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Friday, July 30, 2021

Keto flu: restringir carboidratos da dieta gera mesmo sintomas de gripe? - VivaBem

Nem sempre o cansaço, a dor no corpo e a falta de concentração indicam que uma gripe pode estar a caminho. Dependendo de como anda sua alimentação, esses sintomas podem evidenciar a falta do consumo de carboidratos.

Quando isso acontece, o que o corpo sente, de verdade, é falta de energia, provocada pela restrição a esse tipo de nutriente, muito comum em dietas cetogênicas, nas quais a ingestão de carboidratos pode representar apenas 5% das calorias totais do dia —o que daria cerca de 25 g, considerando uma dieta de 2.000 calorias. O resultado é o aparecimento de sintomas bem similares aos da gripe.

"O consumo de carboidratos é fundamental para obter energia. Quando existe uma restrição muito drástica e brusca, surgem sintomas que se assemelham aos da influenza, por isso o nome 'keto flu' [algo como gripe cetogênica, em tradução livre]", explica Antônio Chacra, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês.

Segundo ele, a falta do macronutriente pode causar cansaço, dor no corpo, falta de concentração e de energia. "Isso acontece na dieta cetogênica, que faz uma restrição intensa de carboidratos e favorece a alimentação à base de proteínas e, eventualmente, gordura", diz.

Essa mudança alimentar, de acordo com Chacra, favorece a queima de gordura estocada, gerando a formação de corpos cetônicos, os principais responsáveis pelo surgimento de sintomas. "Outros sintomas comuns são mau hálito e fadiga, também observados em dietas com jejum intermitente. Eles costumam desaparecer em alguns dias ou semanas, com a adaptação do organismo", afirma.

Isso é perigoso?

A dieta cetogênica não chega a ser uma dieta perigosa, mas exige certa atenção em alguns pontos. De acordo com a nutricionista Lara Natacci, da SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição), na dieta cetogênica clássica, a gordura representa 90% do valor energético total. Nesses casos, o consumo de carboidratos é de apenas 5%. "Podem existir variações de dieta, onde o consumo de carboidrato pode chegar a 10%, 20%".

Em alguns casos, o consumo de carboidratos dentro da dieta de restrição pode variar a menos de 50 gramas por dia, acendendo o sinal de alerta para a queda da imunidade. "Quando há uma restrição muito intensa, é possível haver alteração na imunidade, por conta da perda de peso que ela acarreta. É possível dizer que o organismo fica mais fraco, mas é uma fraqueza relativa. Não existe uma comprovação definitiva de que a diminuição ou ausência de carboidratos diminui a resistência imunológica, mesmo porque ninguém consegue restringir a ingestão de carboidratos por um longo período de tempo", analisa Chacra.

Para Natacci, é preciso ficar atento a todo e qualquer sintoma que a falta de carboidratos possa evidenciar. "Ele é o nutriente mais utilizado como fonte energética, inclusive, para o funcionamento cerebral. Mudanças muito drásticas na alimentação colocam nosso organismo em risco, pois, se restringe muitos alimentos, restringe a injeção de nutrientes", aponta.

Além disso, o momento que vivemos hoje deve ser levado em consideração. "Agora não é hora para fazer nenhuma mudança drástica na alimentação ou no consumo de nutrientes, porque estamos em época de pandemia. O ideal seria ter uma alimentação equilibrada, ingerir a quantidade de frutas e legumes que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda de, no mínimo, cinco porções ao dia, consumir cereais integrais, que são ricos em fibras, e consumir fontes de proteína. Isso vai garantir a nossa imunidade", diz Marchiori.

Por que dieta costuma não durar muito?

Indicada, principalmente, para pessoas com epilepsia, a keto tem sido procurada também por quem deseja perder peso de forma rápida. O problema é que, por cortar a principal fonte de energia do nosso organismo, é uma dieta muito difícil de ser seguida. "Realmente causa uma perda de peso, mas é um tipo de padrão alimentar que não é fácil de ser mantido, pois você restringe alimentos que, normalmente, estão presentes na alimentação. E quando você volta a consumir, volta a engordar. O efeito sanfona é uma das consequências desse tipo de dieta", explica a nutricionista Vanderli Marchiori, também da SBAN.

Chacra diz que a dieta cetogênica é indicada quando o paciente tem um grande excesso de peso, mas hoje há medicamentos seguros e eficazes que podem auxiliar no emagrecimento, o que progressivamente foi diminuindo a relevância das dietas altamente restritivas na gestão do sobrepeso e obesidade. "Além disso, a dieta cetogênica é contraindicada para crianças, idosos e pacientes com histórico de doença cardiovascular", diz ele.

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Comer chocolate pode causar enxaqueca? Veja em 7 pontos o que dizem os especialistas - G1

VÍDEO: Comer chocolate pode causar enxaqueca?

VÍDEO: Comer chocolate pode causar enxaqueca?

O consumo de chocolate é popularmente associado ao aparecimento da enxaqueca. Entretanto, segundo especialistas, é preciso cautela antes de fazer essa afirmação. Isso acontece porque, apesar de a doença afetar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, ela ainda não foi totalmente compreendida pela medicina.

“Não existe um estudo que diz que quem come chocolate, leite ou queijo vai ter enxaqueca. Sabemos que alguns alimentos, sim, podem favorecer a enxaqueca, mas não existe uma regra do que pode ou não pode. Isso vai depender da percepção de dor de cada indivíduo”, explica a fisioterapeuta especializada na doença Fernanda Mywa.

Ainda não há cura para a enxaqueca, que pode se apresentar de maneira esporádica ou crônica, quando as crises duram 15 dias por mês ou mais.

Leia também:

Abaixo, especialistas ouvidos pelo G1 explicam em sete pontos porque as pessoas associam o consumo de chocolate ao aparecimento de crises de enxaqueca e como impedir que os sintomas inicias da doença evoluam para dor intensa.

  1. O que é enxaqueca?
  2. Existe relação entre o consumo de chocolate e enxaqueca?
  3. Por que as pessoas relacionam o consumo de chocolate à enxaqueca?
  4. Quais são as fases da enxaqueca?
  5. Quais são os sintomas que se apresentam no pródromo?
  6. Como identificar se o consumo de chocolate é um gatilho ou sintoma da enxaqueca?
  7. É possível impedir que evoluam para a fase de dor?
Enxaqueca afeta mais de 30 milhões de brasileiros — Foto: Divulgação

Enxaqueca afeta mais de 30 milhões de brasileiros — Foto: Divulgação

1. O que é enxaqueca?

Enxaqueca é um tipo de dor de cabeça, mas não o único. Dentro da literatura médica há mais de 200 tipos diferentes de cefaleias registradas e divididas entre primárias ou secundárias.

Cefaleias primárias são aquelas em que a dor de cabeça é a própria doença, como no caso da enxaqueca ou das dores de cabeça tensionais.

As cefaleias secundárias, por sua vez, são sintomas de outras alterações que estão acontecendo no nosso corpo, como as dores ocasionadas durante crises de sinusite ou desvio de septo, por exemplo.

Apesar de ter catalogado mais de 200 tipos de cefaleia, as mais frequentes na população mundial são a enxaqueca ou a cefaleia tensional, também chamada de dor de cabeça comum.

2. Existe relação entre o consumo de chocolate e enxaqueca?

Ainda não se sabe. Embora muitos estudos associem o consumo de chocolate com o aparecimento das dores de cabeça, cientificamente, os mecanismos fisiológicos por trás disso não estão claros.

Segundo Fernanda Mywa, fisioterapeuta especializada em enxaqueca, a relação entre chocolate e enxaqueca ainda não está clara.

"Cientificamente, a gente tem um lado muito bom do cacau, que vai estar presente no chocolate, mas por outro lado ainda não temos certeza do quanto ele pode impactar negativamente no surgimento das crises de enxaqueca. Tudo ainda é muito contraditório", afirma Mywa.

3.Por que as pessoas relacionam o consumo de chocolate à enxaqueca?

O consumo de chocolate é, muitas vezes, relacionado ao aparecimento da crise de enxaqueca de forma errônea. De acordo com o Fábio Porto, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, a enxaqueca é composta de quatro fases, sendo a primeira dela, o pródromo, uma fase que tem como sintoma o desejo por alimentos doces, como o chocolate, por exemplo.

"Algumas pessoas que comem alguns alimentos realmente relatam crises de enxaqueca após o consumo, como acontece com o vinho. O que precisamos ter cuidado é saber se a crise foi ocasionada pelo alimento ou se a pessoa já estava em crise quando comeu o alimento e não havia percebido”, explica Porto.

4. Quais são as fases da enxaqueca?

Apesar de muitas pessoas relacionarem a dor de cabeça com a dor, nem toda enxaqueca está relacionada à dor. Isso acontece porque a dor é apenas a terceira fase da enxaqueca. Veja abaixo as quatro fases da enxaqueca:

  • O pródromo, fase que pode durar entre 24 e 72 horas, é caracterizado por alterações cerebrais que antecedem a dor e nem sempre são perceptíveis.
  • Aura é caracterizada pela presença de pontos brilhantes ou pretos na visão e a sensação de formigamentos na palma das mãos ou na boca, podendo durar de 5 a 60 minutos.
  • A terceira fase da enxaqueca é a da dor, que é caracterizada por uma dor latejante e unilateral, ou seja, presente apenas de um dos lados da cabeça.
  • Após terminado o período de dor, o paciente entra na quarta fase da enxaqueca: o pósdromo, que de acordo com relato de pacientes se assemelha com a sensação de ressaca.

5. Quais são os outros sintomas que se apresentam no pródromo?

Além da vontade de comer chocolate e outros alimentos doces, as pessoas também costumam apresentar: cansaço intenso, irritabilidade, desatenção, sonolência, maior sensação de sede, aumento da frequência urinária e bocejos incontroláveis.

“Não estamos falando de um bocejo após o fim do dia, quando a pessoa já está cansada. Estamos falando de muitos bocejos ao longo do dia mesmo que você não esteja com sono”, afirma Mywa.

6. Como identificar se o consumo de chocolate é um gatilho ou sintoma da enxaqueca?

Para Fábio Porto, Hospital das Clínicas de São Paulo, o melhor modo de analisar se um alimento está favorecendo o aparecimento das crises de enxaqueca ou é um sintoma do pródromo é fazendo um diário, onde o indivíduo irá detalhar o que comeu e como estava se sentindo antes, durante e após o consumo.

"O que eu recomendo é tentar fazer uma associação entre o consumo e as crises por meio de um diário. Identificando uma possível associação, o indivíduo pode fazer um teste e retirar o alimento por algum tempo para observar se as crises melhoram ou não. Caso contrário, não acho necessário que as pessoas se privem de comer chocolate", diz Porto.

7. É possível impedir que evoluam para a fase de dor?

Sim. De acordo com Mywa, ao identificar os demais sintomas na fase inicial da enxaqueca é possível impedir que a doença evolua para a fase de dor intensa através de métodos naturais e medicamentosos.

Entre os métodos naturais estão o uso da aromaterapia, o consumo de chás, alongamentos e massagens faciais (veja o vídeo abaixo).

VÍDEO: Alongamentos podem auxiliar no alívio de dor de cabeça e enxaqueca

VÍDEO: Alongamentos podem auxiliar no alívio de dor de cabeça e enxaqueca

Veja mais vídeos:

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Thursday, July 29, 2021

Enfermeira, ela conseguiu manter treinos e dieta na pandemia e perdeu 22 kg - VivaBem

Thete Vieira, 26 anos, sofreu com o efeito sanfona por mais de seis anos. Em 2019, a enfermeira de Juiz de Fora (MG) teve depressão e chegou a quase 100 kg. Após tratar o transtorno, ela decidiu mudar hábitos e nem a pandemia, que gerou uma sobrecarga de trabalho, impediu a mineira de se manter firme no processo de perda peso. A seguir, Thete conta como conseguiu:

"Fui muito magra na minha infância, a ponto de sofrer bullying na escola por causa do baixo peso e chegar a tomar suplemento para engordar. Lá pela adolescência, meu primo começou a frequentar a academia e passou a comer mais para ganhar massa muscular. Eu o acompanhei na comilança e, quando vi, aos 15 anos já estava bem gordinha.

O bullying permaneceu, só que dessa vez as piadas e apelidos eram por eu estar acima do peso.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Tinha vergonha de usar minhas roupas. Só vestia bermudão e camisa bem larga, para garantir que nada ia ficar marcado.

Um dia, uma conhecida veio me perguntar por que eu não fazia regime, já que eu era tão bonita. O comentário (preconceituoso) me abalou e comecei a fazer uma série de dietas mirabolantes e nada saudáveis.

Em 2013, comecei a seguir uma alimentação low carb e me forcei a entrar na musculação. Em oito meses, consegui emagrecer bastante e cheguei a 59 kg (tenho 1,72 m de altura). Mas quando comecei a fazer faculdade não consegui manter a boa alimentação e voltei a engordar.

No final de 2017, fiz um intercâmbio para Portugal e fiquei seis meses viajando. Adorava conhecer as cidades e mergulhar na gastronomia local. Comi e bebi demais e a balança chegou a marcar 85 kg.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Fiquei desesperada, pois estava prestes a concluir a graduação e não entrava mais no meu vestido de formatura. Faltava seis meses para a festa e, mais uma vez, fiz uma dieta maluca e bem restritiva: emagreci 8 kg e consegui usar a roupa.

Em 2019, passei pelo período mais conturbado na minha vida. Eu me mudei para o Rio de Janeiro para fazer uma pós-graduação e entrei em depressão e comecei a ter crises de ansiedade. Passei a comer de forma compulsiva e doentia. Tinha dias que almoçava e, à tarde, já estava pedindo hambúrguer, depois tapioca. Não parava e comia até passar mal. Cheguei a 97 kg, meu peso máximo.

Comecei a me tratar e a decisão de mudar de vida veio durante uma viagem que fiz com as amigas, em novembro de 2019. Saímos para comprar roupas no shopping e nada cabia em mim. Foi quando cheguei em casa e me olhei no espelho. Não acreditei que tinha feito aquilo com o meu corpo e minha saúde! Assim, decidi que mudaria a partir daquele momento.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

A primeira coisa que fiz foi me comprometer a todos os dias praticar 15 minutos de atividade física em casa. Treinava só com o peso do corpo, fazia flexão, agachamento, polichinelo... No início, não foi fácil, pois não tinha capacidade física nenhuma e qualquer exercício era muito difícil, até subir escada. Mas me comprometi a não desistir e não 'faltei' um dia. Com o tempo, fui vendo uma perda nítida de peso, o que me incentivou.

Então, resolvi seguir uma dieta flexível. Já tinha ouvido falar sobre o plano alimentar nas redes sociais e o que me interessou foi o fato de não ser restritivo. A ideia é consumir menos calorias para emagrecer, mas levando em conta a quantidade de macronutrientes (proteína, gordura e carboidrato) e não o tipo de alimento. Portanto, você não fica preso a um cardápio fixo, é possível decidir o que quer comer dentro das calorias e macronutrientes que você precisa. Se quiser comer hambúrguer, pode comer, desde que não ultrapasse a quantidade de calorias, carboidratos, gorduras e proteínas do dia.

Perdi os primeiros 10 km me alimentando bem! Frutas, verduras, legumes... Não cortei nada! Cheguei até a consumir bebida alcoólica, às vezes, no fim de semana, e segui emagrecendo.

Como Emagreci - Thete - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Tomei coragem e resolvi fazer uma aula experimental de CrossFit e logo já me identifiquei. Achei o treino bem animado, todos os alunos estavam muito entrosados e conversando. Um estimulava o outro nos exercícios e adorei isso! No fim, a atividade física começou a me ajudar a controlar o estresse e a ansiedade. Era o meu momento de desligar a mente e me reconectar comigo!

Claro que essa jornada não foi fácil: cheguei a ter efeito platô (estagnação da perda de peso) e, no início, precisei evitar alimentos que sabia que eram gatilhos para comer compulsivamente, como chocolate e pizza. Eu me comprometia com a dieta e estabelcia que, se me mantivesse 15 dias comendo corretamente, iria encaixar duas fatias de pizza nos macronutrientes do fim de semana.

Não é fácil mudar a mente e permaneço nessa construção. Tem dias que tenho vontade de comer mais, mas sempre procuro lembrar o meu propósito de ter um estilo de vida mais saudável e responsável comigo

Sou enfermeira, por isso, a pandemia mexeu muito com a minha rotina de trabalho, principalmente os horários dos turnos. Também dificultou a prática de atividade física, já que o box que eu treinava ficou um tempo fechado. O legal foi que eles começaram a emprestar equipamentos para os alunos se exercitarem em casa e a mandar vídeos com os treinos. Isso fez com que eu não me autossabotasse e também serviu como uma válvula de escape nesse período tão difícil.

Além disso, mesmo em meio ao caos, cuidei para manter a rotina o mais equilibrada possível, sempre tentando comer nos mesmos horários. Também me planejei para fazer as marmitas e separar minhas comidinhas saudáveis para o dia.

Como Emagreci - Thete - Reprodução do Instagram - Reprodução do Instagram
Imagem: Reprodução do Instagram

De novembro de 2019 até março de 2021, emagreci 22 kg. Desde então, mantenho uma rotina saudável, sem muitas restrições alimentares e com muita atividade física. Acordo cedo para poder fazer CrossFit, cinco vezes por semana, além de pedalar de duas a três vezes na semana.

Essa mudança de estilo de vida só me trouxe coisa boa: comecei a inspirar as pessoas nas minhas redes sociais e também consegui me livrar da depressão e da ansiedade.

Gosto de reforçar que não é preciso ter dinheiro para fazer dieta. No início, eu não tinha grana para suplementos, nem nada. As pessoas precisam saber que o básico também funciona. Não é preciso comprar a farinha tal ou grão tal para emagrecer, e sim investir em uma alimentação baseada em comida de verdade, que você encontra na feira, além de reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e fast-food. A saúde e o bolso agradecem!"

Quer emagrecer? Receba um plano gratuito com treino e dieta em seu email

Você quer mudar hábitos, começar a praticar exercícios, ter uma alimentação mais saudável e emagrecer? O VivaBem preparou uma série de newsletters com um programa de treino e uma dieta para perder peso (neste link tem a caixa para você se cadastrar para recebê-las). Ao assinar a newsletter do #ProjetoVivaBem, você vai receber em seu email, ao longo de 12 semanas, um plano completo e gratuito com exercícios, cardápios e dicas para mudar o estilo de vida, que ajudarão a alcançar o objetivo de eliminar gordura corporal, ganhar músculos e, principalmente, adotar hábitos mais saudáveis. Siga nosso programa e compartilhe seu novo dia a dia mais saudável e seus resultados nas redes sociais com a #ProjetoVivabem.

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Estilo de vida pouco saudável impulsiona aumento de casos de demência - G1

A AAIC 2021 (Alzheimer´s Association International Conference), que começou na segunda-feira e se estende até amanhã, é o maior fórum de discussão para a comunidade científica que estuda os diversos tipos de demência. Há algumas boas notícias, como o fato de que o acesso à educação pode diminuir o número de casos em 6.2 milhões até 2050. Por outro lado, fatores de risco como altos índices de gordura corporal e açúcar no sangue, além do tabagismo, contribuirão com um aumento de 6.8 milhões de pacientes no mesmo período. O resultado é sombrio: dos atuais 57 milhões, a estimativa é de que haverá 152 milhões de doentes em menos de três décadas, principalmente na África e no Oriente Médio. O dado não é novo – já havia sido divulgado pela OMS em 2019 – mas continua perturbador.

Doença de Alzheimer: previsão é de que, até 2050, 152 milhões tenham a enfermidade — Foto: Gerd Altmann

Doença de Alzheimer: previsão é de que, até 2050, 152 milhões tenham a enfermidade — Foto: Gerd Altmann

Outras informações divulgadas no evento dão a dimensão do desafio que teremos pela frente: a cada ano, dez em cada 100 mil indivíduos desenvolvem demência precoce, isto é, antes dos 65 anos, o que corresponde a 350 mil casos globalmente. Nos EUA, entre 1999 e 2019, a taxa de mortalidade devida ao Alzheimer cresceu 88%: de 16 para 30 mortes para cada 100 mil habitantes. Os dados foram extraídos do Global Burden of Disease, ou Carga Global de Morbidade, que conta com cerca de 1.800 pesquisadores de 127 países: trata-se de um estudo que combina 107 doenças e dez fatores de risco para medir as tendências de mortalidade e incapacitação no mundo todo. Há uma forte evidência de que condições que danificam o coração, as artérias e a circulação do sangue aumentam as chances de desenvolver demência: diabetes tipo 2, hipertensão arterial, altos níveis de colesterol e obesidade. A longevidade tem um papel decisivo no incremento dos números, mas um estilo de vida pouco saudável concorre para agravar o quadro, impactando famílias, sistemas de saúde e governos.

Na segunda, assisti a diversas sessões científicas sobre a importância da atividade física na prevenção enfermidade. Um estudo da University of Illinois Chicago mostrou como um programa de dança para idosos melhorou não apenas a coordenação e o equilíbrio dos participantes, mas também sua memória; outro, da University of Wisconsin, indicou a relação entre capacidade cardiorrespiratória e uma maior resiliência frente a doenças cerebrovasculares; na mesma trilha, a Johns Hopkins University apresentou trabalho sobre a mitigação da atrofia cerebral e do declínio cognitivo em estados pré-clínicos de Alzheimer através da atividade aeróbica. A professora Teresa Liu-Ambrose, da University of British Columbia (Canadá), divulgou que os resultados de exercícios físicos e mentais realizados com pacientes que tinham tido derrame – condição que dobra a chance de demência – haviam apontado melhora nos testes cognitivos. Vale lembrar que o aducanumab, medicamento liberado recentemente pelo FDA (o equivale americano da Anvisa) para frear o Alzheimer, ainda não conquistou unanimidade entre os especialistas, devido a seus efeitos colaterais e o custo: o tratamento sai por US$ 56 mil por ano. Não resta qualquer dúvida sobre a necessidade de um esforço planetário contra o sedentarismo.

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No estilo Roger Abdelmassih, médico é investigado por estuprar 20 pacientes - Campo Grande News

Segundo delegado, criminoso escolhia mulheres jovens, bonitas e agia durante consultas

Crimes aconteceram em Costa Rica, onde psiquiatra trabalhava na rede púlica. (Foto: Fotos: Edemir Rodrigues)
Crimes aconteceram em Costa Rica, onde psiquiatra trabalhava na rede púlica. (Foto: Fotos: Edemir Rodrigues)

Há cerca de 40 dias a Polícia Civil de Costa Rica investiga um psiquiatra que trabalhava na rede pública da cidade, suspeito de estuprar e importunar sexualmente de, aproximadamente, 20 pacientes. Segundo apurado até agora, o homem sempre escolhia vítimas com o mesmo perfil: mulheres jovens, bonitas e psicologicamente frágeis, algumas delas, em tratamento para se livrar de traumas provocados por estupros anteriores.

De acordo com o delegado Caique Ducatti, responsável pelo caso, os crimes eram cometidos no “estilo Roger Abdelmassih”, ex-médico condenado por estuprar dezenas de pacientes sob efeito de sedativos. Durante as consultas, o criminoso se aproveitava do estado indefeso das mulheres para conduzi-las a situação de abuso sexual. “As duas principais linhas de investigação são de crimes de estupro e violação sexual mediante fraude, já que ele se aproveitava da condição que tinha sobre elas”, explica.

Entre as pacientes, pessoas que procuravam o criminoso para tratar traumas de infâncias, distúrbios mentais e até doenças psiquiátricas provocadas por estupros. “Elas o procuravam para ter ajuda e acabavam sendo abusadas”, conta o delegado.

 A Polícia Civil identificou que, inclusive, adolescentes a partir de 14 anos foram alvos do médico. Até agora, pelo menos 10 mulheres já prestaram depoimento e outras ainda serão ouvidas. “Já ouvimos muitas dessas mulheres. Infelizmente, algumas não querem se expor e preferiram não falar”, completa.

Assim que o caso veio à tona, a Prefeitura de Costa de Rica demitiu o psiquiatra, que foi embora da cidade. “O município tomou essa cautela e suspendeu o contrato. Também tivemos a informação de que ele se mudou”, finaliza.

O caso segue sob investigação e o inquérito deve ser encerrado nas próximas semanas. Para proteger as vítimas, a polícia não divulgará detalhes dos crimes até o fechamento das apurações.

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Autismo: Juíza bloqueia R$ 100 mil de plano de saúde para terapia de menino - UOL Notícias

Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o arresto de R$ 100 mil das contas bancárias da operadora de plano de saúde Amil para cumprimento de liminar que obrigava a empresa a custear o tratamento para um paciente com espectro autista.

A luta na Justiça da família de Enzo —que teve início em 2020 quando a criança tinha 4 anos— foi motivada pela recusa da empresa em oferecer ao menino Terapia de Análise do Comportamento Aplicada, a chamada ABA. O custo mensal do tratamento pode superar R$ 30 mil.

O pedido —amparado por laudos médicos— foi rejeitado pela empresa sob a justificativa de o tratamento não constar na lista da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A família recorreu à Justiça, que determinou que o plano de saúde custeasse o valor mensal do tratamento. No entanto, segundo a família, a Amil ignorou a ordem judicial por meses e não apresentou nos autos do processo profissionais certificados para tratamento da terapia ABA.

Com o agravamento do estado de saúde da criança, a juíza Flavia Gonçalves Moraes Alves, da 14ª Vara Cível do Rio, determinou em fevereiro a retirada de R$ 100 mil das contas bancárias da operadora de plano de saúde para o pagamento do tratamento em clínicas habilitadas e certificadas.

A terapia teve início em fevereiro em uma clínica da capital fluminense que, segundo a família, recebeu os valores no mês passado.

A Amil recorre do valor de multas aplicadas em razão do não cumprimento da primeira decisão, que prevê o custeio mensal do tratamento. Já a família aguarda o julgamento de ação por danos morais sofridos pela criança, que podem chegar a R$ 40 mil.

O advogado Júlio César Ferreira diz que, apesar de intimada nove vezes para cumprir a ordem judicial, a Amil alegou que os profissionais de sua rede, por possuírem graduação em ensino superior, estavam legitimados para oferecer o tratamento.

O defensor pondera contudo que, além de serem graduados, os profissionais precisam ser especializados para aplicação da terapia. "Foi justamente por essa falta de certificações que a Justiça acatou o meu pedido de arresto [espécie de penhora] para custeio do tratamento do menor em clínica especializada."

Procurada, a Amil disse, por meio de nota, que "oferece cobertura para tratamentos relacionados ao transtorno do espectro autista, como sessões de terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e método ABA quando solicitado e justificado no relatório médico e de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)".

Espera dolorosa e preconceito, relata mãe

O advogado destaca que, da primeira decisão à determinação de cumprimento por meio do arresto, a criança padeceu por mais de um ano sem o tratamento, tendo desenvolvido comportamento auto lesivo.

A mãe de Enzo, a assistente social Silvia da Silva, relatou sofrimento em ver o agravamento do estado de saúde da criança. A família precisou fazer adaptações quando, em razão de desordens sensoriais, ele passou a se auto lesionar. "Precisamos remover uma janela de blindex para que ele pudesse correr sem risco."

Ela também pontuou a falta de rede de apoio em um período de pandemia do novo coronavírus. Sem orientação para ajudar o filho em uma crise sensorial, Silvia se matriculou em uma especialização.

"É comum o irmão de 12 anos receber convites para festas que não se estendem ao Enzo, e esse desprezo social é triste e desanimador", afirmou.

ABA, terapia eficiente e cara

A ABA é uma terapia de reabilitação multidisciplinar comprovada cientificamente, cujo objetivo é integrar a criança à família, escola e atividades de lazer.

Com apoio de fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, a terapia é aplicada por um especialista em análise de comportamento.

A terapia conta com um psicomotricista, que faz a interface da evolução do paciente entre os profissionais da equipe, garantindo o melhor desenvolvimento possível.

No caso de Enzo, o tratamento foi recomendado pois ele não respondia a nenhuma outra terapia às quais fora submetido.

Além do custo elevado, a família esbarrou em outra dificuldade: a falta de profissionais especializados na terapia ABA para ministrar o tratamento. A certificação mais conhecida é a BCBA (Board Certified Behavior Analyst). Menos de 15 profissionais no país possuem a certificação, já que não é obrigatória.

Direito ao tratamento

O sistema único de saúde atende pacientes com TEA (Transtorno do Espectro Autista) através de CAPSIs (Centros de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil) e da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial). Apesar do alcance do SUS, o tratamento pode não chegar a todos os pacientes.

No Rio, a espera por uma vaga em um centro de tratamento pode levar meses. A situação se repete em outros estados, já que esses centros também tratam crianças com outros transtornos mentais.

No Senado, o projeto de lei complementar PLS 169/2018 que altera a Lei nº 12.764, de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista aguarda votação.

Se aprovada, a lei poderá obrigar o SUS a oferecer centros de assistência integral exclusivo a pessoas com transtorno do espectro autista.

Apesar do sistema público de saúde não oferecer o tratamento ABA em sua rede, a Justiça tem dado decisões favoráveis para custeio de tratamento. Solicitações podem ser feitas por meio de Defensoria Pública, núcleos de práticas jurídicas e universidades públicas e privadas.

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O Assunto #505: Simone Biles - saúde mental primeiro - G1

Você pode ouvir O Assunto no G1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou no sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.

Simone Biles, a maior ginasta de todos os tempos chegou a Tóquio sob pressão para ampliar seus feitos. Ao decidir ficar fora de pelo menos duas competições para cuidar de si e recuperar a autoconfiança, ela abriu uma discussão planetária que não se restringe ao esporte. Neste episódio, Renata Lo Prete recebe dois convidados: Marcos Uchoa e Vera Iaconelli. Repórter da Globo que cobre Olimpíadas há mais de três décadas, ele começa por explicar o fenômeno Biles: "o que ela faz, ninguém mais é capaz de fazer". Ele descreve o estresse a que são submetidos desde muito cedo os atletas de alta performance, especialmente na ginástica. “Há uma deformação da infância e da adolescência", diz. Vera, doutora em psicologia pela USP e diretora do Instituto Gerar de Psicanálise, analisa o caso Biles sob o aspecto da “relação com os nossos desejos". Ela questiona a caracterização do gesto da campeã como “um problema”, e pondera: “Saúde mental é poder dizer não a certas coisas que não são aceitáveis. E não tentar loucamente se adaptar a elas".

O que você precisa saber:

O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos, Ana Flávia Paula e Victor Paz. Apresentação: Renata Lo Prete.

 — Foto: Comunicação/Globo

— Foto: Comunicação/Globo

O que são podcasts?

Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.

Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia...

Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

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