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Friday, May 28, 2021

Mortalidade materna: por que não estamos falando sobre isso? - Papo de Mãe

A cada cinco horas uma mulher morre devido a complicações gestacionais. Nesta sexta-feira (28), é lembrado o dia Nacional da Luta pela Redução da Mortalidade Materna

Desde o momento em que a mulher descobre que está grávida, a preocupação começa a ser parcelada entre mãe e bebê. Afinal de contas, existe uma nova vida a ser cuidada. No entanto, as preocupações em torno da criança podem ofuscar a verdadeira protagonista desse momento: a gestante.

Segundo dados levantados pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a cada cinco horas uma mulher morre por conta de complicações relacionadas à gestação, sendo durante a gravidez ou no puerpério, período de 42 dias após o parto. Os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, de 2015 a 2019, mostram que a mortalidade materna registrou cerca de 1650 perdas de mulheres. As causas mais recorrentes apontadas na pesquisa foram, respectivamente; eclampsia (14%), hipertensão gestacional com proteinúria significativa (10,6%), hemorragia pós parto (10%) e infecção puerperal (5,8%).

Apesar de a data não ser muito divulgada – quem é da área da saúde certamente deve conhecer – hoje, 28 de maio, é um dia em que esta questão é levantada, é o Dia Nacional da Luta pela Redução da Mortalidade Materna.

Atualmente, o Brasil registra o dobro do número aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para se ter uma ideia, o país tem uma média de 59,1 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos, segundo o médico ginecologista Luiz Fernando Petrucce. Ele explica que existem várias causas para a mortalidade materna, e destaca hipertensão, infecções e hemorragias, como as principais delas. No entanto, Petruce ressalta: "A ordem dessas doenças é variável, de acordo com o local mundo". Segundo ele, em países mais vulneráveis, predomina a hemorragia. Já em locais mais desenvolvidos, a pressão alta ganha das demais.

Uma pesquisa do DataFolha de 2019 mostrou que 13% das brasileiras não realizam consultas ginecológicas. Já as que buscam, a idade da primeira consulta era em média de 20 anos, geralmente por suspeita ou quadro de gravidez. Entretanto, 12,8% das mortes maternas registradas pelo Ministério da Saúde são de meninas e mulheres de 10 a 19 anos, ou seja, que não procuraram ou não puderam, ter um tratamento adequado. E segundo o ginecologista Luiz Fernando Petrucce, do Hospital Anchieta de Brasília, o óbito de mulheres grávidas e puérperas pode ser facilmente evitado com "uma atenção de saúde precoce ou acesso aos serviços de saúde". "Em geral, essas doenças podem levar à mortalidade, mas 90% dos óbitos seriam evitáveis com um sistema de saúde bem estruturado", argumenta.

Na opinião do obstetra Dr. Marcos Nakamura Pereira, presidente da Comissão Nacional Especializada em Mortalidade Materna da Febrasgo, o planejamento da gestação e o pré-natal têm papel primordial para a prevenção da mortalidade materna. Fornecido pelo SUS (Sistema Básico de Saúde), o pré-natal se trata do acompanhamento médico que deve ser iniciado imediatamente após a descoberta de uma gestação. Ao contrário do imaginário popular, o pré-natal é abrangente, e não se resume às questões fisiológicas, mas considera o corpo integral da mulher, ou seja, o seu desenvolvimento, saúde mental e rede de apoio dentro e fora de casa.

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É preciso de mais visibilidade

"O Dia Nacional da Luta pela Redução da Mortalidade, eu acho que, não só o dia em si, mas o tema todo, é muito pouco explorado e muito pouco falado. Muito pouco se fala em mortalidade materna porque  a qualidade da assistência que se presta a essas mulheres expõe as fragilidades do nosso sistema", diz Petrucce.

Segundo o ginecologista, no Brasil, a principal causa de mortalidade é pressão alta desde meados dos anos 1980. No entanto, nada melhorou até agora. "Há mais de 40 anos estamos registrando em torno de 60 mortes maternas para cada 100 mil nascimentos, esse número já tem muito tempo que não tem queda", aponta. Com isso, a importância de conscientizar a sociedade em torno do assunto se torna cada vez mais urgente e alarmante.

"Explorar esse tema expõe a fragilidade do nosso sistema, o quanto ele está mal estruturado, o quanto nós precisamos avançar, não só enquanto sistema de saúde, mas enquanto sociedade também de cultura. Eu acredito muito que a razão é uma questão estrutural." (Luiz Fernando Petrucce)

luto materno
Dia 28 de maio: dia da luta pela redução da  mortalidade materna.

Ainda na opinião de Petrucce, uma das maneiras para reduzir os riscos de morte às mulheres gestantes e puérperas, é fortalecendo este tema. "A gente precisa debater, esgotar esse assunto, fazer com que as pessoas saibam que existe, e a partir daí, criar uma conscientização. Duas das três principais causas podem ter sinais muito simples e de fácil reconhecimento, que são; sangue, febre e pus. Todo mundo sabe reconhecer sangramento e febre", alerta.

É preciso voltar os olhares e cuidados à mulher

Mesmo com a chegada de uma nova vida, a atenção e os cuidados precisam permanecer voltados, principalmente, à mulher que já está aqui. Isso porque no período de gestação e pós-parto, o organismo da mulher passa por uma série de mudanças, fazendo com que ela seja mais suscetível, por exemplo, a infecções urinárias, corrimentos, infecções e várias outras doenças do organismo, como pressão alta, diabetes gestacional, alterações da tireoide, entre outras doenças.

Segundo explica o médico ginecologista, isso ocorre por conta das mudanças de produção de hormônios, metabolismo, e as demais modificações que acometem o corpo. "A mulher fica mais propensa a doenças como um todo", afirma. Mas como identificar tais enfermidades?  Luiz Fernando Petrucce destaca as principais variações fisiológicas, e alerta: a hipertensão costuma ser mais silenciosa.

  • Consultas frequentes, rotina de pré-natal, um sistema de saúde que seja eficaz no sentido de conseguir atender as demandas das mulheres, para que após o parto elas consigam já ter uma consulta agendada, poder medir a pressão. 
  • Hemorragia e infecção costumam ter sintomas, e são identificadas, principalmente, por febre ou pus.

  • Se a mulher está no pós-parto e está com febre, pode ser uma infecção. E hemorragia é sangramento. Então, são identificadas, principalmente, pela febre, saída de pus e sangramento.

exames
Exames de rotina são extremamente importantes para acompanhar não só a evolução da gestação, mas também a saúde da mulher.

Pandemia da Covid-19 agrava a mortalidade materna 

Não dá para não citar o momento de crise sanitária que o Brasil vive por conta da pandemia do novo coronavírus. Com isso, as grávidas e puérperas acabam correndo mais um risco de vida, além dos já citados nesta reportagem.

A Febrasgo ressalta que a Covid-19 tornou-se a principal razão de óbitos de gestantes em 2020 e caminha para repetir o cenário neste ano. De acordo com dados do Observatório Obstétrico Brasileiro COVID-19 (OOBr Covid-19), ao longo dos 14 meses de pandemia, 1149 gestantes e puérperas faleceram em decorrência do vírus. Mas não é apenas a contaminação da doença que agrava a situação, lembra a obstetra Dra. Rosiane Mattar.

"Paralelamente ao receio de se contaminarem, os adiamentos de consultas, menor acesso a opções contraceptivas e eventual redução de atendimentos ambulatoriais para acompanhamento de comorbidades contribuem para vulnerabilidade das mulheres gestantes ou que acabaram de parir".

Vale lembrar que apesar de os Núcleos de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres apontarem ainda em junho do ano passado, que as mulheres grávidas corriam maiores riscos por questões ligadas à Covid-19, o Ministério da Saúde incluiu as grávidas e puérperas como um grupo de risco para fazer parte do PNI (Programa Nacional de Imunização), somente em abril deste ano – com exceção das gestantes com comorbidades, que foram inclusas no dia 15 de março.

A vacinação contra a Covid-19 em gestantes continua sendo recomendada pelas Defensorias Públicas e também pela Febrasgo, com exceção do imunizante da Astrazeneca/Oxford, atualmente suspenso para grávidas após a notificação da morte de uma gestante de 35 anos pela Anvisa. A Fiocruz, fabricante da AstraZeneca, informou que a suspeita do “efeito adverso", que causou um grave de acidente vascular cerebral hemorrágico, está sendo monitorado e estudado.

“A Febrasgo adverte que a infecção pela COVID-19 em gestantes e puérperas está associada a um risco elevado de complicações e mortalidade. A suspensão da vacina Astrazeneca/Oxford foi resultado de monitoramento, de efeitos aversos que podem estar associados ou não a essa vacina.”

Com o intuito de ampliar a discussão sobre os desafios para a redução da mortalidade materna, a federação realiza o evento online "II Encontro Nacional pela Saúde da Mulher e Redução da Mortalidade Materna" nesta sexta-feira. A transmissão começa a partir das 13h nos canais da federação no Facebooke YouTube.

*Fonte: MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM

*Ana Beatriz Gonçalves é jornalista e repórter do Papo de Mãe

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Passar muito tempo sentado reduz benefícios dos exercícios - globoesporte.com

As pessoas estão cada vez mais tempo sentadas e isso é muito preocupante. Sentar é uma postura corporal comum, mas considerada um comportamento sedentário e de risco. Quando as pessoas trabalham, socializam, estudam ou viajam, geralmente o fazem sentadas. No entanto, isso não significa que sentar e outros comportamentos sedentários sejam inofensivos. Mais da metade do dia médio de uma pessoa é passada sentada, realizando atividades como dirigir, trabalhar em uma mesa ou assistir à televisão. O trabalhador de escritório típico pode passar até 15 horas por dia sentado. Por outro lado, os trabalhadores agrícolas sentam-se apenas cerca de 3 horas por dia e gastam muito mais energia que um trabalhador de escritório.

Caminhar por alguns minutos a cada hora de trabalho no escritório ou no home office pode fazer toda a diferença na saúde — Foto: Istock Getty Images

Caminhar por alguns minutos a cada hora de trabalho no escritório ou no home office pode fazer toda a diferença na saúde — Foto: Istock Getty Images

O tempo gasto sentado e fisicamente inativo no trabalho aumentou muito nas últimas décadas, intensificado ainda mais no último ano pela pandemia de covid-19, obrigando-nos a adotar o home office. Longos períodos sentados, caracterizando níveis mais elevados de comportamento sedentário, estão associados a maior risco de mortalidade, mesmo depois de contabilizar a participação em quantidades recomendadas de atividade moderada-vigorosa. Ou seja, se você passa a maior parte do seu dia trabalhando sentado, sem se movimentar muito, e tira somente alguns minutos do seu dia para realizar uma atividade física que exija mais do seu esforço e energia, você é mais sedentário do que uma pessoa ativa. Pode se considerar fisicamente ativo (pois faz exercício), mas sedentário (pois passa muito tempo sentado). O comportamento sedentário aumenta os riscos de, entre outras doenças:

  • Diabetes tipo 2;
  • Doença cardiovascular;
  • Alguns tipos de câncer.

Os benefícios de ser ativo estão condicionados à quantidade de movimento que você é capaz de acumular ao longo do dia. É um fato evidenciado por um grande estudo publicado este ano no British Journal of Sports Medicine, compreendendo 130.239 participantes em seis estudos de corte prospectivos, e que forneceu dados importantes sobre as associações conjuntas entre comportamentos de movimento diários e saúde. Isto é, avaliou a combinação ideal de exercícios para reduzir risco de mortalidade.

Foram associados os riscos de mortalidade de mais de 130 mil ingleses, norte-americanos e suecos com idade média de 54 anos, com seus níveis de atividade física medidos por meio de dispositivos chamados acelerômetros, que avaliam a quantidade e a intensidade dos movimentos diários. Todas as nuances do movimento foram analisadas combinadamente por meio de modelos estatísticos sofisticados, na busca das atividades físicas ideais: do exercício vigoroso ao sedentarismo, o estudou avaliou movimentos muito leves (exemplo, permanecer em pé), leves (caminhada durante as compras), moderados (as que nos deixam com a respiração ofegante) e intensos (exercícios que levam à exaustão).

A realização do mínimo recomendado de atividade física, de 150 minutos de atividade moderada a vigorosa por semana, reduz as chances de mortalidade em 80%, mas não entre aqueles que despendem mais de 11 horas por dia em atividades sedentárias, segundo o estudo. Esses achados significam que o excesso de tempo gasto em comportamento sedentário pode sobrepujar os benefícios do exercício.

É fundamental quebrar essas longas horas sentadas por períodos de atividades leves, como simplesmente caminhar por alguns minutinhos. Outros estudos também sugeriram que os benefícios podem ser significantes quando a posição sentada é substituída por atividades de intensidade leve a moderada, como ficar em pé e caminhar.

Isso pode indicar que, em intervenções para reduzir o comportamento sedentário, mudar a postura pode ser tão ou mais importante do que aumentar o gasto energético em atividades intensas. Concluiu-se que cada movimento importa e o crucial para reduzir a mortalidade precoce é ficar parado o menos possível durante o seu dia. Mesmo que sejam atividades leves, elas irão beneficiar sua saúde.

Ser ativo é muito mais do que um exercício vigoroso por 30 minutos, por exemplo; ser ativo é não passar muitas horas do dia parado, e sim, andar mais, locomover-se menos de carro, assistir menos televisão e fazer do seu tempo de lazer um período em que você esteja se movimentando, andando de bicicleta, caminhando, fazendo algum esporte. O importante é se movimentar o máximo que a sua rotina e realidade possibilite a você. Tirar três minutos para caminhar a cada uma hora sentado já podem fazer uma enorme diferença na sua saúde.

Referências:

  1. Chastin S, McGregor D, Palarea-Albaladejo J, et al. Joint association between accelerometry-measured daily combination of time spent in physical activity, sedentary behaviour and sleep and all-cause mortality: a pooled analysis of six prospective cohorts using compositional analysis. British Journal of Sports Medicine Published Online First: 18 May 2021.
  2. Keadle, S. K., Conroy, D. E., Buman, M. P., Dunstan, D. W., & Matthews, C. E. (2017). Targeting Reductions in Sitting Time to Increase Physical Activity and Improve Health. Medicine and science in sports and exercise, 49(8), 1572–1582.
  3. Shrestha, N., Kukkonen-Harjula, K. T., Verbeek, J. H., Ijaz, S., Hermans, V., & Pedisic, Z. (2018). Workplace interventions for reducing sitting at work. The Cochrane database of systematic reviews, 12(12), CD010912.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do GE / Eu Atleta.

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Com Covid-19, Gino, da dupla com Geno, tem piora no estado de saúde e utiliza ventilação mecânica - G1

Gino, da dupla com Geno, — Foto: Instagram/Reprodução

Gino, da dupla com Geno, — Foto: Instagram/Reprodução

O cantor Gino, da dupla com Geno, de 75 anos, que está em tratamento da Covid-19, teve uma piora no estado de saúde e precisou ser colocado em ventilação mecânica na quinta-feira (27). A informação foi divulgada pelo empresário da dupla, Wagner Tadeu de Paula, nesta sexta-feira (28).

De acordo com Wagner, desde quinta-feira o quadro de febre do cantor aumentou. Além disso, Gino estava queixando muita falta de ar. O empresário ressaltou que apesar disso, Gino não está intubado. Segue somente em ventilação mecânica.

Gino chegou a gravar um vídeo para tranquilizar os fãs nesta quarta-feira (26). Na mensagem, o cantor disse que "não é fácil, mas dá para vencer essa doença segurando na mão de Deus", veja vídeo abaixo.

Internação

Gino está internado no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, desde a segunda-feira (24). Inicialmente, o sertanejo foi internado no Hospital São João de Deus, em Divinópolis, no domingo (23), com suspeita de pneumonia.

A transferência para a capital paulista, onde foi diagnosticado com a doença, ocorreu por decisão da família. O cantor é hipertenso e já retirou um rim.

Mensagem aos fãs

No vídeo, Gino agradece as orações e diz que em breve estará curado.

"Estou indo, melhorando a cada dia. Obrigado por pedir a Deus por mim. Fiquem com Deus", agradeceu o cantor.
Em vídeo, Gino, da dupla com Geno, diz sobre Covid-19: 'dá pra vencer esta doença'

Em vídeo, Gino, da dupla com Geno, diz sobre Covid-19: 'dá pra vencer esta doença'

O empresário da dupla sertaneja, Wagner Tadeu de Paula, informou que o cantor já tomou as duas doses da vacina CoronaVac. Ele recebeu a segunda dose do imunizante no início de maio.

Sebastião Ribeiro de Almeida, o Gino, é natural de Itapecerica e tem 75 anos. Atualmente, o cantor vive em Divinópolis.

Ele é cantor da dupla Gino e Geno desde 1970, sendo que desde 2019 o parceiro na música é Mauro Gonçalves Pereira. Em mais de 50 anos de carreira, a dupla gravou 37 álbuns de estúdio e três DVDs.

VÍDEOS: veja tudo sobre o Cento-Oste de Minas

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Óleo de Prímula: Para Que Serve, Benefícios e Como Usar - UOL

O óleo de prímula é extraído de uma planta chamada Oenothera biennis e ganha destaque por ser rico em ácidos graxos, principalmente ômega 6. Ele é famoso por ser aliado das mulheres principalmente na TPM e na menopausa.

No entanto, não há comprovação científica para nenhum desses efeitos: "A maioria dos benefícios do óleo de prímula para a saúde ainda está sendo estudada, mas ainda não existem grandes estudos científicos que os comprovem", explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Quer saber mais sobre o que é conhecido ou não sobre as propriedades desse óleo? Conversamos com especialistas para tirar as principais dúvidas.

Óleo de prímula: benefícios e como usar

Óleo de prímula pode ajudar mulheres que sofrem com forte TPM?

A tensão pré-menstrual ocorre devido às mudanças hormonais ao longo do ciclo menstrual. O óleo de prímula tem sido bastante associado ao alívio dos sintomas dessa fase.

"Hoje ele é indicado como tratamento coadjuvante por ser grande fonte de um ácido que auxilia na redução das prostaglandinas inflamatórias e no aumento das anti-inflamatórias que dão alívio nas cólicas menstruais, dores nas mamas e na retenção hídrica", explica a nutricionista Gisele Pontaroli Raymundo, professora do curso de Nutrição da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

A nutricionista Clarissa Fujiwara ressalta que alguns estudos sugerem que as mulheres com TPM apresentaram deficiência de ácido gamalinolênico. "Mas cabe ressaltar que a literatura que explora esse tópico apresenta baixa qualidade e as limitações metodológicas dos estudos podem tornar difícil avaliar a eficácia do óleo de prímula", pondera.

Qual a relação do óleo de prímula e a menopausa?

Mais uma vez, o ácido gamalinolênico é apontado como responsável pelo benefício para mulheres que passaram pela menopausa. No entanto, uma revisão sistemática de 2005 mostrou que não havia evidências à época desse benefício.

Óleo de prímula ajuda a emagrecer?

Também não há evidências científicas de que o óleo de prímula ajuda no emagrecimento. Em sua composição não há muitos componentes normalmente relacionados à perda de peso também.

Óleo de prímula pode ajudar no tratamento da artrite reumatoide?

O óleo de prímula parece ser aliado de pacientes com artrite reumatoide, principalmente no combate à dor causada pela doença. "Em revisão sistemática Cochrane, o óleo de prímula provavelmente melhorou a dor na artrite reumatoide e provavelmente não aumentou os eventos adversos", comenta Fujiwara.

Além disso, acredita-se que o ácido gamalinolênico seja importante para manter a estrutura e função celular das articulações e possa auxiliar a regular e promover respostas anti-inflamatórias no organismo. No entanto, ainda faltam evidências consistentes nesse sentido.

Óleo de prímula pode ajudar em problemas de pele como acne?

Um dos ácidos graxos mais abundantes no óleo de prímula é o linoleico (da família do ômega 6). "Tanto ele quanto o ácido gamalinolênico contribuem para o bom funcionamento de muitos tecidos do corpo humano, pois são precursores de compostos que levam à geração de eicosanoides anti-inflamatórios", considera Fujiwara.

Muitos dos problemas de pele, como acne, eczema, psoríase e dermatite são inflamatórios. Um estudo randomizado e placebo controlado mostrou que o tratamento com óleo de prímula (contendo ácido gamalinolênico), por via oral, causou redução dos sintomas de dermatite atópica. Mas não há muito mais estudos nesse sentido que corroborem este resultado.

O óleo de prímula ajuda a reduzir o colesterol?

De acordo com Raymundo, os eicosanoides anti-inflamatórios também podem estar associados a uma redução do colesterol. No entanto, não há evidências específicas sobre o benefício.

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Thursday, May 27, 2021

Lifecenter será descredenciado pela Unimed-BH, e Orizonti entra no lugar - O Tempo

Conforme a empresa, o processo está autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

O Hospital Lifecenter, no bairro Funcionários, região Centro-Sul de Belo Horizonte, não será mais credenciado pela rede de planos de saúde Unimed-BH. Conforme nota da empresa, o processo está autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e "deve ser concluído no prazo de 60 dias, contando a partir do último 5 de maio".

Clientes do plano de saúde estão sendo notificados por meio de "canais oficiais" da Cooperativa, de acordo com a Unimed-BH.

"A Unimed-BH esclarece ainda que o descredenciamento do Lifecenter é unicamente do serviço hospitalar. O edifício também conta com um complexo de clínicas, onde alguns médicos cooperados mantêm consultórios. Neste caso, o atendimento aos clientes permanece inalterado", conclui o texto encaminhado a O TEMPO. 

Em "substituição" ao Lifecenter, a Unimed-BH afirma que passará a contar com o Instituto Oncomed de Saúde e Longevidade (Orizonti) em seu catálogo de credenciados.

"Trata-se de um hospital geral completo, localizado no bairro Mangabeiras, que atende a cerca de 50 especialidades e conta com 252 leitos, sendo 60 no Centro de Terapia Intensiva. O espaço conta também com um moderno centro cirúrgico para alta, média e baixa complexidades e centro de diagnóstico", ressalta a empresa.

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"Exercício é última coisa que alguém deprimido quer fazer, mas ajuda muito" - VivaBem

Principalmente agora na pandemia, cada vez mais pessoas estão preocupadas em preservar ou melhorar a saúde mental.

De acordo a Mayo Clinic, "pesquisas mostram um grande aumento no número de adultos norte-americanos com sintomas de estresse, ansiedade e depressão durante a pandemia, em comparação com pesquisas antes da pandemia. Algumas pessoas aumentaram o uso de álcool ou drogas, pensando que isso pode ajudá-las a lidar com seus medos sobre a pandemia. Na verdade, o uso dessas substâncias pode piorar a ansiedade e a depressão.

Pensando em tudo que estamos vivendo, eu mandei algumas dúvidas para os especialistas em saúde mental da Mayo Clinic. Abaixo, compartilho as repostas deles, que podem ajudar você controlar as emoções. E nunca é demais lembrar que o risco de desenvolver transtornos mentais geralmente depende de fatores hereditários, do ambiente em que vivemos, da nossa personalidade e também dos nossos hábitos —os bons, como alimentação, rotina de sono, prática de exercícios, e os ruins, como beber. Portanto, procure sempre fazer a parte que depende de você, ou seja, tenha hábitos saudáveis.

Sabemos da importância dos cuidados com a saúde mental, entretanto, estamos vivendo em um momento de muitas incertezas, medos, estresse e ansiedade. Quais os sinais iniciais de que nossas emoções estão abaladas a ponto de se tornar um transtorno?

Mayo Clinic (MC): Os sinais e sintomas de doença mental podem variar conforme o transtorno, as circunstâncias e outros fatores, mas geralmente afetam emoções, pensamentos e comportamentos.

É importante ficar atento a sentimentos de tristeza ou depressão; pensamento confuso ou capacidade reduzida de concentração; medos ou preocupações excessivas ou sentimentos extremos de culpa; mudanças extremas de humor, com altos e baixos; afastamento de amigos e atividades; cansaço significativo, pouca energia ou problemas para dormir; desapego da realidade (delírios), paranoia ou alucinações; incapacidade de lidar com problemas diários ou estresse excessivo; problemas para entender e se relacionar com as situações e com as pessoas; problemas com uso de álcool ou drogas; mudanças nos hábitos alimentares; mudanças de desejo sexual; raiva excessiva, hostilidade ou violência r pensamento suicida.

Às vezes, os sintomas de um transtorno mental aparecem como problemas físicos, como dor de estômago, dor nas costas, dor de cabeça ou outras dores inexplicáveis. Procure um médico sempre que notar sintomas frequentes e persistentes.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) define saúde mental como "um estado de bem-estar no qual um indivíduo percebe suas próprias habilidades, pode lidar com os estresses cotidianos, pode trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir para sua comunidade". Como lidar com o estresse cotidiano que estamos vivendo hoje?

MC: Atualmente, os sintomas de estresse podem estar afetando seu corpo, seus pensamentos, sentimentos e seu comportamento —mesmo que você não perceba. O primeiro ponto para lidar com o estresse cotidiano é ser capaz de reconhecer os gatilhos do estresse e ter estratégias para ajudar a controlá-los. O estresse que não é controlado pode contribuir para muitos problemas de saúde, como hipertensão, doenças cardíacas, obesidade e diabetes.

Explore estratégias de gerenciamento de estresse, como realizar atividades físicas regularmente; praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda, meditação, ioga, tai chi ou massagem; manter um diário do humor e buscar ser positivo; passar um tempo com pessoas que gosta; reservar tempo para atividades relaxantes, como ler um livro ou ouvir música.

Também certifique-se de dormir bastante e seguir uma dieta saudável e equilibrada, evitando o excesso de cafeína (presente em energéticos, chocolate, café) e álcool, além do uso de tabaco e drogas.

O excesso de telas pode desencadear transtornos. Com a era de home office, como fazer com que o trabalho e o uso de tecnologias excessivo não gerem grande impacto na saúde mental?

MC: Na pandemia, o trabalho acabou "invadindo" a vida pessoal —e manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional não é uma tarefa simples. Isso pode ser especialmente verdadeiro se você trabalhar muitas horas. A tecnologia que permite uma conexão constante pode permitir que o trabalho ocupe seu tempo em casa. Trabalhar em casa também pode confundir as fronteiras profissionais e pessoais.

Ainda assim, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é possível. Dessa forma, considere sua relação com o trabalho e as maneiras de encontrar um equilíbrio mais saudável. Enquanto você estiver trabalhando, conciliar as demandas da carreira e da vida pessoal provavelmente será um desafio constante. Mas ao estabelecer limites e cuidar de si mesmo, você pode alcançar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional que é melhor para você.

Se você não estabelecer limites, o trabalho pode deixá-lo sem tempo para os relacionamentos e atividades que gosta. Considere estratégias como gerenciar o seu tempo; avaliar suas prioridades no trabalho e em casa; ter momentos para desligar do trabalho e estabeleça seus horários.

PM: Existe algum exercício modalidade que é melhor para a saúde mental? Após quantos dias fazendo exercício regularmente já é possível ver melhoras no bem-estar?

MC: Quando você tem depressão ou ansiedade, muitas vezes parece que os exercícios são a última coisa que deseja fazer. Mas, uma vez motivado, o exercício pode fazer uma grande diferença.

O exercício regular pode ajudar a aliviar a depressão e ansiedade liberando endorfinas, que trazem prazer, e outras substâncias químicas cerebrais naturais que podem aumentar sua sensação de bem-estar; além de tirar da sua mente preocupações, ajudando a se livrar do ciclo de pensamentos negativos que alimentam a depressão e ansiedade

Algumas pesquisas mostram que a atividade física não programada (como caminhadas regulares) pode ajudar a melhorar o humor. Atividade física e exercícios físicos (treino/esportes) não são a mesma coisa, mas ambos são benéficos para a saúde.

  • Atividade física é qualquer atividade que trabalhe os músculos e requeira energia, podendo incluir atividades de trabalho, domésticas ou de lazer.
  • O exercício é um movimento corporal planejado, estruturado e repetitivo feito para melhorar ou manter a aptidão física.

Realizar 30 minutos ou mais de exercícios por dia, durante três a cinco dias por semana, pode melhorar significativamente os sintomas de depressão ou ansiedade. Mas quantidades menores de atividade física —tão pouco quanto 10 a 15 minutos por vez— podem fazer a diferença.

Existe algum alimento ou dieta que podem auxiliar na melhora da saúde mental?

MC: Lidar com a ansiedade pode ser um desafio e geralmente requer mudanças no estilo de vida. Não há mudanças na dieta que possam curar a ansiedade, mas observar o que você come pode ajudar. Por isso:

  • Inclua alguma proteína no café da manhã, como ovos, iogurte, queijos;
  • Consuma carboidratos complexos. Acredita-se que os carboidratos aumentem a quantidade de serotonina no cérebro, o que tem um efeito calmante. Coma alimentos ricos em carboidratos complexos (aveia, quinoa, pães integrais e cereais integrais). Evite alimentos que contenham carboidratos simples, como bebidas e alimentos açucarados;
  • Beba muita água;
  • Limite ou evite o álcool. O efeito imediato do álcool pode ser calmante. Mas, à medida que o álcool é processado pelo seu corpo, ele pode deixá-lo nervoso. O álcool também pode interferir no sono;
  • Limite ou evite a cafeína. A substância pode fazer você se sentir agitado e nervoso e interferir no sono;
  • Preste atenção às sensibilidades alimentares. Em algumas pessoas, certos alimentos ou aditivos alimentares podem causar reações físicas desagradáveis (dor de cabeça ou gastrite, por exemplo) que levam a mudanças no humor, incluindo aumento da irritabilidade ou ansiedade;
  • Coma muitas frutas e vegetais frescos e evite exagerar nas porções das refeições;
  • Consuma peixes ricos em ácidos graxos ômega 3, como o salmão.

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Drauzio Varella: "Fico pessoalmente ofendido quando falam mal do SUS" - Marie Claire Brasil

Um único homem na programação de todo o Power Trip Summit. A exceção é especial, já que estamos falando do oncologista Drauzio Varella, um dos médicos mais famosos e celebrados do país, referência absoluta quando se fala em saúde pública. Além de atuar na medicina, ele é radialista, palestrante, youtuber, colunista, autor de best-seller. E ainda sobra tempo para pensar em como ajudar o Brasil na questão das vacinas contra a covid-19.

Paola Deodoro e Drauzio Varella (Foto: Mariana Pekin)

Paola Deodoro e Drauzio Varella (Foto: Mariana Pekin)

Entrevistado por Paola Deodoro, editora sênior de Beleza e Beauty Tudo de Marie Claire, Drauzio defendeu com veemência a importância da vacinação em massa. “Todas as vacinas que foram aprovadas pela Anvisa funcionam. Não podemos dizer que a proteção é 100%, pois ainda não tivemos tempo para comprovar esses dados cientificamente. Porém, precisamos dar chance de todos estarem protegidos. A gente precisa viver, e se uma é melhor que a outra não é o nosso foco, mas, sim, a sobrevivência de todos”, disse ele, que alertou sobre as falhas na condução da crise sanitária em solo brasileiro.

“O Brasil foi exemplo para o mundo no combate à AIDS, por conta da ação do governo da época. Nós mostramos para vários países como é que se fazia um combate eficiente. As decisões têm que vir do Governo Federal, algo que deveria acontecer desde o começo da crise do coronavírus. Hoje, não temos um comando que faça isso”, reforçou ele, uma das principais vozes do projeto de conscientização sobre o HIV no Brasil.

Segundo ele, a campanha pela vacinação contra a covid-19 foi bem feita, mas não "convenceu" a população. “Nós não falhamos na comunicação. Assim que a OMS, a Organização Mundial da Saúde, constatou que a máscara protegia, nós disseminamos a informação. Mas, quem define como o combate deve ser conduzido são os políticos. São eles que precisam dar os caminhos. Quando combatemos a pandemia de HIV, o governo da época montou um grupo de especialistas para correr atrás da solução. E olha que o Brasil era mais pobre e o SUS era muito recente e sem tantos recursos”, relembra ele, que se diz ofendido quando alguém reclama do Sistema Único de Saúde. “Fico pessoalmente ofendido quando falam mal do SUS. Podemos apontar os defeitos e procurar solucionar, mas falar que o SUS é uma porcaria, não admito.”

Quanto ao futuro da pandemia, Drauzio é enfático: enquanto não convencermos a população da importância do uso da máscara e do distanciamento social, não teremos "fim" da crise. “Seria ideal convencer a população a usar máscara e ficar em casa massivamente. É claro que a situação econômica fica ruim e não dá para segurar por muito tempo, mas esse ‘vai e volta’ de restrições não funciona. É como enxugar gelo. Se fecha tudo, os casos diminuem. Então, abre tudo e os casos voltam a aumentar. Essa tragédia sanfona não funciona. O que vai resolver a pandemia não é só a vacinação, mas a máscara, o distanciamento e atitudes dos órgãos públicos”, finalizou ele.

Dr. Drauzio Varella (Foto: Mariana Pekin)

Dr. Drauzio Varella (Foto: Mariana Pekin)

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Drauzio Varella: "Fico pessoalmente ofendido quando falam mal do SUS" - Marie Claire Brasil
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