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Wednesday, July 28, 2021

Exclusivo: fusão cria maior grupo hospitalar de Goiás - O Popular

O mercado de saúde goiano é palco de uma das maiores fusões de hospitais já vistas no País, que dará origem ao maior grupo hospitalar de Goiás e um dos maiores do Centro-Oeste. O G500 está sendo formado pela união da Ela Maternidade, Hospital dos Acidentados, Hospital da Criança, Hospital do Coração e Hospital Santa Mônica, alcançando um valor de mercado de R$ 1,2 bil...

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Intolerância à lactose pode provocar enxaqueca? Relação entre elas existe - VivaBem

Quem tem intolerância à lactose sofre com os sintomas já bem conhecidos: dor e inchaço abdominal, enjoo, azia, gases e diarreia. Porém, algumas pessoas começaram a incluir um novo sinal na lista: a enxaqueca.

A relação entre eles tem fundamento. A intolerância à lactose ocorre quando a atividade da enzima lactase, presente nas células da mucosa do intestino delgado, é reduzida, causando a diminuição na absorção da lactose, que é o açúcar presente no leite. "Como ocorre uma menor produção da enzima lactase, a lactose será 'fermentada' pelas bactérias do intestino, produzindo gases que serão responsáveis pelos sintomas que irão surgir", afirma a gastroenterologista Débora Dourado Poli, médica-assistente dos hospitais Sírio-Libanês e São Luiz.

Ela explica que um dos gases que pode ser produzido por essa fermentação da lactose mal digerida é o metano: "E quando ele cai na corrente sanguínea, pode provocar dores musculares, irritabilidade e dor de cabeça".

Paula Poletti, gastroenterologista e endoscopista do HCor, diz que sintomas como cefaleia, tonturas, comprometimentos da memória e letargia podem ocorrer em cerca de 20% dos acometidos pela síndrome. "No entanto, não está claro se esses sintomas atípicos se devem à ingestão de lactose ou estão relacionados à presença da chamada 'doença funcional', frequentemente acompanhada por múltiplos sintomas".

Poletti admite, por outro lado, que é conhecida a associação de alguns alimentos como possíveis gatilhos para crises de cefaleia e enxaqueca e, dentre eles, o leite e laticínios são estudados. Porém, há poucos dados direcionados especificamente à lactose.

Intolerância à lactose - iStock - iStock

Cerca de 70% da população adulta mundial apresenta algum grau na deficiência da lactase

Imagem: iStock

Relação não é motivo para quem não é intolerante evitar lactose

"Diversos estudos foram feitos tentando estabelecer uma relação de causa-efeito entre cefaleia e intolerância à lactose, com resultados divergentes. A conclusão, até o momento, é a de que pacientes com intolerância severa podem ter como sintomas dores de cabeça. O que está longe de gerar uma recomendação do tipo: se você tem dores de cabeça deve parar de consumir lactose", afirma a neurologista Renata Londero, supervisora do Programa de Residência Médica em Neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Ela conta ter visto pacientes que tiraram a lactose da dieta e relataram melhora, mas com recorrência das dores dois a três meses depois, o que para ela seria um provável efeito placebo. A médica também diz ter notado pessoas que retiraram e nada notaram, e poucos que não mais a consumiram e tiveram verdadeira melhora —provavelmente aqueles que tinham intolerância mais grave.

Londero cita a frase de um colega da Sociedade Brasileira de Cefaleia, o médico João José: "As pessoas precisam parar de achar explicações para terem dores de cabeça". Ela contextualiza: "Às vezes atendemos pessoas que por anos têm dores de cabeça frequentes, usam quantidades inacreditáveis de analgésicos, pensando que têm sinusite, dor por causa da menstruação, por causa do anticoncepcional, por comerem isso ou aquilo, ou porque são estressadas. Devido a essas crenças, deixam de buscar auxílio e fazer profilaxia".

Já Poli acredita que, com maior acesso à informação, as pessoas têm buscado mais atendimento, mais pelas queixas comuns à intolerância à lactose: "Em geral, a consulta conosco, gastroenterologistas, ocorre por causa dos sintomas clássicos, gases, barriga estufada e dor de cabeça. Se uma pessoa só tiver esta última, em geral, vai ao neurologista. Este, às vezes, encaminha o paciente para nós. Porém, é importante que saibam que existe essa associação quando procurarem atendimento".

Tratamento

Após o diagnóstico, o tratamento para o problema, com ou sem dor de cabeça, é o mesmo: uma dieta com restrição de lactose. Isso pode ajudar na resolução dos sintomas, assim como a utilização de enzimas sintéticas (lactase) no momento da ingestão do produto lácteo, não havendo necessidade de restrição total.

"A utilização de prebióticos e probióticos para manejo da flora intestinal, com o intuito de melhorar a tolerância à lactose, tem sido estudada. Um grande desafio para os pacientes com o problema é a tentativa de controle e/ou retirada da lactose da dieta pois, apesar de vários itens apresentarem opções sem lactose, outros tantos produtos e preparações podem contê-la na composição sem que esta faça parte dos componentes principais", adverte Poletti.

Cansado/ Com dor de cabeça - iStock - iStock

Dor de cabeça pode ter diversas outras causas, por isso é importante ter o diagnóstico correto

Imagem: iStock

Ambas as gastroenterologistas concordam: é importante fazer um diagnóstico adequado porque outras doenças podem levar à intolerância à lactose e têm tratamentos diferentes. "Além disso, a dieta com exclusão total de leite e derivados também pode trazer prejuízos à nutrição, principalmente pelo leite ser uma das principais fontes de cálcio. Então, é realmente importante que se faça o diagnóstico correto para ter a melhor condução do caso", afirma Poli.

Se você tem dores de cabeça mais de três dias por mês, e precisa se medicar, deve consultar um médico para tratá-las adequadamente. O uso indiscriminado de analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares ou associações com cafeína têm produzido um grande número de pacientes que desenvolve, para além da sua enxaqueca, a 'cefaleia secundária ao uso excessivo de analgésicos', segundo Londero.

"Se estiverem entre as medicações usadas o tramado e a codeína (estes dois nem deveriam ser usados por pessoas com enxaqueca), o isometepteno, o carisoprodol, os triptanos (medicações específicas para enxaqueca), o limite é de 10 dias de uso por mês", diz a neurologista.

Confira dicas dela para quem sofre com dor de cabeça:

  • Ingerir água na quantidade usualmente recomendada pelos nutricionistas/nutrólogos: 2 a 3 litros por dia;
  • Fazer atividade física aeróbica ("a que faz suar", segundo ela) ao menos por 40 minutos três vezes por semana. Aparentemente, quanto mais dias por semana, melhor;
  • Ter horários regulares para dormir e acordar e não pular refeições. Pessoas com enxaqueca se beneficiam com uma vida "regrada";
  • Evitar o consumo diário de doses elevadas de cafeína.

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Como aliviar uma crise de ansiedade quando você está sozinho - Revista Galileu

Como aliviar uma crise de ansiedade quando você está sozinho (Foto: Volkan Olmez/Unsplash)

Como aliviar uma crise de ansiedade quando você está sozinho (Foto: Volkan Olmez/Unsplash)

As crises de ansiedade podem ser desencadeadas por diferentes fatores, do estresse excessivo ao medo da Covid-19. Elas disparam sintomas como suor frio, palpitações, mãos trêmulas, falta de ar, tontura e tensão exacerbada. Como agir diante desses sinais quando não há ninguém por perto?

Camila Magalhães Silveira, psiquiatra e pesquisadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, destaca que, ao sentir esses sintomas pela primeira vez, o recomendado é pedir um atendimento médico urgente. “A pessoa não vai saber diferenciar uma crise de ansiedade de um ataque cardíaco ou de labirintite. Nesses casos, respire profundamente e depois procure um serviço de emergência para avaliar o quadro clínico”, diz. A telemedicina, hoje disponível inclusive no SUS, é uma opção para se consultar com profissionais e entender o que está acontecendo.

Se essas crises já ocorreram outras vezes — e o indivíduo recebeu o diagnóstico de ansiedade —, é fundamental seguir as orientações passadas pelos profissionais anteriormente e entender que os sinais desagradáveis tendem a diminuir em alguns minutos. “Mesmo sendo assustador, esse momento vai passar. Exercícios de respiração ajudam a acelerar esse processo”, afirma Camila.

O ideal é buscar orientação profissional inclusive para saber como realizar esses exercícios. “Na crise, a pessoa deve iniciar uma respiração diafragmática lenta, com várias repetições. Ela precisa sentir o ar entrando e saindo”, explica Janaína Leão, especialista em neuropsicologia pelo Centro de Estudos em Psicologia da Saúde (CEPESIC). A psicóloga ainda destaca práticas como o relaxamento muscular progressivo: o paciente contrai a testa, o nariz, o abdômen, os braços ou as pernas de cinco a sete segundos, e depois relaxa essa musculatura.

Já o uso de medicamentos sem prescrição é contraindicado. “Até o remédio fazer efeito, a crise já passou”, alerta Luiz Dieckmann, psiquiatra e diretor do Instituto Brasileiro de Farmacologia Prática (BIPP). O tratamento de distúrbios psiquiátricos — com ou sem medicamentos — geralmente promove melhorias a médio e longo prazo, reduzindo a quantidade e a intensidade de episódios desagradáveis. Mais um motivo para buscar ajuda ao sentir sintomas sugestivos pela primeira vez.

Melhor tratamento

Tudo começa investigando o histórico de ansiedade. Muitas vezes, o paciente já apresenta problemas relacionados ao sono, fobias e um desgaste físico constante, mas nunca o relacionou a um transtorno psiquiátrico. “É preciso individualizar cada caso e fazer um bom diagnóstico”, destaca Camila.

A partir daí, aconselha-se um suporte multidisciplinar, com psiquiatras, psicólogos e outros profissionais que atuem em causas ou consequências da ansiedade. É importante compreender que o tratamento pode ser longo. Abandoná-lo por conta própria pode agravar a situação.

(Fonte: Agência Einstein)

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Em São Paulo, fabricante da vacina só será informado no ato da aplicação, diz prefeito - Folha de S.Paulo

Quem for tomar a primeira dose contra a Covid-19 na cidade de São Paulo só saberá o fabricante da vacina no momento da aplicação da dose.

O anúncio foi feito pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta quarta (28). Assim, não será mais informado o tipo do imunizante para quem estiver na fila ou buscar essa informação junto aos funcionários, como vinha sendo feito.

“Quando as pessoas chegarem nos nossos quase 700 pontos [de vacinação] não haverá informação de qual vacina tem ali, com exceção da segunda dose”, disse o prefeito.

Esse foi o jeito encontrado pela Prefeitura de São Paulo para punir os "sommeliers da vacina". O prefeito explica que todas as pessoas que chegarem aos postos farão um cadastro e somente no local da vacinação será informado qual dose será aplicada. “Naquele momento, se ele se recusar já teremos o cadastro e aí ele vai para o fim da fila.”

O decreto regulamentando o novo procedimento deve ser publicado no Diário Oficial da Cidade nesta sexta (30), quando a medida começa a valer, segundo Nunes.

Nesta terça-feira (27), o prefeito sancionou lei que pune com o fim da fila os moradores que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 devido à fabricante do imunizante, conhecidos como "sommeliers de vacina".

A punição foi proposta por um grupo de vereadores e aprovada na Câmara Municipal.

A partir de agora haverá um protocolo de vacinação diferenciado para os que se recusarem a tomar a primeira dose da vacina disponível nos postos de saúde.

A medida não vale para grávidas e puérperas (mulheres que deram à luz há menos de 45 dias) e para pessoas com comorbidades.

Os "sommeliers de vacina" serão incluídos novamente no programa depois do término da imunização dos demais grupos. Eles deverão assinar um termo de recusa, que será anexado ao cadastro único do paciente na rede municipal de saúde.

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Profissional de saúde reclama de comida por delivery e PM a leva à força até delegacia - G1

Mulher reclama de comida e policial aparece para levá-la para delegacia, em Nova Iguaçu

Mulher reclama de comida e policial aparece para levá-la para delegacia, em Nova Iguaçu

Uma profissional de saúde que estava de plantão no hospital modular de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, pediu o almoço num restaurante que faz delivery e depois de reclamar da entrega foi arrastada à força até a delegacia.

Após a reclamação por não gostar do que veio no prato, um policial militar apareceu no hospital e levou a profissional, aos gritos, para dentro de uma viatura.

A mulher contou que foi levada agredida e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e precisou ir a um ortopedista.

A mulher prefere não se identificar e conta que tudo começou quando fez o pedido de almoço no restaurante Baroni Gastronomia por um aplicativo.

Ao receber o prato, ela decidiu reclamar com o restaurante: "Vocês não mandaram talher! Como vou comer? Além de mais de 30 minutos de atraso".

O restaurante se desculpa pelo atraso e diz que enviou talher sim. A profissional de saúde rebate, dizendo que não enviaram o talher e que a carne estava péssima. Logo depois, o pedido foi cancelado.

O restaurante provavelmente cancelou pra não receber baixa pontuação. Em seguida, ela conta que um motoboy foi até o hospital pra cobrar o pagamento.

“Falou que eu tinha que pagar, porque tinha agido de má fé, que eu tinha feito um pedido, recebido, comido, e cancelado o pedido. E aí eu mostrei pra ele ... falei: 'Olha, não fui eu que cancelei, e eu não vou pagar'”, disse a mulher.

Nesse momento, segundo ela, o a pessoa disse que ia chamar a polícia e disse: "Você não sabe com quem você está mexendo: eu sou militar da reserva”.

O apoio da PM para a cobrança da conta de um restaurante chegou rápido. O policial entrou no hospital à procura da profissional.

“Ele já chegou me acusando, ele não me deu o benefício da dúvida, ou seja, ele não tinha um mandado, não tinha um flagrante, não tinha prova, então ele não tinha nada. Eu não me neguei em nenhum momento a ir prestar depoimento. Eu estava no meu plantão, eu não poderia abandonar o meu setor, que isso a gente aprende no código de ética”, disse a mulher que, mesmo assim, foi levada à força para a delegacia.

O que dizem os citados

A Polícia Militar disse que os policiais estavam fazendo patrulhamento no Centro de Nova Iguaçu, quando foram abordados por um motoboy relatando que tinha feito uma entrega no hospital modular. E que, segundo o motoboy, a pessoa que recebeu a refeição cancelou o pedido e ele tinha tentado receber o valor, sem sucesso.

Ainda de acordo com a PM, os policiais foram até o hospital, pediram a documentação da pessoa que recebeu a refeição e que essa pessoa os acompanhasse até a delegacia. Diante da negativa, segundo a corporação, o policial usou os meios necessários pra conduzir a pessoa até a delegacia.

A PM informou que vai instaurar um procedimento apuratório pra averiguar as circunstâncias da ocorrência.

O motoboy do restaurante Baroni Gastronomia, Neemias Francisco dos Santos, disse que a mulher estava muito exaltada.

"Ela veio com o telefone na mão, 'não fui eu que fiz isso, não fui eu que cancelei e tal '. E me desmoralizando, me humilhando, sabe? Por eu ser motoboy. Ela me chamou de (apito) e falou para a segurança assim: 'é por isso que não pode deixar esse tipo de pessoa entrar aqui'. Sabe, eu me senti muito humilhado. Eu voltei, conversei com as meninas ali, com a minha patroa também. A minha patroa: 'não, então a gente vai chamar a polícia para a gente ir lá tentar resolver'. Aí, chamou a polícia no 190 e os policiais me acompanharam até lá para tentar resolver isso", disse Neemias.

A equipe de reportagem do RJ1 não conseguiu falar com nenhum responsável pelo restaurante.

A Polícia Civil disse que o caso foi registrado na delegacia de Nova Iguaçu e encaminhado para o juizado especial criminal.

O aplicativo ifood informou que o caso vai ser investigado e que, se for comprovado que houve um erro de procedimento por parte do restaurante, o estabelecimento será descredenciado da plataforma.

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Pipo, a startup dos planos de saúde, capta R$ 100 milhões - Exame Notícias

Bons resultados, um setor promissor e os parceiros certos: para a healthtech Pipo Saúde, que inova na gestão de planos de saúde, essa foi a receita de sucesso para finalizar sua nova rodada de captação série A, na qual levantou R$ 100 milhões (US$ 20 milhões).

Em entrevista ao EXAME IN, a cofundadora e presidente Manoela Mitchell conta que a empresa não estava em busca de um aporte quando foi apresentada pelo seu investidor-anjo David Vélez (fundador do Nubank) ao fundo americano Thrive Capital, conhecido por ter alavancado o sucesso de startups de saúde nos Estados Unidos, como os unicórnios Oscar Health e Cedar. Impressionado com o crescimento de oito vezes da Pipo em um ano, o fundo quis investir na empresa e acabou liderando a rodada — antes da Pipo, a Thrive investiu no Nubank, na Loft e na Pitzi no Brasil.

“A Pipo está usando dados para entregar valor em cada etapa da jornada do cliente, desde informar as decisões de compra do empregador e automatizar o gerenciamento de benefícios até ajudar os funcionários a navegar pelo sistema de saúde. O resultado é uma economia de 20%, fluxos de trabalho até 50 vezes mais rápidos e uma taxa de satisfação do cliente de 97%, algo sem precedentes na indústria”, afirma Kareem Zaki, sócio diretor da Thrive.

Além do fundo americano, entraram na série A os investidores-anjo Hans Tung (sócio gestor da GGV Capital), Florian Otto (presidente da Cedar, unicórnio de saúde americano) e Henrique Loyola (presidente da Avec). David Vélez e os fundos Monashees, Kaszek e OneVC, que investiram R$ 20 milhões na empresa em junho do ano passado, também participaram da rodada.

"Corretora 2.0"

Fundada em 2019 pelos economistas Manoela Mitchell e Vinicius Corrêa e pelo desenvolvedor Thiago Torres, a Pipo Saúde nasceu com a ambição de revolucionar a gestão de planos de saúde do Brasil. O negócio tem a proposta de substituir as corretoras de saúde tradicionais para as empresas de médio porte, que empregam entre 100 e 2.500 pessoas.

“A nossa missão é garantir acesso ao menor custo possível para quem está pagando a conta. Não cobramos das empresas, mas recebemos uma corretagem mensal recorrente das operadoras”, diz Mitchell. Hoje, são 100 empresas clientes, entre elas Alura, MadeiraMadeira e Buser.

A Pipo consegue reduzir os custos fixos de cada empresa cliente com o plano de saúde ao personalizar cada cobertura para as necessidades dos funcionários. Segundo Mitchell, o processo de venda é bastante consultivo para que a startup tenha o maior número possível de informações para negociar melhores preços com as operadoras. Um funcionário de São Paulo, por exemplo, que nunca usou a assistência fora do estado poderia ter o plano trocado para uma cobertura regional.

Mas a Pipo não fica restrita ao momento de contratação da apólice: a empresa oferece uma plataforma para o RH poder gerir sozinho os detalhes de cada plano e disponibiliza também um aplicativo para o beneficiário poder ter uma assistência de saúde personalizada, que o ajuda a tomar decisões de saúde.

“As pessoas anseiam por usar o plano de forma não trivial: 30% das 15.000 vidas que a Pipo tem sob gestão estão engajadas com nosso concierge de saúde. Tentamos ser essa figura neutra entre o plano e os prestadores de serviço”, diz a cofundadora.

Não é à toa que a empresa pretende usar a captação oportunística como um combustível extra para ir além na jornada do usuário final. Segundo a presidente, pelos próximos 12 a 24 meses, a empresa estará focada em transformar o aplicativo do cliente final em um local de fácil acesso a todas as suas informações de saúde. "Queremos estar presentes no plano, no exame, na saúde mental. Nao necessariamente oferecendo produtos, mas fazendo a gestão e aglutinando dados. A nossa ambição é que a Pipo seja vista como um canal de saúde", afirma Mitchell.

Na prática, isso significa que a startup deve dobrar o tamanho da equipe, hoje com 100 pessoas, até o final do ano. Os setores de tecnologia, produto e dados serão os que mais terão vagas abertas para dar conta do desenvolvimento da solução de "concierge de saúde".

Para o investidor Kareem Zaki, o maior desafio da Pipo no curto prazo será alinhar todos os atores do universo de saúde em torno de um mesmo interesse. “Estamos otimistas de que a capacidade da Pipo de reunir várias partes interessadas, unificar dados fragmentados e transformar a jornada do paciente de analógico para digital deve começar a quebrar muitas das barreiras na área de saúde.”

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Simone Biles: o desabafo da campeã olímpica ao desistir de final em Tóquio: 'Preciso cuidar da saúde mental' - MSN

"Tenho que me concentrar na minha saúde mental", disse Simone Biles, quatro vezes medalhista de ouro nas Olimpíadas, depois de deixar a final da ginástica feminina por equipes.

Simone Biles deixou a final da ginástica feminina por equipes; na quarta, ela anunciou que não disputará no individual geral © Fornecido por BBC News Simone Biles deixou a final da ginástica feminina por equipes; na quarta, ela anunciou que não disputará no individual geral

A americana saiu da arena após seu salto, mas depois voltou para apoiar suas companheiras de equipe que conquistaram a prata, atrás da equipe russa.

Biles, de 24 anos, marcou 13.766 — sua pontuação mais baixa no salto olímpico — antes de desistir do evento.

"Depois da apresentação que fiz, simplesmente não queria continuar", disse ela.

"Acho que a saúde mental é mais importante nos esportes nesse momento. Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos", afirmou a atleta.

Biles acrescentou: "Eu não confio mais tanto em mim mesma. Talvez seja o fato de estar ficando mais velha. Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás".

"Eu não queria ir lá, fazer algo estúpido e me machucar. Sinto que muitos atletas se manifestando realmente me ajudou. É tão grande, são os Jogos Olímpicos. No fim de tudo, não queremos sair carregados de lá em uma maca."

Nesta quarta-feira (28/07), Biles também desistiu de disputar a final individual geral da ginástica artística nas Olimpíadas de Tóquio 2020, que acontece na quinta-feira.

Biles se classificou para as cinco finais individuais em Tóquio.

Apesar de desistir do individual geral, ela ainda tem outras finais para disputar nos próximos dias: do salto e barras irregulares no domingo (01/08), solo na segunda-feira (02/08) e trave na terça (03/08).

A equipe de ginástica dos EUA declarou em nota: "Simone continuará a ser avaliada diariamente para determinar se participará ou não nas finais de eventos individuais da próxima semana."

"Apoiamos de todo o coração a decisão de Simone e aplaudimos sua bravura em priorizar seu bem-estar. Sua coragem mostra, mais uma vez, por que ela é um ícone para tantas pessoas."

Simone Biles deixou o ginásio, mas voltou depois vestindo um agasalho para torcer por suas companheiras de equipe © Fornecido por BBC News Simone Biles deixou o ginásio, mas voltou depois vestindo um agasalho para torcer por suas companheiras de equipe

Em maio, a tenista japonesa Naomi Osaka se retirou do Aberto da França dizendo querer proteger sua saúde mental, uma atitude apoiada publicamente por vários esportistas, incluindo a heptatleta Katarina Johnson-Thompson e o jogador de basquete Stephen Curry.

Biles é a ginasta norte-americana de maior sucesso de todos os tempos e, além de quatro ouros, ganhou um bronze na Rio 2016.

Ganhadora de 30 medalhas em Olimpíadas e Mundiais, Biles está a quatro pódios de se tornar a ginasta mais premiada — entre homens e mulheres — da história.

Os Estados Unidos eram os favoritos ao ouro da ginástica por equipes em Tóquio, após conquistar cinco títulos mundiais consecutivos — em 2011, 2014, 2015, 2018 e 2019 — além de medalhas de ouro olímpicas consecutivas em Londres e no Rio.

Jordan Chiles entrou no lugar de Biles, e os Estados Unidos foram derrotados pelas russas, com a Grã-Bretanha levando o bronze.

https://www.instagram.com/p/CRxsq_kBZrP/

Quem é Simone Biles?

Biles nasceu em 1997 no Estado americano de Ohio e foi adotada quando tinha 5 anos pelos avós.

Ela cresceu no Texas e fez ginástica pela primeira vez durante uma viagem, quando tinha seis 6 anos — o clube preparou uma carta para ela levar para casa, pedindo que ela se juntasse à equipe.

Foi educada em casa para poder treinar e, aos 19 anos, tinha o maior número de medalhas de ouro em campeonatos mundiais do que qualquer ginasta do planeta.

O técnico de Biles diz que a ginasta pode aprender uma nova habilidade em três dias, enquanto outras podem levar meses ou até anos para dominar um novo movimento.

Sua corrida poderosa permite que ela inclua mais elementos em sua apresentação do que outros, que precisam correr mais antes de começarem as acrobacias.

Biles viu a parada forçada por conta da pandemia como uma oportunidade para ficar mais com família e amigos © Fornecido por BBC News Biles viu a parada forçada por conta da pandemia como uma oportunidade para ficar mais com família e amigos

Biles, cujo aparelho favorito é o solo, até inventou seu próprio movimento — uma cambalhota dupla para trás, seguida por um meio giro e uma aterrissagem cega.

No pico do movimento, conhecido como The Biles, ela salta quase o dobro de sua altura, que é de 1,42 metro.

O sucesso de Biles a tornou uma das atletas mais conhecidas do esporte. No início deste ano, ela brincou que colocaria uma cabra em seu collant — "goat" em inglês, uma referência à sigla para Greatest Of All Time (Melhor de Todos os Tempos, em português) — em resposta aos críticos que a acusavam de excesso de confiança.

Desde então, ela recebeu seu próprio emoji oficial do Twitter — uma cabra, é claro. Ela é a primeira atleta feminina a ter essa honra.

O emoji aparecerá em postagens usando as hashtags #SimoneBiles ou #Simone ao longo dos Jogos Olímpicos.

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