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Wednesday, May 25, 2022

Grávida de 13 anos tem atendimento negado em hospital, convulsiona e realiza parto de risco em SP - Globo.com

Adolescente ficou cinco dias inconsciente internada na UTI — Foto: Arquivo Pessoal

Adolescente ficou cinco dias inconsciente internada na UTI — Foto: Arquivo Pessoal

Uma adolescente de 13 anos, grávida de 37 semanas e prestes a dar à luz, teve atendimento negado no Hospital Dr. Adhemar de Barros, em Apiaí, no interior de São Paulo, de acordo com denúncia da família.

A mãe da jovem disse que a filha estava se sentindo mal e foi "humilhada" durante o processo de triagem na unidade de saúde. Ainda segundo ela, a adolescente foi informada de que deveria procurar diagnóstico em outro local.

Ao g1, o irmão da jovem explicou:

"Ela chegou ao hospital quase desmaiando, e a enfermeira não teve a coragem de medir a pressão arterial. Falou para minha mãe que lá não fazia teste de gravidez, que na farmácia tinha teste por R$ 5. Minha mãe pediu ajuda e se propôs até a pagar a consulta se fosse possível, mas a enfermeira começou a fazer perguntas e deixou minha irmã constrangida e envergonhada”.

A família não sabia da gravidez, já que a jovem fez segredo porque estaria com medo de contar aos parentes. Ela conseguiu esconder a gestação durante os nove meses, até começar a passar mal e precisar de atendimento médico.

O caso foi registrado na Polícia Civil. Segundo relato da família no boletim de ocorrência, em 9 de maio a adolescente foi levada pela mãe ao hospital da cidade após acordar vomitando. As duas deixaram o hospital e foram até um laboratório particular para realizar o exame de sangue e comprovar a gravidez. Após a coleta, mãe e filha voltaram para casa e aguardaram o resultado.

No entanto, 1h30 depois, a adolescente voltou a passar mal e precisou voltar ao hospital. Como estava tendo convulsões, a adolescente precisou ser levada à sala de emergência. Segundo a família, foi necessário fazer uma cesariana de emergência e ficou cinco dias na UTI (leia mais abaixo).

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Apiaí, que administra o Hospital Dr. Adhemar de Barros, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem.

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A versão da família

No processo de triagem no hospital, a mãe disse à enfermeira que suspeitava que a filha estivesse grávida. Foi nesse momento que a funcionária teria afirmado que a unidade "não é um posto de saúde, não é lugar para fazer pré-natal".

Ainda segundo a mãe, a enfermeira se recusou a encaminhar a adolescente para o atendimento médico e começou a perguntar para a menor de idade: “Você fez sexo? Transou com alguém?”. Depois, pediu à adolescente que fizesse um teste de gravidez e que não voltasse ao hospital, mesmo em caso de resultado positivo.

“Eu implorando, pedindo para ela [a enfermeira] deixar minha filha passar no médico. Ela não ouviu o clamor de uma mãe. Se a gente vai ao hospital, vai para buscar ajuda, a gente não vai por brincadeira”, disse a mãe.

Parto de emergência

Após convulsão, jovem teve que passar por um parto de emergência — Foto: Arquivo Pessoal

Após convulsão, jovem teve que passar por um parto de emergência — Foto: Arquivo Pessoal

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, elas deixaram o hospital e foram até um laboratório particular para realizar o exame de sangue e comprovar a gravidez. Após a coleta, mãe e filha voltaram para casa e aguardaram o resultado.

No entanto, 1h30 depois a adolescente voltou a passar mal e voltaram ao hospital onde ela foi levada para a sala de emergência, pois tinha convulsões.

Segundo a família, com o agravamento do estado de saúde da adolescente, foi necessário fazer uma cesariana de emergência.

Após o parto, a jovem precisou ser entubada e transferida para a Santa Casa de Misericórdia de Itapeva, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por cinco dias. Segundo o irmão da jovem, ela chegou a ficar inconsciente.

Alta médica

A adolescente e o bebê recém-nascido receberam alta médica e passam bem. O registro na delegacia foi feito após a paciente deixar a unidade de saúde. O irmão da adolescente contou que a família está revoltada, pois, mesmo após a elaboração do boletim policial, a funcionária da unidade de saúde continua trabalhando.

“Foi feito o boletim, mas não sabemos se vai dar em alguma coisa. Estamos tentando, pois não queremos que isso aconteça com mais ninguém, pois uma vida não é brincadeira”, disse ao g1.

A mãe diz que ficou aliviada com o desfecho. “Fiquei muito indignada com tudo o que aconteceu. Por causa de uma negligência minha filha foi entubada. Graças a Deus tudo saiu bem, mas e se eu tivesse perdido minha filha?”

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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Quais alimentos causam mais gases? Nutricionista informa 6 deles - Tudo Bahia

Não há como fugir: o corpo humano produz gases. Ainda que essa seja uma resposta fisiológica natural, é inegável que algumas pessoas parecem ter uma capacidade maior de produzir gases do que outras.

O acúmulo de gases pode provocar situações desconfortáveis, como inchaço abdominal e cólica, além de ser constrangedor, em alguns casos.

O Tudo Bahia conversou sobre esse assunto com a nutricionista Hortência Kettelen Souza Luz, que é formada pela Universidade Federal de Goiás e, atualmente, faz residência em Terapia Intensiva.

Ela nos explicou que os alimentos conhecidos por produzirem gases são aqueles que têm uma grande quantidade de fibras e carboidratos. Ao chegarem no intestino, eles passam por um processo de fermentação, para que todos os seus componentes sejam digeridos adequadamente.

Essa fermentação é a responsável por provocar gases, inchaço abdominal, cólicas e, claro, as flatulências. O nível de produção de gases varia de organismo para organismo, por isso nem todo mundo sofre com essa questão.

De acordo com a nutricionista, os alimentos que mais causam gases são:

  1. Feijão;
  2. Brócolis;
  3. Frutas;
  4. Leites e derivados;
  5. Refrigerantes;
  6. Aveia.

Se você tem problemas com a produção excessiva de gases, o ideal é marcar uma consulta com uma nutricionista. Essa profissional poderá avaliar sua dieta e prescrever as mudanças necessárias para que você apresente menos sintomas.

Além disso, no caso do preparo do feijão, por exemplo, deixar os grãos de molho na água fria, de um dia para o outro, antes do cozimento, é uma medida que costuma ajudar quem sofre com o excesso de gases.

Ao ficar de molho, o feijão e outras leguminosas ficam com uma quantidade menor de oligossacarídeos, que é um tipo de carboidrato que potencializa a produção de gases no intestino.

Além disso, a técnica funciona para outras leguminosas, como grão-de-bico, lentilha e soja.

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Tuesday, May 24, 2022

Doutor Peludo: médico divulga sexo com pacientes dentro de consultório - Metrópoles

O Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) investiga um médico que atua no Distrito Federal por supostamente fazer sexo com pacientes e até colegas de profissão nas dependências de uma clínica em que atendia. As cenas explícitas são corriqueiramente publicadas pelo profissional de saúde em uma conta que mantém no Twitter.

Identificado como Lino Neves – autodenominado “PeludoAN” (abreviação para Asa Norte, bairro de classe média alta de Brasília) –, o infectologista gosta de explorar o próprio fetiche: após registrar as relações sexuais, seja por foto ou vídeo, ele compartilha o conteúdo pornográfico no perfil, com direito a legendas provocativas. “Consultório me dá um tesão da p*”, diz o médico na autodescrição na rede social.

Durante as filmagens, Neves faz uso, na maior parte das vezes, de objetos bastante conhecidos da profissão: jaleco e o estetoscópio. Todo o aparato é utilizado para garantir que as cenas foram feitas no local de trabalho, no decorrer do plantão.

Veja os vídeos:

Nos vídeos, bastante explícitos, Neves foca em cenas de sexo oral, com direito a “happy end”. O perfil dos pacientes é variado: loiros, morenos, cabeludos ou carecas. O fetiche por homens casados é escancarado quando o personagem das filmagens é um paciente que usa uma aliança dourada na mão esquerda. “C* de casado é bom demais pra cair de cara”, escreveu o infectologista numa das legendas.

“Consultório, já viu: tesão na certa, com o tanto de macho gostoso que passa comigo”, diz ele em outra publicação. Entre os posts, há também registros de sexo grupal com outros homens. Estes, porém, feitos em ambiente doméstico.

Nos vídeos, expostos em perfil aberto, o especialista em infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) engole o sêmen de um suposto enfermeiro. “Se tem mamada, tem leitada. Tá aí o final da mamada com o enfermeiro no meio do plantão. Não resistiu ao meu oral, e ainda ganhei p* pra trabalhar até o final e feliz”, registrou em outra legenda.

Por uma questão de respeito ao leitor, a edição embaçou a imagem dos vídeos divulgados na conta secreta. A mais recente publicação é do dia 22 de maio (domingo).

Veja fotos do médico:

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Consulta

A reportagem do Metrópoles tentou, por dois dias seguidos, marcar uma consulta com o infectologista no Núcleo Cardiológico de Brasília (NCB), clínica particular no Sudoeste, bairro nobre da capital federal. Apesar de Lino dizer que as filmagens foram feitas durante o expediente, não há evidência de que as gravações tenham ocorrido no local.

Nesta terça-feira (24/5), o administrador da unidade de saúde informou que o especialista havia sido desligado do corpo médico da instituição particular. “O Dr. Lino não trabalha mais na clínica, e sobre essa denúncia no CRM, não tenho conhecimento nem fui notificado”, afirmou Josué Cardoso.

Um recado foi deixado na unidade de saúde para que o infectologista retornasse as ligações da reportagem, mas sem sucesso. Houve tentativa de contato também por meio das redes sociais, igualmente sem retorno. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

Acionado, o Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) adiantou que um procedimento vai apurar a conduta ética do profissional de saúde. A investigação, porém, ocorrerá em caráter sigiloso. “O CRM-DF investigará a denúncia através de uma sindicância. O procedimento correrá em sigilo para verificar se há indícios de infração ética”, afirmou.

Conscientização

Ativista no combate à disseminação do HIV/Aids, Christiano Ramos, que preside a organização não governamental Amigos da Vida, criticou a postura do profissional de medicina. Segundo ele, a prática, por mais que seja consentida, reforça a combatida irresponsabilidade sobre o sexo sem proteção.

“Mesmo que seja com consentimento, acho um verdadeiro absurdo essa prática. Primeiro, por estar em ambiente médico, onde a intenção é tratar as patologias. Segundo, porque outros pacientes estarão naquele ambiente logo em seguida. E, por fim, o paciente e quem consome aquele material na internet naturaliza ainda mais o sexo não seguro, o que atrapalha todo o trabalho que fazemos sobre conscientização do ato sexual com proteção”, disse.

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Varíola do macaco se aproxima do Brasil; Sesab dá orientações para evitar contágio - Jornal Correio

O Ministério da Saúde da Argentina investiga o primeiro caso suspeito de varíola do macaco (monkeypox) registrado no país. O comunicado foi feito no último fim de semana. Por meio de nota, a autoridade governamental disse que um morador da província de Buenos Aires entrou em contato com o serviço de saúde com sintomas "compatíveis com o da varíola do macaco". O paciente apresentou pequenas feridas em distintas partes do corpo e febre. A pessoa infectada acabou de retornar de viagem à Espanha, onde ocorreu um pequeno surto da doença.

Por conta da proximidade entre Argentina e Brasil, países da América do Sul que fazem fronteira, especialistas brasileiros estão atentos para uma possível chegada do vírus ao território nacional, embora nenhuma medida efetiva de contenção tenha sido tomada. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) constituiu uma Câmara Técnica Temporária, nomeada de CâmaraPox MCTI, para monitorar  os registros e o avanço do vírus  pelo mundo. Já o Ministério da Saúde (MS) acompanha o caso suspeito de um brasileiro que está na Alemanha.

Na Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) garantiu que não há casos suspeitos. Questionada sobre o monitoramento ou adoção de algum protocolo especial de monitoramento e prevenção, o órgão não respondeu. Mas deu orientações de como os baianos residentes ou viajantes para países com registros podem escapar do contágio: 

"Devem evitar o contato com animais doentes (vivos ou mortos) que possam abrigar o vírus da varíola do macaco (roedores, marsupiais e primatas); abster-se de comer ou manusear caça selvagem; higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel; evitar a exposição ao vírus e evitar contato com pessoas infectadas; além de não usar objetos de pessoas contaminadas e com lesões na pele", respondeu a Sesab, em nota.

A infectologista baiana Clarissa Cerqueira acredita que o registro de um caso na Argentina deve alertar as autoridades sanitárias brasileiras  e torna ainda mais provável a chegada da varíola de macacos ao país. 

"Com certeza já é uma situação de alerta. Na Europa já era, porque é um vírus mais contido na África. Agora, chegando na América do Sul, com um mundo globalizado, contatos frequentes e todo mundo viajando, a chance de chegar aqui é grande", diz.

A médica ainda ressalta que o ideal seria ter protocolos para conter o vírus, mas, como os casos ainda estão no começo, é um momento de observação para as autoridades sanitárias.

Brasil em atenção 

Desde a semana passada, especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que formam a comissão do MCTI entregaram informes técnicos relativos à monkeypox, detalhando quais são os meios de contágio e o que já se sabe sobre os registros em outros países.

Já o MS solicitou maiores informações à Organização Mundial da Saúde (OMS) e também enfatizou a não letalidade da doença.

"A varíola do macaco é  doença viral endêmica no continente africano e que, até o momento, não há notificação de óbitos entre os casos detectados em países não endêmicos”, disse a pasta, por meio de nota.

Pelo mundo

O infectado por monkeypox na Argentina se encontra em um bom estado de saúde e em isolamento, recebendo tratamento para os sintomas, disseram nesta segunda-feira (23), as autoridades portenhas de vigilância sanitária.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que espera identificar mais casos da doença à medida que países onde a ela normalmente não é encontrada aumentem a vigilância. Até sábado (21), 94 casos haviam sido confirmados e 28  suspeitas foram relatadas em 15 países que não são endêmicos para o vírus. 
Na última sexta (20), a OMS convocou uma reunião de emergência para discutir o avanço do vírus na Europa. 

Os casos confirmados já chegam a 37 em Portugal, após 14 pessoas terem a doença detectada nas últimas horas. As autoridades de saúde não descartam um aumento porque aguardam resultados de outras amostras. O número de casos confirmados no país  disparou desde a  quarta-feira (18), quando a Direção Geral de Saúde (DGS) de Portugal comunicou os primeiros cinco doentes.

A Inglaterra já tem 20 casos confirmados, de acordo com a última atualização de sexta-feira (20). A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido disse que o risco para a população britânica permanece baixo, e que pessoas com contato próximo aos casos confirmados devem se isolar por 21 dias.

O que é

A varíola do macaco é causada por um  orthopoxvirus. É uma doença rara, transmissível por  contato com animais e pessoas infectadas ou  materiais contaminados. O vírus foi detectado pela primeira vez na República Democrática do Congo, em 1970, e se multiplicou  em países da África Ocidental e Central.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e erupções cutâneas que começam no rosto e se espalham pelo corpo.

De acordo com autoridades de saúde espanholas, a doença não é particularmente infecciosa entre as pessoas, e a maioria dos infectados recupera-se em algumas semanas, embora casos graves tenham sido relatados.

Dengue com catapora

A infectologista Clarissa Cerqueira explica que a varíola do macaco parece uma mistura de catapora com dengue, porque os sintomas incluem febre, dores de cabeça e no corpo e a sensação de fraqueza típicas da dengue, com as erupções na pele que lembram a catapora. A doença, ainda segundo a especialista, é da mesma família da antiga e conhecida varíola, que foi erradicada e tinha uma taxa de letalidade que a tornava perigosa no passado.

"Clinicamente, não tem muita diferença. São parecidas por serem de um vírus da mesma família. Uma das grandes diferenças é a mortalidade. A varíola erradicada é mais grave que a de macaco, que tem a maioria dos casos como assintomáticos”.

Uma das medidas preventivas para conter a varíola do macaco é a vacinação com o imunizante usando para a antiga varíola até 1973. Porém, quem já se vacinou antes, precisaria repetir a dose em um cenário ideal, segundo Clarissa Cerqueira. 

"Como a vacina é de vírus vivo atenuado, em geral uma dose é suficiente para proteger para  o resto da vida. Mas o ideal seria que todo mundo tomasse porque se passou muito tempo e, em situações de surto, pode ser que precise vacinar todo mundo. Eu diria que a gente deveria priorizar os não vacinados, mas também disponibilizar para aqueles que tomaram a vacina antes", completa.

*Com a orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo

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OMS diz que surto de varíola dos macacos pode ser contido e confirma 131 casos fora da África - Globo

Varíola dos macacos: veja 5 pontos sobre a doença

Varíola dos macacos: veja 5 pontos sobre a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira que havia 131 casos confirmados de varíola dos macacos e 106 outros casos suspeitos desde que o primeiro foi relatado em 7 de maio fora dos países onde geralmente se espalha.

Embora o surto seja incomum, ele pode ser contido e limitado, disse a OMS, que está convocando mais reuniões para apoiar os Estados-membros com mais conselhos sobre como lidar com a situação.

A varíola dos macacos é uma infecção viral geralmente leve que é endêmica em partes da África Ocidental e Central. Ela se espalha principalmente por contato próximo e, até o recente surto, raramente era vista em outras partes do mundo. A maioria dos casos recentes foi relatada na Europa.

"Encorajamos todos vocês a aumentar a vigilância da varíola dos macacos para ver onde estão os níveis de transmissão e entender para onde estão indo", disse Sylvie Briand, diretora da OMS para Preparação Global para Riscos Infecciosos.
OMS diz que não há evidências de que o vírus da varíola dos macacos tenha sofrido mutação

OMS diz que não há evidências de que o vírus da varíola dos macacos tenha sofrido mutação

Ela afirmou que não está claro se os casos são a "ponta do iceberg" ou se o pico de transmissão já passou.

Em declarações na Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, Briand reiterou a opinião da OMS de que é improvável que o vírus tenha sofrido uma mutação, mas disse que a transmissão pode estar sendo impulsionada por uma mudança no comportamento humano, principalmente quando as pessoas voltam a socializar à medida que as restrições da Covid-19 vão sendo retiradas no mundo todo.

Muitos casos, mas não todos, foram relatados em homens que fazem sexo com homens, e Briand disse que é particularmente importante tentar prevenir a transmissão sexual.

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Catarata: 'Achei que ficaria cega, mas cirurgia no SUS devolveu minha visão' - VivaBem

Mais comum na população idosa, doença é uma das principais causas de cegueira no mundo, mas pode ser revertida com cirurgia simples.

Aos 80 anos, a mineira Ana de Oliveira já tinha "aceitado" que as alterações que vinha percebendo na visão eram sinal de que o tempo estava passando. Até que um dia chegou à conclusão de que tudo tinha ficado embaçado demais.

"Eu fechava e abria os olhos para conferir, e era como se visse as figuras 'amolecendo', não reconhecia nada. Fiquei assustada", lembra.

Eram os efeitos da catarata, doença ocular que torna opaca a lente transparente que permite a entrada de raios de luz para a formação de imagem, que já estava em estágio avançado em seus olhos.

Preocupada com a tia, que não conseguia mais costurar nem cozinhar - suas atividades favoritas -, Viviane, sobrinha de dona Ana, procurou ajuda do SUS (Sistema Único de Saúde).

"Desde o primeiro processo até conseguirmos reverter o problema, ela foi piorando. Eu ia ao posto de saúde e até ligava para a prefeitura pedindo para dar prioridade aos exames dela, que já estava quase perdendo a visão", conta.

Quando dona Ana, que mora em Santa Luzia (MG), foi finalmente encaminhada para a cirurgia, uma espera de mais de um ano, ela estava quase cega.

"Embora seja reversível na maioria dos casos, se progride demais a catarata pode causar complicações que levam à cegueira", explica o oftalmologista Tiago Cesar, que realizou a operação na aposentada, que hoje tem 82 anos.

O último levantamento feito pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), em 2019, mostra que a catarata responde por 49% da cegueira no país, embora o número de cirurgias tenha dobrado entre 2009 e 2019. A pesquisa também mostra que 74,8% das pessoas cegas no Brasil poderiam ter curado ou prevenido a condição se tivessem recebido tratamento apropriado a tempo.

Entre 2019 e 2021, somando todas as regiões do Brasil, houve uma queda de 35% nos principais exames para detecção de catarata, mostram dados do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia). De acordo com Cristiano Caixeta, oftalmologista e presidente do Conselho, a queda era esperada, já que a doença, apesar de progressiva, costuma ser reversível.

"Como a maioria dos pacientes com o quadro é idoso, não valia o risco de expô-los ao risco apresentado pela pandemia. Em 2021, começamos a voltar à normalidade na taxa de exames."

"Quando o médico me disse que eu poderia ficar cega, me desesperei. Já tenho problema na coluna e no joelho, ando de bengala, então, sem visão, eu faria o quê?", diz ela.

Dona Ana conseguiu, com a cirurgia em um olho de cada vez, recuperar completamente a visão.

"Foi um alívio. Cheguei a achar que ficaria cega, mas consegui a cirurgia pelo SUS e não paguei nada. Voltei para casa e fiquei vendo as coisas, olhando para os cantinhos que estavam sujos e antes eu não enxergava. O médico só me pediu uns dias longe do fogão, e eu fiquei."

Diagnóstico e tratamento da catarata

Os sinais encontrados no exame oftalmológico de rotina são perda da percepção visual e alteração da transparência do cristalino.

De acordo com Tiago Cesar, professor de cirurgia oftalmológica na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, a cirurgia para a correção da catarata, único tratamento possível para doença, é complexa do ponto de vista técnico, mas simples para o paciente.

Com um bisturi, o cirurgião faz pequenas incisões na córnea, a primeira estrutura do globo ocular. Depois, com uma espécie de caneta bem fina, através de um equipamento ultrassônico, ele faz a remoção do cristalino, "lente natural" dos olhos e parte na qual a doença está presente. Por fim, coloca-se uma lente intraocular no mesmo local.

"A pessoa dorme e a equipe médica, formada por cirurgião, anestesista, instrumentador e enfermeiro realiza o procedimento em um tempo de 20 a 30 minutos. A recuperação é rápida e os pacientes não costumam ter queixas de dor no pós-operatório. Não tem pontos ou suturas e já no primeiro dia a pessoa sente uma melhora significativa."

"Quando a gente tira o tampão, geralmente a pessoa chora. É reabilitar um dos principais sentidos, ainda mais para um idoso que já perdeu outras funções do corpo. É comum, inclusive, antes do tratamento, que esses pacientes desenvolvam depressão associada", conta o médico.

As causas da catarata não estão bem definidas, mas estudos epidemiológicos associam à idade. Não é possível prevenir a catarata com uma única ação ou tratamento específico. Além de influência genética, há fatores ambientais que podem contribuir com o aparecimento do quadro, como exposição a luz solar excessiva sem proteção, má alimentação e tabagismo.

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Monday, May 23, 2022

Ministério de Saúde investiga segundo caso suspeito de hepatite grave de causa desconhecida em criança de Goiás - Globo

Goiás registra o segundo caso de hepatite misteriosa

Goiás registra o segundo caso de hepatite misteriosa

O Ministério da Saúde informou, nesta segunda-feira (23), que investiga mais um caso suspeito de hepatite grave de causa desconhecida em Goiás. Uma paciente de 2 anos, que é moradora de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, já estava sendo monitorada desde semana passada pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO).

A pasta não informou a idade da nova criança suspeita e nem de qual município goiano ela é. O g1 solicitou as informações à SES-GO, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que instalou a chamada "Sala de Situação" para monitorar e acompanhar os casos no Brasil (veja lista de casos ao fim da reportagem).

"A iniciativa tem como objetivo apoiar as investigações, bem como o levantamento de evidências para identificar as possíveis causas", escreveu o ministério.

Além dos técnicos da pasta da Saúde, a sala conta com a participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e outros especialistas.

Segundo o ministério, a medida deve padronizar as informações e orientar os fluxos de notificação e investigação dos casos para todos as secretarias estaduais e municipais de saúde, bem como para os Laboratórios Centrais.

Hepatite é uma doença que afeta o funcionamento do fígado — Foto: Divulgação

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Casos suspeitos em Goiás

Na quinta-feira (19), a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) informou a monitoração de um caso suspeito de hepatite grave de causa desconhecida em uma menina de 2 anos, moradora de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

Conforme apurou a TV Anhanguera, menina ficou internada no Hospital das Clínicas (HC) e passa bem.

Ela teve alguns sintomas classicos da hepatite, passou por diversos exames que praticamente já descartaram os outros tipos de hepatite, indicando a possibilidade da hepatite aguda grave.

Hepatite aguda grave

Hepatite: o que é? Veja sintomas da hepatite misteriosa — Foto: Arte/g1

Hepatite: o que é? Veja sintomas da hepatite misteriosa — Foto: Arte/g1

Pouco se sabe sobre a hepatite aguda grave, também conhecida como hepatite de causa desconhecida. No entanto, a Superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, explicou que existem três classificações para este tipo de hepatite: suspeito, provável ou descartado. Somente exames laboratoriais podem confirmar a classificação da doença.

Se o caso for considerado provável, Flúvia Amorim explicou que será preciso aguardar mais exames para saber qual agente causou a doença.

“Primeiro se descarta a causa, como viral ou bacteriana. Se todos [exames] forem negativo, vamos tentar identificar qual é o agente causador da infecção por meio de exames mais complexos”, disse Amorim.

Alguns países, entre eles o Reino Unido, por exemplo, acharam o adenovírus e o sars-cov como agentes causadores deste tipo de hepatite, conforme explicou a superintendente.

Segundo o Ministério da Saúde, até domingo foram notificados 76 casos da hepatite aguda no Brasil. Desses, 12 foram descartados e 64 permanecem em investigação.

Casos em investigação:
  • São Paulo: 24;
  • Minas Gerais: 8;
  • Rio Grande do Sul: 5;
  • Pernambuco: 5;
  • Rio de Janeiro: 4;
  • Mato Grosso do Sul: 3;
  • Santa Catarina: 3;
  • Paraná: 2;
  • Espírito Santo: 2;
  • Goiás: 2;
  • Ceará: 1;
  • Rio Grande do Norte: 1;
  • Maranhão: 1;
  • Rondônia: 1;
  • Paraíba: 1.
Casos descartados:
  • São Paulo: 3;
  • Santa Catarina: 2;
  • Rio de Janeiro: 2;
  • Mato Grosso do Sul: 2;
  • Paraná: 1;
  • Minas Gerais: 1;
  • Pernambuco: 1.

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