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Saturday, July 9, 2022

Varíola dos macacos x Covid: ator que teve as duas doenças revela qual foi pior - Metro World News

O ator Matt Ford, que recentemente publicou sobre a recuperação da varíola dos macacos (Monkeypox) e que também teve coronavírus duas vezes, contou no seu TikTok como foi contrair a doença viral que está se espalhando mundialmente.

Mesmo o surto sendo algo bem forte na Europa (e com diversos casos no Brasil), Matt disse que parecia que a situação era algo bem distante, até que, em 17 de junho, um dos seus amigos o informou que havia testado positivo para a varíola e ambos haviam passado o final de semana inteiro juntos. A doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

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Um dos sintomas da doença é o aparecimento de feridas e após a ligação do amigo, o homem imediatamente examinou o seu corpo e acabou achando algumas manchas na região pubiana. Já no dia seguinte que notou a lesão, ele começou a senti sintomas parecidos com o da gripe. “Febre, calafrios, suores noturnos, tosse, dor de garganta e linfonodos inchados” foram os sinais que ele descreveu, segundo o site Meganotícias (texto em espanhol).

Os sintomas e a gravidade da doença pode varias de acordo com cada pessoa, mas para Ford, foi uma experiência dolorosa. “Era tão doloroso que algumas noites eu não conseguia dormir. A dor era incômoda e constante, com pequenos picos de dor aguda se eu me movesse na direção oposta”, disse. Quando se intensificam, essas lesões na pele se enchem de pus e causam bastante coceira.

No vídeo publicado no dia 1 desse mês, ele disse que, no começo estava tomando muitos banhos para controlar a dor e utilizando pomada, mas que o médico também havia prescrito analgésicos, mas que para ele, não adiantaram muito, “Isso é muito ruim e você não vai querer ser infectado”, desabafou em sua rede.

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FESF-SUS - BA promove Processo de Seleção Pública com cinco vagas - PCI Concursos

FESF-SUS - BA promove Processo de Seleção Pública com cinco vagas

A Fundação Estatal Saúde da Família (Fesf), no estado da Bahia, divulgou a realização do seu sétimo Processo de Seleção Pública Simplificada destinada a contratação temporária de profissionais a fim de compor a equipe de implantação do Sistema de Gestão Hospitalar nas unidades de saúde, bem como a formação de cadastro reserva de profissionais com níveis médio e superior.

As vagas ofertadas se dão para os cargos de Técnico de Apoio ao Usuário de Informática Júnior (1); Técnico de Apoio ao Usuário de Informática Pleno (1); Consultor de Tecnologia da Informação Júnior (1); Consultor de Tecnologia da Informação Pleno (1); e Consultor de Tecnologia da Informação Sênior (1).

Ao ser admitido, o profissional deverá exercer suas atividades em cargas horárias de 40 horas semanais, com remunerações que variam nos valores de R$ 2.042,40 a R$ 6.312,40 mensais.

Para participar, o candidato deve: gozar das prerrogativas legais correspondentes; ter idade mínima de 18 anos; estar quite com a Justiça Eleitoral; estar quite com o Serviço Militar; apresentar atestado de aptidão física e mental; não ter sofrido, no exercício da função pública, penalidade incompatível com a lotação; dentre outros requisitos.

Procedimentos para participação

As inscrições, iniciadas no dia 7 de julho de 2022, deverão ser enviadas até às 23h59 do dia 10 de julho, aos seguintes emails, conforme os cargos:

  • Técnico de Apoio ao Usuário de Informática - Júnior: tecnicojunior.dma@fesfsus.ba.gov.br;
  • Técnico de Apoio ao Usuário de Informática - Pleno: tecnicopleno.dma@fesfsus.ba.gov.br;
  • Consultor de Tecnologia da Informação - Júnior: consultorjunior.dma@fesfsus.ba.gov.br;
  • Consultor de Tecnologia da Informação - Pleno: consultorpleno.dma@fesfsus.ba.gov.br;
  • Consultor de Tecnologia da Informação - Sênior: consultorsenior.dma@fesfsus.ba.gov.br.

Como forma de classificação, os candidatos serão avaliados mediante análise curricular mediante ao formulário de inscrição e a documentação encaminhada aos emails presentes.

O prazo de validade do processo seletivo será de seis meses, podendo ser prorrogado, uma única vez, a ser contado a partir da homologação do resultado final.

Informações complementares podem ser obtidas por meio do edital completo que consta em nosso site.

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Vacinação contra Covid-19 e gripe segue neste sábado em quatro locais - Prefeitura de Porto Alegre

Cristine Rochol/PMPA

SMS
Quatro locais aplicarão vacina contra a gripe e covid-19

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém a oferta de vacinação contra a gripe e Covid-19 neste sábado, 9, em quatro locais, das 9h às 16h. Para crianças, adolescentes e adultos, haverá aplicação de doses nas unidades de saúde Moab Caldas, Santo Agostinho e Vila Jardim. No mesmo horário, somente para adultos e adolescentes a partir de 12 anos, o serviço ocorrerá no Shopping João Pessoa. No domingo, 10, não haverá vacinação.

Crianças - A primeira dose estará disponível para crianças de 5 a 11 anos. A segunda dose de Coronavac e de Pfizer será oferecida a crianças vacinadas há 28 dias e oito semanas, respectivamente, nos mesmos locais.

Para receber a primeira dose, é preciso apresentar documento de identidade do pai, mãe ou responsável legal e da criança. Os pais devem estar presentes no momento da vacinação. Em caso de ausência, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de assentimento por escrito, assinado pela pessoa que está acompanhando a criança no momento da vacinação. No caso da segunda dose, é preciso apresentar carteirinha de vacinação.

Adultos - A primeira dose para a população adulta será oferecida para todas as pessoas com 12 anos ou mais. A segunda dose estará disponível para vacinados com AstraZeneca, Pfizer ou Janssen há oito semanas e Coronavac há 28 dias. 

A terceira dose estará disponível para pessoas a partir de 12 anos vacinadas com Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca há pelo menos 4 meses e pessoas a partir de 33 anos vacinadas com Janssen há pelo menos 4 meses.

Quarta dose - Já a quarta dose estará disponível para pessoas a partir de 40 anos vacinadas há pelo menos 4 meses, profissionais de saúde e de apoio à saúde a partir de 18 anos vacinados há pelo menos 4 meses.

Documentação - Para receber a vacina, é preciso apresentar comprovante de identidade com CPF e carteira de vacinação. Imunocomprometidos devem apresentar também comprovante da condição de saúde, por meio de atestado médico, nota de alta hospitalar ou receita de medicação. Profissionais de saúde devem apresentar comprovante de vínculo com o conselho de classe. Novos profissionais de apoio à saúde devem apresentar declaração impressa de vínculo com o serviço, carteira ou contrato de trabalho e ficha CNES do serviço de saúde.

Gripe - A vacina da gripe estará disponível para todas as pessoas a partir de seis meses de idade. Crianças devem aguardar 15 dias após a vacina da Covid-19 para receber a da gripe. Para os demais públicos, é possível fazer as duas vacinas ao mesmo tempo.

Sintomas respiratórios - Durante o fim de semana, pessoas com sintomas respiratórios poderão procurar um dos pronto-atendimentos ou a UPA Moacyr Scliar, com funcionamento 24 horas.

Sábado, 9:

Vacinação contra a gripe e Covid-19 para crianças, adolescentes a partir de 12 anos e adultos - 9h às 16h:

Moab Caldas - avenida Moab Caldas, 400 - Bairro Santa Tereza

Santo Agostinho - rua João Paris, 180 - Bairro Sarandi

Vila Jardim - rua Nazareth, 570 - Bairro Bom Jesus

Vacinação contra a gripe e Covid-19 somente para adultos e adolescentes a partir de 12 anos - 9h às 16h:

- Shopping João Pessoa - avenida João Pessoa, 1831 - Farroupilha

Pronto-atendimentos 24h para pessoas com sintomas respiratórios:

-PA Cruzeiro do Sul - rua Professor Manoel Lobato, 151, Santa Tereza

-PA Bom Jesus - rua Bom Jesus, 410, Bom Jesus

-PA Lomba do Pinheiro - estrada João de Oliveira Remião, 5120, parada 12, Lomba do Pinheiro

-UPA Zona Norte Moacyr Scliar - rua Jerônimo Velmonovitz, esquina com avenida Assis Brasil

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Friday, July 8, 2022

Endocrinologista explica como ganhar massa muscular com consistência - Terra

Endocrinologista revela os segredos

Endocrinologista revela os segredos

Foto: Shutterstock / Sport Life

Um médico endocrinologista, para quem não sabe, é o profissional de saúde que, resumidamente, cuida dos processos metabólicos e hormonais do organismo humano. Dois fatores que influenciam diretamente na composição corporal de uma pessoa.

Afinal, se esses dois quesitos não funcionarem bem, dificilmente você vai conseguir ganhar muita massa muscular, por exemplo. Sem falar no estado geral de saúde, que tende a ficar consideravelmente comprometido.

Mas, por outro lado, mesmo quando está tudo em ordem com o seu organismo, a falta de massa muscular também pode comprometer os processos metabólicos e hormonais. Portanto, podemos dizer que uma coisa depende da outra.

De acordo com a Dra. Gabriela Iervolino, médica endocrinologista titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a massa muscular vai muito além do âmbito estético, já que ela ainda auxilia o equilíbrio do corpo, protege a estrutura óssea e, inclusive, ajuda a emagrecer. Mas, afinal, o que é necessário para ganhar massa muscular?

Alimentação para ganhar massa muscular

"Em primeiro lugar, temos que ver o peso da pessoa e calcular o mínimo de proteína que ela precisa ingerir diariamente, tendo em mente a função renal dela. Só que é quase impossível, pela alimentação, atingir a quantidade ideal de proteína diária, por isso, é preciso saber o quanto se ingere de proteína na alimentação e, por muitas vezes, usar suplementos proteicos.  Quando não ingerimos uma boa quantidade de proteína, ao menos o suficiente, não conseguimos manter uma massa muscular boa", explica a médica.

"Por isso eu calculo a quantidade de proteína e oriento o quanto cada alimento tem de proteína. Assim, o paciente vai saber o quanto de proteína ele deverá ingerir por dia. Como a alimentação não muda muito, durante uma semana a pessoa já poderá calcular a quantidade ideal diária. E, se precisar, ela usará suplementos como o whey protein. Isso também podemos fazer com pessoas vegetarianas, usando outras fontes de proteína", completa a endocrinologista.

Exercício ideal para ganhar músculos

Se você pensou em musculação, a resposta está correta. Mas, essa não é a única opção para ganhar massa muscular de maneira consistente e saudável. O mais importante, no fim das contas, é optar por uma atividade que lhe traga prazer e seja fácil de ser realizada diariamente. Se você não gosta de praticar determinado esporte, dificilmente manterá a regularidade necessária nele.

"Outra coisa importante, e que as pessoas não sabem, é que se você faz exercício de musculação antes do aeróbico, você inibe uma proteína que faz com que seu músculo não cresça tanto. Por isso, é essencial que primeiro você faça o aquecimento, no próprio aparelho com uma carga menor, depois passe para os exercícios de musculação de fato e finalize com os aeróbicos para queimar gordura", aconselha a Dra. Iervolino.

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Endometriose acomete uma em cada 10 mulheres no Brasil, mas diagnóstico pode levar até 10 anos; entenda - Globo

Endometriose: Entenda os sintomas, diagnóstico e tratamentos

Endometriose: Entenda os sintomas, diagnóstico e tratamentos

A cantora Anitta contou nesta quinta-feira (7) na rede social Twitter que foi diagnosticada com endometriose, uma doença ginecológica que afeta uma em cada dez mulheres no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

A doença, que pode ser extremamente incapacitante, provoca cólicas menstruais severas, dores abdominais fora do período menstrual, dores nas relações sexuais e sintomas intestinais e urinários. Ela também pode afetar a fertilidade da mulher.

"É, hoje, a principal causa de dores pélvicas em mulheres, assim como a principal causa de infertilidade feminina – cerca de 40% das mulheres de casais inférteis têm endometriose", afirma o médico ginecologista Tomyo Arazawa, especialista em endoscopia ginecológica.

Veja, em tópicos, o que é a endometriose, sintomas, diagnóstico e tratamentos:

  1. O que é a endometriose?
  2. O que causa a doença?
  3. Quais os sintomas?
  4. Como é feito o diagnóstico?
  5. Tratamentos

1) O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que afeta de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. Ela acontece quando o tecido da camada interna do útero – que sai na menstruação –começa a crescer fora dele.

A médica ginecologista Carolina Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que esse tecido uterino fora do útero funciona como se fosse uma cola em outros órgãos da mulher.

"Ele funciona como se fosse uma cola, gera aderência dos órgãos pélvicos e, toda vez que a mulher menstrua, esses focos de endometriose descamam, virando dor. Pode grudar no intestino, na parede vaginal, na bexiga, e pode gerar infertilidade, porque ele pode obstruir as tubas uterinas. Isso é uma das consequências", explica.

Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, mais de 30% dos casos de endometriose levam à infertilidade. Com os tratamentos disponíveis hoje, entretanto, é possível que uma mulher com endometriose engravide e leve a gestação até o final ou engravide espontaneamente, de acordo com a associação.

Exclusivo na web: ginecologista explica o que é a endometriose

Exclusivo na web: ginecologista explica o que é a endometriose

Segundo Julio Cesar Rosa e Silva, ginecologista e presidente da comissão especializada em endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), apesar de ser mais comum em mulheres que ainda menstruam, não existe uma idade para o seu aparecimento.

“Na sua grande maioria, a doença aparece em mulheres na idade reprodutiva, enquanto menstruam. Porém, existem casos de aparecimento da doença mesmo após a menopausa”, esclarece Silva.

2) Quais as causas da endometriose?

O ginecologista Tomyo Arazawa explica que a endometriose é uma doença complexa, causada por múltiplos fatores – como os genéticos, hormonais, imunológicos e até o estilo de vida.

"Existem fatores genéticos associados. Quando existe um antecedente familiar de endometriose, a chance de ter o diagnóstico é muito maior – está estimado entre 5 a 7 vezes maior que a população geral", diz Arazawa.

Entre os hormônios, o estrogênio – um dos dois principais hormônios sexuais femininos – influencia na progressão das lesões.

"Coisas que podem influenciar a endometriose são: alimentação inadequada, imunidade não adequada por conta de sono; estilo de vida conta bastante nesse quesito de sintomas e fatores influenciadores da endometriose", afirma.

3) Quais os sintomas?

Os sintomas são variados, mas o principal é a cólica menstrual que não melhora com medicações clássicas.

"É uma cólica incapacitante, que não melhora com bolsinha de água morna, que tira a mulher das suas atividades diárias", alerta a ginecologista Helizabeth Salomão, vice-presidente da Associação Brasileira de Endometriose.

“Podemos encontrar desde pacientes assintomáticas a até quadros de dor pélvica intensa, dismenorreia progressiva (cólica menstrual), dispareunia (dor durante ou após a relação sexual), sintomas decorrentes de lesões em órgãos não reprodutivos, tais como bexiga e intestino, e infertilidade”, completa Julio Cesar Rosa e Silva.

Segundo Arazawa, as pacientes com a doença costumam sofrer com as dores por muitos anos, inclusive desde as primeiras menstruações.

"As pacientes podem começar a sentir dor também na região do reto, na evacuação, dor na região da bexiga, além de dores pélvicas. Tem pacientes que sentem dores pélvicas até diárias por conta de uma endometriose não diagnosticada e também não tratadas", explica.

Veja os sintomas mais comuns:

  • Cólica menstrual incapacitante
  • Dor pélvica
  • Dor na relação sexual (no momento da relação ou depois)
  • Alterações intestinais no período menstrual (diarreia, sangue nas fezes, dor para evacuar)
  • Alterações urinárias no período menstrual
  • Infertilidade

4) Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença geralmente é feito pela clínica – com avaliação dos sintomas da paciente e um exame físico ginecológico direcionado.

"O médico vai examinar a paciente, palpar os ligamentos do útero, se o útero é doloroso na mobilização, se está fixo", explica Carolina Ambrogini, da Unifesp.

A detecção também pode ser complementada por exames radiológicos específicos, como ressonância e um ultrassom específicos, explica Tomyo Arazawa.

"Existem dois principais exames radiológicos que são adequados para o diagnóstico da endometriose: um deles é a ressonância magnética com preparo intestinal, com protocolo específico para avaliação e mapeamento das lesões, analisadas por um radiologista especializado na endometriose", diz o médico, que acrescenta que existem poucos os profissionais desse tipo.

Anitta durante apresentação no festival de Roskilde, na Dinamarca, em 29 de junho de 2022 — Foto: Torben Christensen/Ritzau Scanpix/AFP

Anitta durante apresentação no festival de Roskilde, na Dinamarca, em 29 de junho de 2022 — Foto: Torben Christensen/Ritzau Scanpix/AFP

"Um outro exame, que hoje em dia é o principal, é o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, também com protocolo específico para endometriose, que também deve ser realizado por um radiologista especializado na detecção dessas lesões. Muitas dessas lesões, às vezes mais iniciais, são difíceis de serem diagnosticadas por radiologistas não especializados", explica.

A demora no diagnóstico é um dos principais problemas da endometriose, afirma Arazawa.

"O diagnóstico precoce é fundamental – e é o primeiro grande desafio nas pacientes com endometriose, visto que estudos já mostraram que o intervalo médio entre o início dos sintomas até o diagnóstico varia entre 7 a 10 anos mundialmente", explica.

Julio Cesar Rosa e Silva, da Febrasgo, relata que muitas pacientes acreditam que é normal ter muita cólica menstrual – e, por isso, não procuram atendimento.

"Também temos uma dificuldade de diagnóstico, principalmente nos casos iniciais da doença, que não alteram o exame clínico e nem os exames de imagem", alerta.

Arazawa diz que, no cenário mundial, o Brasil é referência no tratamento e diagnóstico da doença – mas que, infelizmente, os recursos necessários para tratar a doença ainda não estão disponíveis para a grande maioria da população.

"São pouquíssimos especialistas, realmente, preparados para cuidar dessas pacientes em território nacional e internacional. A endometriose é um desafio internacional", avalia.

5) Tratamento

O tratamento da endometriose pode variar desde cuidados com o estilo de vida – da alimentação, sono e gerenciamento de estresse – até bloqueios hormonais com anticoncepcionais ou medicamentos hormonais mais específicos, para inibir o estrogênio, explica Tomyo Arazawa.

Além desses, também há a opção de cirurgia, como no caso de Anitta. O procedimento pode ser bastante complexo, com horas de duração.

"O tratamento cirúrgico, hoje, é o único capaz de remover essas lesões. Essa cirurgia pode ser desde uma mais simples, como [também] uma das cirurgias potencialmente mais complexas na pelve de qualquer paciente, principalmente pacientes mulheres. Algumas cirurgias levam várias horas de duração, às vezes 8, 10 horas, dependendo da complexidade do caso"", afirma o médico.

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Saúde mental: a depressão epidêmica da geração Z - Outras Palavras

Por Thallys Braga, na Piauí

Quando o sol nasce em Minas Gerais, Caio está em seu quarto. Ao cair da noite, também é lá que o rapaz fica, isolado. Ele tem 21 anos e mora em Luz, cidade mineira de pouco mais de 18 mil habitantes. Até os 8 anos, levou a vida tranquila de alguém que cresce numa cidade pequena. Mas então um dos seus tios se matou, e o menino foi se tornando cada vez mais triste. Virou alvo de bullying na escola, perdeu os amigos – “não sobrou ninguém”, ele conta. Aos 10 anos, tentou suicídio e precisou ser internado às pressas. “O médico disse que a minha cabeça estava fazendo aquilo comigo. Foi a primeira vez que ouvi falar em depressão.”

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Na adolescência, Caio identificou que era um homem transgênero, e sua sensação de isolamento só cresceu. Com o agravamento do quadro depressivo, foi levado ao hospital algumas vezes depois de se automutilar. Embora os médicos tenham recomendado, ele nunca tratou a depressão por um longo período de tempo. Cresceu encontrando pequenos alívios para a angústia: cachorros, namoradas, bebidas alcóolicas, cortes nos braços. Conseguiu terminar o ensino médio, mas não teve motivação para prestar vestibular ou trabalhar. “Uma vez comecei um curso técnico de auxiliar de veterinário, mas abandonei depois de três meses”, ele lembra. “Desisto fácil das coisas de que gosto. A depressão faz isso comigo. Quando começo a ir bem em alguma coisa, desisto.”

Caio representa uma história, mas não a única, de um quadro de adoecimento mental de crianças e jovens brasileiros, com casos repetidos de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. Em 2021, as internações de pessoas de crianças e jovens de 5 a 19 anos na rede pública de saúde por lesões autoprovocadas cresceram 10% em relação a 2020, mostram dados do SUS. No grupo de 10 a 14 anos, o aumento foi de 34%. As internações tinham caído no primeiro ano de isolamento social, mas voltaram a crescer, numa tendência que vem desde 2010. Em um Boletim Epidemiológico divulgado setembro passado, o Ministério da Saúde apontava que as taxas de suicídio saltaram 116% entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos no intervalo de 2010 a 2019; nos jovens de 15 a 19 anos, o aumento foi de 81%. Nas demais faixas etárias, a taxa não cresceu mais que 30%. Os dados levaram o governo federal a classificar o suicídio como “um problema de saúde pública crescente no Brasil, com destaque aos grupos etários mais jovens”.

Em 2020, o suicídio era a quarta causa de mortes por causas externas entre crianças e adolescentes, ficando atrás apenas de agressões, acidentes no trânsito e lesões por outros tipos de incidentes. Quando se trata de autodestruição, os números são sempre subnotificados, segundo a Organização Mundial da Saúde. Para cada suicídio consumado, há muito mais pessoas que o tentam. Por isso, quanto mais cedo as crianças e adolescentes em situação de sofrimento mental receberem tratamento, maior a probabilidade de se recuperarem. Mas tudo indica que eles continuam sem receber cuidados. Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital das Clínicas em 2019 identificou que 81% das crianças de 6 a 12 anos moradoras de Porto Alegre e São Paulo que tinham transtornos mentais não tiveram tratamento terapêutico. 

Guilherme Polanczyk, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores da pesquisa, acredita que a pandemia tornou ainda pior o acesso dos jovens doentes ao tratamento. “Os dados oficiais não refletem o crescimento da busca por ajuda que observamos nos consultórios. Desde que a pandemia começou, a fila de espera por atendimento dura meses. Em vinte anos de psiquiatria, nunca vi nada parecido.” Polanczyk se refere a consultórios privados, onde as pessoas podem pagar por consultas. “Você consegue imaginar como está a situação da espera por ajuda na rede pública?”, ele pergunta. Na rede pública, é possível obter atendimento psicológico no Sistema Único de Saúde, que encaminha para os Centros de Atenção Psicossocial, ou procurar diretamente uma unidade do Caps. 

Entre junho e novembro de 2020, Polanczyk e outros pesquisadores da USP e do Hospital das Clínicas entrevistaram remotamente 5.795 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de todas as regiões do país para medir os efeitos da pandemia sobre a saúde mental deles. No segundo semestre do primeiro ano de isolamento, 36% apresentaram sintomas de depressão e ansiedade. Como as escolas estavam fechadas e seria perigoso realizar as entrevistas presencialmente, só participaram aqueles com conexão à internet. “A gente sabe que os dados da pesquisa não refletem a realidade das crianças e dos adolescentes mais pobres”, Polanczyk diz. Ainda assim, os resultados indicaram que a insegurança alimentar esteve associada a maiores níveis de ansiedade e a sintomas depressivos. O fator de maior impacto sobre a saúde mental das crianças e dos adolescentes na pandemia foi o sentimento de solidão, de acordo com o estudo.

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde não aponta causas exatas do sofrimento mental dos jovens brasileiros, mas dá a entender que certas particularidades ajudariam a explicar o aumento das taxas de suicídio juvenil. Com base em estudos americanos, menciona que a geração Z, formada por nascidos a partir de 1995, está mais propensa a ter depressão por ser menos resiliente e não saber lidar com frustrações. No entanto, há uma escassez de estudos sobre as particularidades comportamentais dessa geração no Brasil e investigações sobre o que está por trás do maior crescimento das taxas de suicídio nesse grupo etário em comparação aos demais. 

O ministério sugere que os programas de apoio à saúde mental sejam reforçados e que os profissionais das unidades de atenção psicossocial recebam maior capacitação para lidar com crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade emocional. No ano passado, pela primeira vez desde 2010, o governo federal não abriu novas unidades dos Centros de Atenção Psicossocial. A última vez que o governo divulgou informações transparentes sobre os investimentos realizados na área foi em 2015. Procurado, o Ministério da Saúde* disse em nota que acompanha com atenção os números de suicídio na adolescência, e que realiza ações para reforçar o cuidado ao grupo etário na rede de atenção psicossocial do SUS. Em nota, explicou que lançou recentemente os projetos Linha Vida 196 e Projeto Teleconsulta para fortalecer os cuidados às pessoas com ansiedade e depressão no momento pós-epidemia. 

Mariana Bteshe, professora de Saúde Mental e Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj, afirma que o boletim do Ministério da Saúde é ingênuo porque trata o suicídio como uma questão meramente clínica. Muitas pessoas que não apresentam sinais de depressão ou ansiedade tentam o suicídio, e as razões têm origem em fatores sociais. “Os jovens têm levado cada vez mais questões ligadas a violência, homofobia e racismo para a clínica”, diz Bteshe. “São histórias em que o comportamento violento é naturalizado na família, nas escolas, na rua. Se tudo isso pode atuar como fator de risco para a saúde mental de uma pessoa, por que não é considerado no discurso oficial sobre o suicídio?”

Para Bteshe, além da falta de estudos abrangentes sobre o tema, existe uma dificuldade em diferenciar confusões corriqueiras da adolescência do sofrimento excessivo. E só quem pode responder qual é a diferença entre os dois extremos são as crianças e os jovens, com a ajuda de familiares e de profissionais qualificados para escutar as suas inquietações. Quando se trata da geração Z, Bteshe observa que há mais liberdade e disposição para falar de vulnerabilidades emocionais. “Houve uma quebra de tabu que permitiu a essa geração conversar mais sobre suicídio, depressão, ansiedade. Eles tiveram acesso a um debate público na internet que é fruto dos esforços das pessoas que se dedicam a pesquisar o tema no Brasil.”

Por outro lado, mais conversas sobre o tema não representam, necessariamente, mais procura por ajuda. E embora as redes sociais tenham ampliado o acesso a informações sobre transtornos mentais, ela também é uma ferramenta poderosa para banalizar a discussão. Basta buscar por “depressão” no TikTok para encontrar uma coleção de vídeos que oferecem diagnósticos rápidos e enganosos para uma doença complexa, que pode se manifestar de maneiras particulares em cada pessoa. Para Cristiane Geraldo Folino, psicanalista e membro do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a internet pode ter tornado ainda mais difícil lidar com as angústias do crescimento. “Na adolescência, as pessoas desenvolvem profundas angústias. Há uma grande dor em ter que abrir mão da criança que se era para encarar o mundo de desafios que se abre. O sofrimento nessa fase é inerente ao ser humano”, diz Folino. 

De acordo com a psicanalista, estudos demonstram que as redes sociais são nocivas aos mais jovens porque suscitam comparações excessivas, distúrbios de imagem e pressão por produtividade. Por outro lado, crescer na frente das telas também mudou a maneira como eles lidam com frustrações. “É muito fácil sentir prazer com as ferramentas das redes sociais, ou performar felicidade para os outros. Na vida real, é preciso se esforçar um pouco mais para sentir satisfação com a vida”, diz Folino. “No meio disso tudo, acabamos nos tornando pessoas avessas ao sofrimento.”

A população LGBTQIA+ está entre os grupos que a Organização Mundial da Saúde classifica como de alto risco de suicídio, ao lado de refugiados, migrantes e indígenas. Um levantamento feito pela Universidade de Brasília e pelo Ministério da Saúde com dados de 2012 a 2016 observou que as mortes por suicídio eram desproporcionalmente maiores entre adolescentes e jovens negros. A literatura científica vem demonstrando que o racismo aumenta os riscos de depressão. Crianças e jovens negros, mais propensos a serem expostos à violência sistemática, são justamente os que menos acessam os serviços de saúde mental. O estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas em 2019 apontou que 87% das crianças pardas com transtornos mentais não recebiam tratamento, enquanto 77% das brancas estavam na mesma situação.

Ao longo da vida, Caio teve duas psicólogas, mas nunca contou a elas que é um homem trans. Sua última sessão de terapia aconteceu em 2018. À época, ele tinha 17 anos e já era esclarecido quanto à sua identidade de gênero, mas não falou sobre o assunto porque tinha receio de que as terapeutas compartilhassem a informação com os seus pais. Hoje, só a mãe dele sabe da transexualidade, mas o chama pelo nome feminino de batismo, assim como o restante da família. Ele ainda não iniciou a transição de gênero. Como as psicólogas não sabiam de sua identificação, também chamavam Caio pelo nome antigo.

Na última vez que em que o mineiro foi internado por tentar suicídio, os médicos foram incisivos: ele precisava de um psiquiatra. Sem forças para argumentar, Caio aceitou a consulta. O médico conversou com ele por alguns minutos, perguntou sobre o seu histórico depressivo e receitou fluoxetina, antidepressivo genérico do Prozac. O jovem tomou a medicação por alguns meses, mas parou. “O remédio controlava as crises, mas me deixava dopado”, ele diz. “Quando eu parava de tomar, ficava consciente, mas então as crises voltavam. Nunca encontrei um equilíbrio.” O psiquiatra também sugeriu que ele voltasse a fazer terapia. Caio aceitou e se inscreveu na fila de espera por psicólogo no posto de saúde mais próximo à sua casa. A chamada para consulta só chegou seis meses depois. Pelo telefone, uma técnica de enfermagem disse que ele poderia se consultar com o terapeuta duas vezes por mês. Caio disse que já estava melhor e não tinha mais interesse no atendimento, então desligou o telefone. O posto de saúde não voltou a ligar.

Há pouco tempo, o rapaz descobriu que, para além das discussões superficiais sobre saúde mental nas redes, existem grupos de apoio no Facebook e no WhatsApp em que jovens desabafam. Esse tem sido o seu ponto de escape. “Há dias em que me sinto sozinho como se estivesse numa ilha”, ele diz. “Nos grupos de apoio, parece que as pessoas entendem o que sinto. Quando publico um desabafo e alguém curte, é tipo receber um abraço.” De vez em quando, Caio pensa em desistir da vida, mas lembra que precisa dar apoio para os colegas que fez no grupo de Facebook. Lá, ninguém fala sozinho. Todas as publicações recebem ao menos um comentário. Certa vez, uma jovem paraibana publicou uma foto do personagem animado Bart Simpson triste no grupo. Na legenda, escreveu: “Minha cabeça está pesada, parece que tem alguma coisa enroscada na minha garganta. Parece que estou fora de mim. Alguém já sentiu isso? Minha depressão está me matando.” O post recebeu doze comentários; um era de Caio. Ele comentou: “😞💔”.

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Saúde mental: a depressão epidêmica da geração Z - Outras Palavras
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Thursday, July 7, 2022

CB.Saúde: inverno é época de doenças cardiovasculares mais recorrentes - Correio Braziliense

*Paulo Martins

postado em 07/07/2022 17:25 / atualizado em 07/07/2022 17:28

Médico do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Thiago Siqueira foi o entrevistado do CB. Saúde - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Médico do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Thiago Siqueira foi o entrevistado do CB. Saúde - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O medidor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Cardiômetro, constatou que 206 mil brasileiros morreram no primeiro semestre de 2022 de doenças do tipo. Em entrevista ao CB.Saúde — programa do Correio em parceria com a TV Brasília, com apresentação da jornalista Carmen Souza — o cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor) Thiago Siqueira analisa esse fenômeno.

A chegada do inverno revela alguns motivos pelos quais a atividade cardíaca é maior, como explica o médico. “As pessoas começam a ter uma alimentação mais calórica, com abuso de bebida alcoólica na tentativa de se aquecer um pouco mais. Outra questão é que a temperatura do nosso corpo se mantém constante e para isso o nosso corpo precisa trabalhar um pouco mais. Essa demanda do organismo sobrecarrega o coração. Não quer dizer que pessoas saudáveis vão apresentar doença cardíaca no inverno. São pessoas que já tem predisposição, com fatores de risco associados.”

Para resolver tais problemas não há tanto mistério senão a manutenção de hábitos saudáveis, que pesam mais do que o fator genético durante a vida de uma pessoa com histórico familiar. “Você pode ter uma genética favorável, com infartos próximos, mas com atos de vida saudáveis e prevenção, há grande probabilidade de que você não desenvolva doença cardiovascular.”, declara o especialista.

Thiago esclarece que esse cuidado deve ser tomado desde o princípio da vida, sendo um reforço a mais para a saúde por toda a vida: “Deve começar na infância. Temos que educar os filhos para ter hábitos de vida saudáveis. Evitar obesidade infantil, que é um problema mundial. Ter uma alimentação saudável e praticar atividade física, com 40 ou 50 anos não vai virar tratamento. O que a gente deve fazer é isso: buscar esse hábitos de vida.”

O cardiologista vê as mulheres como um universo à parte na história recente da cardiologia. Ao se adaptarem a triplas jornadas de trabalho, acumulando tarefas domésticas, trabalho e quantidade maior de estresse, passaram a sofrer com maiores fatores de risco. “Elas têm assumido diversos papéis dentro da sociedade e isso é muito bom, mas estão sobrecarregadas com duas ou três jornadas: tem a família, a casa, o trabalho fora. Ela começou a ter os mesmos fatores de risco que o homem: não tem mais tempo para atividade física, não tem mais uma alimentação tão saudável, tem estresse. Temos que ter esse cuidado especial com as mulheres”, analisa.

Durante a pandemia, a preocupação central do médico especialista é em relação à persistente ausência dos pacientes. “As pessoas, sabidamente com medo de ir aos consultórios, se afastaram e perderam seguimento. Isso é algo que estamos vendo agora. A demanda de hospitalizações está muito alta e não só de covid, mas de todas doenças, com as doenças cardiovasculares reprimidas. Hoje a gente já não deve mais temer a covid, mas temer as outras doenças”, relata.

*Estagiário sob a supervisão de Nahima Maciel

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