além de câncer), barriga mole, por outro lado, é um pouco menos preocupante.
Não que seja saudável, mas essa gordura, periférica, protetora contra traumas e responsável pelos pneus laterais, oferece riscos mais baixos de complicações metabólicas e mortes prematuras.
Esse é também o tipo de gordura que se acumula nos glúteos e nas laterais das coxas, por exemplo. Quanto à moleza, está relacionada à flacidez, falta de fortalecimento muscular na região abdominal, além de muitas variações de peso, o famoso efeito sanfona, que ainda pode provocar lesões na pele.
Esses são motivos que levam ao problema e que com o avanço da idade tende a se intensificar, pois ocorre uma diminuição gradual da produção de colágeno.
Tem mais. Barriga mole, sobretudo com pele solta e sobrando, pode ser consequência de uma grande perda de quilos, como ocorre após alguém ser submetido a uma cirurgia bariátrica. Ou então de uma diástase, condição comum na gestação, quando a musculatura da região é muito distendida, afastada para que o bebê tenha espaço na barriga da mãe, e acaba enfraquecida. Se não tratada o quanto antes, facilita hérnias locais, além de dores e incontinência urinária.
Pontuda é menino, redonda é menina?
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Apontados alguns porquês da flacidez, continuemos a respeito das gestantes, pois há muito o que esclarecer a respeito da barriga delas. O primeiro ponto é sobre o formato, que se for pontudo e mais abaixo, no útero, indicaria que o sexo do bebê é masculino e quando redonda e para o alto, feminino. Mas a verdade é que tudo isso não passa de especulação, pois não há estudos científicos robustos que provem a relação entre gênero e formato da barriga.
É algo muito individual, que depende de genética, estrutura corpórea, presença, ou não, de diabetes, e quantidade de líquido amniótico. A barriga também não é imutável, ela se transforma até a hora do parto. Os órgãos e a posição do bebê, que também se desenvolve, muda de tamanho, se alteram o tempo todo e se a mãe for "de primeira viagem" também influencia. Com músculos fortalecidos, a barriga fica mais alta, do contrário, tende a cair mais.
O recomendável é que se a gestante perceber algum tipo de alteração atípica no organismo ou no processo da gestação, consulte o ginecologista ou obstetra, para saber se está tudo normal ou se há algum problema, que inclusive pode comprometer a gravidez.
Sinais a se prestar atenção são: barriga dura, que pode ser desde uma distensão muscular, até contrações pré-parto ou um possível aborto, dores fortes e constantes na parte inferior, febre e sangramento.
Para cada barriga, um tratamento
Em se tratando de uma barriga que aumentou e não por acúmulo de gordura, é necessário investigar a causa e tratá-la. Retenção de líquidos exige redução do consumo de sal, hidratação (pois a retenção é uma forma de o organismo compensar a falta de água), atividades físicas, avaliação médica dos níveis hormonais e de eventuais problemas cardiovasculares, renais ou hepáticos.
Com distensão e constipação, aumentar ainda a ingestão de fibras e comer devagar.
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Quanto à flacidez abdominal, é combatida com prática de exercícios, fortalecimento muscular local e reeducação alimentar, sem dietas muito restritas e emagrecimento acelerado. Os médicos da área de endocrinologia e nutrição podem ser os mais indicados e, havendo excesso de pele, o cirurgião plástico.
Mas há técnicas não invasivas, alternativas a abdominoplastia, como radiofrequência, com ou sem ultrassom, laser infravermelho e ultrassom microfocado.
No que compete às gestantes, o tratamento de diástase (afastamento dos músculos retos abdominais e do tecido conjuntivo) varia a depender do grau. Ele se divide em exercícios de alongamento e fortalecimento, fisioterapia ou, em último caso, cirurgia, também indicada havendo consequentes hérnias, sobretudo quando o espaçamento ultrapassa 2,5 cm e só o tratamento conservador (exercício e fisioterapia) não é suficiente para corrigir o afastamento.
Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra dos Hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein (SP); Guillermo Tierno, coordenador do serviço de ortopedia do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador (BA); Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); e Wendell Uguetto, cirurgião plástico da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e do Hospital Albert Einstein.