1 de 6 SW4 ficou completamente destruída e uma pessoa que estava no veículo sobreviveu — Foto: PM-MT
SW4 ficou completamente destruída e uma pessoa que estava no veículo sobreviveu — Foto: PM-MT
Um acidente entre uma van e uma caminhonete SW4, neste sábado (30), na BR-174, em Comodoro, a 677 km de Cuiabá, deixou 13 mortos, segundo confirmou a Secretaria de Saúde do município. Os dois veículos bateram de frente, mas ainda não há confirmação de quem teria invadido a pista contrária.
2 de 6 Acidente grave na BR-174 deixou mortos e feridos — Foto: Polícia Civil-MT
Acidente grave na BR-174 deixou mortos e feridos — Foto: Polícia Civil-MT
Inicialmente, a Polícia Civil do município havia informado que pelo menos 14 pessoas teriam morrido, mas, depois, após análise no local, foram identificadas 13 vítimas fatais. A secretaria a lista com os nomes das vítimas.
Dos mortos, 8 eram pacientes, dois acompanhantes e o motorista do veículo e seguiam de van para Vilhena e duas pessoas que estavam na SW4.
Veja a lista:
Pacientes: João Alves Franco, José Luis da Silva, Antônio Pereira Soares, Silvalda Souza Silva, Luiz Guslinski, Geraldo Aparecido, Cenire dos Santos e Mailon Rocha
Acompanhantes: Aparecida Guslinski e Elenice Fernandes de Souza
Motorista da van: Elias Santos
Ocupantes da SW4: Marcio Coelho e Juliano Coelho
3 de 6 Van saiu da pista e ficou destruída — Foto: Divulgação
Van saiu da pista e ficou destruída — Foto: Divulgação
4 de 6 SW4 se envolveu em acidente com van — Foto: Divulgação
SW4 se envolveu em acidente com van — Foto: Divulgação
5 de 6 Veículos ficaram destruídos e peças se espalharam pela pista — Foto: Divulgação
Veículos ficaram destruídos e peças se espalharam pela pista — Foto: Divulgação
Os pacientes que estavam na van fazem hemodiálise três vezes por semana.
A van é da Secretaria de Saúde de Comodoro que fazia o transporte de pacientes da região para tratamento de hemodiálise, no Instituto do Rim de Vilhena, em Vilhena (RO).
6 de 6 Acidente na BR-174 deixou mais de 10 mortos — Foto: Divulgação
Acidente na BR-174 deixou mais de 10 mortos — Foto: Divulgação
A caminhonete seguia de Ariquemes (RO) para Curitiba (PR).
Os feridos foram encaminhados para o Hospital Regional de Cáceres.
A Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e funerária local foram até o local do acidente.
Luto oficial
A Prefeitura de Comodoro decretou luto oficial de três dias por causa do acidente envolvendo um veículo oficial do município que realizava o transporte de moradores para Vilhena, para atendimento médico, e um veículo particular, "que ceifou prematuramente a vida de pacientes, acompanhantes e um servidor público".
O chá de romã, possui propriedades medicinais benéficas para a saúde. É feito de uma fruta pouco calórica, típica do Mediterrâneo. Então, hoje, 28 de outubro, oCasa & Agro,do siteTecno Notícias, traz os principais benefícios desse rico chá. Mas, para saber mais, basta ficar até o final e conferir tudo o que precisa saber.
O chá de romã é ótimo para fortalecer o sistema imunológico e ajudar no combate às inflamações. Assim, você precisa conhecer mais sobre essa bebida para poder consumi-la.
Prevenir câncer – A casca da romã são ricas em flavonoides e taninos. Que são compostos antioxidantes presentes em muitas frutas e vegetais e que ajudam a prevenir o surgimento de alguns tipos de câncer.
Prevenir Alzheimer – Acasca da romã têm compostos antioxidantes e anti inflamatórios, que ajudam a equilibrar as funções dos neurônios, melhorando a memória e prevenindo o surgimento do Alzheimer.
Evitar doenças do coração – Esse frutoé rico em compostos com ações anti-inflamatórias e antioxidantes, que aumentam os níveis de colesterol bom, o HDL, no sangue, prevenindo algumas doenças do coração.
Fortalecer o sistema imunológico –A romã é uma fruta rica em vitamina C e antioxidantes que também atuam inibindo o crescimento de bactérias ruins e aumentando o número de bactérias boas no intestino.
Reduzir a pressão arterial – Então, os antioxidantes presentes na romã promovem o relaxamento dos vasos sanguíneos, o que facilita a circulação do sangue e ajuda a prevenir a pressão alta em quem ainda não tem a doença;
Manter a saúde da pele – A romã é rica em elagitaninos, antocianinas e catequinas, que são antioxidantes e estão presentes na semente, casca e suco da fruta. Que protegem a pele contra os raios ultravioletas do sol, prevenindo o câncer de pele;
Combateradiarreia –Por ser rica em taninos, que são compostos que aumentam a absorção de água e diminuem os movimentos de expulsão das fezes pelo intestino.
É só ferver 1 xícara de água em uma panela e adicionar 10 gramas da casca da fruta. Em seguida, desligue o fogo e abafe a panela por 10 a 15 minutos. Após esse período, deve-se coar e beber o chá morno de 2 a 3 vezes por dia.
Super benéfico, o chá de romã, não é? Então, não espere mais e comece a fazer o consumo da bebida. Assim melhorando ainda mais a sua saúde e a de toda a sua família.
Tenho 23 anos, nascida e criada em Cuiabá - MT. Atuei como jornalista no site Consultoria Eleitoral por 2 anos e 8 meses, atualmente estou estagiando na radio Capital FM no site Capital Notícia. Gosto de futebol e passeios aventureiros. Para sugestão de pauta e informações, encaminhar para o e-mail luanna.mooraes199@gmail.com
Se coloque na seguinte situação: você tem propensão a ter pedras nos rins, bebeu demais no final de semana e ainda resolveu variar o cardápio. Aí apareceu uma dor abdominal e você não sabe identificar seu foco e nem a causa, se é grave ou não é. O que fazer e observar? Tomar um chá, repousar, ir direto ao hospital? Em quanto tempo os sintomas devem melhorar?
Segundo os especialistas consultados por VivaBem, não existe uma resposta pronta e que sirva para todos os casos, até porque a percepção da dor pode ser diferente entre as pessoas. Mas é possível ter uma noção de qual área esteja acometida e causando o mal-estar e assim tomar providências. Às vezes, não é necessário um médico, mas em outras sim e até o quanto antes.
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Cada dor em seu quadrado
Enquanto abdome "tanquinho" revela frequência na academia, abdome em "jogo da velha" (#), explica Alexandre Sakano, gastroenterologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, ajuda a diferenciar dores nessa região, que é como um "estojo" de órgãos, revestidos em sua maioria por uma fina membrana contendo sensores específicos para dor (peritônio), do aparelho digestivo e do sistema gênito-urinário, sendo este último diferente entre os gêneros.
No topo e meio do abdome: É o epigástrio, região da boca do estômago, e a dor aí não costuma ser intensa, mas contínua e piora quando se alimenta, o que pode gerar ainda refluxo e azia. Quando aguda, pode ser uma úlcera que abriu ou mais raramente, pâncreas.
Lado direito superior do abdome: "Abaixo da última costela, fica a vesícula. Uma dor forte ali pode significar cálculo e requer investigação", diz Sakano. Fígado em geral não dá dor, mas pode estar relacionado a enjoos, tonturas, dor de cabeça, cansaço, manchas roxas e inchaço.
Lado esquerdo superior do abdome: Dor intensa é algo raro. Mas se surgir fraquinha, como uma cólica, e vir acompanhada de diarreia e gases, pode ter relação com intestino. Aumento do baço não causa dor forte, mas um desconforto, inchaço, soluços, febre e palidez.
Imagem: iStock
No centro do abdome: Na região do umbigo pode ser intestino ou hérnia umbilical. Também pode ter relação com úlcera gástrica, prisão de ventre e infecções (gastroenterite, pancreatite).
Lateral direita do abdome: Pode ser por inflamação no intestino, gases, irradiação das dores de vesícula ou de um cálculo no rim direito, sobretudo se percebida em direção às costas.
Lateral esquerda do abdome: Nessa região, denominada flanco (temos direito e esquerdo), a dor pode ter relação com cólica renal novamente, intestino preso, ou algum problema mais sério nesse órgão, principalmente quando prolongada, observa o gastroenterologista da BP.
Abaixo da região umbilical: É o hipogástrio e dor aí pode ter relação com bexiga (infecção urinária, cistite), mas também cólica menstrual, cólon irritável e diarreia.
Imagem: Maksym Azovtsev/IStock
Canto inferior direito do abdome: Dor aguda e intensa pode indicar apendicite, obstrução do final do ureter (canal que desce do rim em direção à bexiga) por cálculo, além de hérnia inguinal, rompimento de cisto de ovário, infecção urinária e inflamação intestinal ou testicular.
Canto inferior esquerdo do abdome: Com exceção da apendicite (inflamação do apêndice), os mesmos problemas do outro lado, ambos (direito e esquerdo) denominados de fossa ilíaca.
Existem também as chamadas "dores referidas", sentidas num local, embora produzidas em outro, e às vezes nem tão próximos. Um exemplo de dor abdominal que evolui para localizada é a de apendicite. Inicialmente é indefinida, na altura do umbigo, mas assim que o processo inflamatório atinge o peritônio, vira localizada e intensa na região inferior direita do abdome.
O que pode ser feito em casa?
Quando a intensidade da dor não é alta, ou já se tem um diagnóstico médico e sabe que é comum ter esse sintoma recorrentemente, espera-se que as ações sejam tomadas em casa a fim de se evitar idas desnecessárias ao pronto-socorro.
Em geral, é indicado ficar em repouso, evitar comer e beber em excesso, tomar antiespasmódico e aguardar por uma melhora breve.
Imagem: iStock
Para sintomas de transtornos gastrointestinais estão liberados chás de espinheira-santa, erva-doce e boldo. O suco de batata crua, por ser alcalino, ajuda a neutralizar a acidez estomacal e diminui o desconforto.
Agora, constipação, gases e distensão abdominal melhoram com anti-flatulentos (simeticona) e fármacos que estimulem a evacuação.
Já as dores de gastrite e úlcera, explica Raymundo Paraná, diretor do Hospital Aliança, da Rede D'Or em Salvador, e professor de gastro-hepatologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), com algum antiácido ou mesmo alimentação regular. "Os alimentos tamponam o ácido clorídrico e evitam que o hidrogênio do suco gástrico cause irritação na parede do estômago."
Mas Sakano complementa que também cabe à pessoa monitorar o que sente. Se notar que é um sintoma que veio de forma aguda, mas não tão forte e logo passou, provavelmente não é grave. Porém, se o quadro se repete com frequência ou é persistente, não deve ser encarado como "vai passar". Pode não ser uma urgência, mas requer consulta e investigação médicas.
Hospital para casos sérios
Tudo bem que cólicas e dores tipo pontada, comuns em situações de problemas intestinais, assustem. Mas quando é de fato uma situação bem grave, como uma apendicite ou outra doença de risco, os desconfortos abdominais não são os únicos sintomas a darem as caras, não passam após horas, aumentam de intensidade e incapacitam.
"Dada a grande amplitude de possibilidades diagnósticas na dor abdominal, uma severa, que tenha sintomas como náusea, vômito, hipotensão, sudorese e palidez, deve motivar sempre a ida ao pronto-socorro", recomenda Ricardo Guilherme Viebig, diretor técnico do núcleo de motilidade digestiva de neurogastroenterologia do Hospital Igesp, em São Paulo, e presidente da SBMDN (Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia).
Às vezes, até um princípio de infarto pode se refletir como uma dor abdominal, ainda mais se vier durante ou após atividades físicas e acompanhar suor frio, falta de ar, aperto no peito. Igualmente não são bons sinais: febre alta, sangue em fezes, urina ou no conteúdo gástrico expelido, diarreia mais de 10 vezes ao dia ou por semanas a fio e dor intensa após pancada.
"Felizmente, hoje existem exames de imagem mais facilmente disponíveis, os quais, junto com alguns exames de sangue, a história clínica e o exame físico, ajudam o médico a dar o diagnóstico e a fazer a indicação terapêutica", observa Paraná.
A depender do quadro, o paciente pode ser medicado e liberado após orientação sobre tratamentos que deve seguir em casa ou mudanças alimentares e de hábitos de vida, ou ainda encaminhado para uma cirurgia.
Trago uma reflexão sobre uma crítica que eventualmente aparece contra o consumo supostamente exagerado de suplementos com proteínas e que isso poderia trazer danos a nossa saúde. A crítica se faz devido ao aumento do consumo desses suplementos ao redor do mundo e como isso poderia impactar a nossa saúde a longo prazo. Mas talvez os críticos tenham se esquecido que esse movimento é decorrente e em oposição ao consumo exacerbado do açúcar. Logicamente não estou aqui para guiar ninguém para consumo exagerado de proteínas, mas vamos recorrer à ciência para responder algumas perguntas.
1 de 1 Whey protein: suplementação pode ser usada como estratégia em dietas para emagrecer, ganhar massa muscular e combater diabetes tipo 2 — Foto: iStock Getty Images
Whey protein: suplementação pode ser usada como estratégia em dietas para emagrecer, ganhar massa muscular e combater diabetes tipo 2 — Foto: iStock Getty Images
Não podemos esquecer que a proteína é o macronutriente mais importante para o corpo humano e uma alimentação rica em proteínas é capaz exercer efeitos benéficos sobre sobre o nosso metabolismo. No entanto, como abordei acima, atualmente nossa alimentação é rica em carboidratos e um número crescente de estudos mostram que o consumo de proteína na nossa dieta é cada vez menor. No Brasil, por exemplo, esse cenário parece ser ainda pior.
Estudos recentes mostram que ter uma alimentação rica em proteínas está relacionada com:
Redução do estresse oxidativo;
Manutenção da massa muscular;
Diminuição da prevalência da obesidade;
Melhora da resistência à insulina;
Diminuição da hemoglobina glicada;
Redução do risco cardiovascular;
Melhora imunológica.
Face ao esgotamento dos recursos naturais e do crescimento populacional, novas estratégias para uma dieta rica em proteínas têm sido propostas, uma vez que a sustentabilidade do consumo de carnes de origem animal pela população é extremamente onerosa para o meio ambiente. Por esse motivo, diversos produtos agroindustriais ricos em proteínas têm tido grande crescimento em todo o mundo. Um deles é o whey protein, um dos suplementos nutricionais mais consumidos no mundo.
O que é o whey protein?
O whey protein, ou proteína do soro do leite, foi considerado um resíduo pela indústria de laticínios por décadas. Mas felizmente o seu potencial como um suplemento está sendo reconhecido nas últimas décadas. O soro de leite contém de 15 a 20% de proteínas totais do leite com alta qualidade nutricional e de rápida absorção. Essa proteína do soro do leite é globular com os seguintes componentes principais: beta-lactoglobulina (35-65%), alfa-lactoglobulina (12-25%), imunoglobulinas (8%), albumina (5%) e a lactoferrina (1%).
O whey protein é, também, uma fonte rica de aminoácidos de cadeia ramificada: leucina, isoleucina e valina (BCAA) e outros aminoácidos essenciais, como a cisteína (o precurssor da glutationa um potente antioxidante). A leucina é um dos aminoácidos mais abundantes do whey protein e desempenha um papel fundamental na regulação da síntese de proteínas musculares, como mostra estudo publicado em 2014.
Qual a diferença entre whey protein concentrado, isolado ou hidrolisado?
Ao contrário do que muitos pensam existem, diferentes métodos utilizados para a extração das proteínas do soro do leite. Com base na sua concentração e seus atributos, o whey protein é comercializado nas seguintes formas:
Whey concentrado: não sofre etapas de filtração rigorosa, possui gordura e lactose, juntamente com 29% a 89% de proteínas, dependendo da qualidade. O processo de filtragem mais simples não elimina a lactose e a gordura, o que torna a absorção mais lenta, não sendo o mais adequado para indivíduos com intolerância a lactose.
Whey isolado: contém 90% de proteínas. Existem dois tipos de whey isolado:
O por troca-iônica onde o processo de filtragem é mais antigo e a desvantagem é o aquecimento que desnatura as proteínas e eleva a quantidade de sódio no produto final pelo processo químico;
O isolado por microfiltragem a frio, um processo mais moderno que garante maior integridade das proteínas por não passar por aquecimento e tem menor teor de sódio.
Whey hidrolisado: a hidrólise consiste na quebra das moléculas de proteínas em peptídeos menores por processos químicos ou enzimáticos, o que facilita a absorção e o metabolismo. O processo de hidrólise favorece uma maior absorção intestinal do whey pela quebra dos peptídeos e uma maior biodisponibilidade dos aminoácidos. Uma boa alternativa para indivíduos com intolerância a lactose.
Tri-Whey e outras misturas: inúmeros tipos disponíveis no mercado (ex: concentrado + isolado + hidrolisado) ou a mistura de dois tipos. Não existem estudos randomizados que mostrem benefícios dessas misturas - sendo isolado + hidrolisado a melhor opção para intolerantes a lactose.
Existem diversos estudos científicos mostrando benefícios da proteína de soro de leite para nossa saúde. Ao contrário do que muitos afirmam, o whey tem benefícios muito mais importantes do que apenas o ganho muscular. Estudos recentes mostram a associação do uso do whey com a redução do estresse oxidativo, com a prevenção da perda muscular e a sarcopenia em idosos, com a diminuição da hemoglobina glicada e como uma boa opção para tratamento nutricional do diabetes 2.
Whey protein pode ser usado e traz benefícios para idosos?
Sim, é o que mostra o estudo randomizado duplo-cego controlado publicado em 2015 no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, que dividiu 45 homens com idade média de 69 anos em três grupos. O primeiro grupo recebeu 21g de whey protein com 9g de carboidratos e 3g de gordura; o segundo grupo recebeu apenas whey protein; o terceiro não recebeu whey, apenas uma dieta isocalórica. Foi avaliada a síntese muscular pós-prandial nos três grupos. Nos dois grupos que fizeram a ingesta de 21g de whey protein houve um aumento significativo (p<0,05) da síntese muscular quando comparados ao grupo que recebeu apenas carboidrato e gordura. O mais interessante desse estudo foi observar o aumento da insulina apenas no grupo que fez whey + carbo, o que sustenta a afirmação do poder anabólico da introdução do carboidrato pós-treino em associação com whey protein. Vale lembrar que indivíduos com mais de 60 anos de idade tendem a perda da massa muscular e a quadros de sarcopenia, o que torna fundamental a ingestão de valores adequados de proteína, como mostra esse estudo onde a síntese muscular foi significativamente maior no grupo que introduziu o whey protein.
Como o Whey Protein pode auxiliar no tratamento do diabetes 2?
O diabetes tipo 2 e a resistência à insulina são dois dos maiores problemas de saúde pública atuais e estão relacionados com uma série de complicações da hiperglicemia, como a perda da visão, a aterosclerose, a síndrome metabólica, úlceras em membros inferiores e a esteatose hepática. Estudos mostram que o whey protein pode diminuir os níveis de glicose no sangue e aumentar a liberação de hormônios que diminuem o apetite (leptina e PYY).
Além disso, uma descoberta recente publicada no meeting 2016 da Endocrine Society foi que o consumo regular do whey protein no café da manhã parece diminuir a glicemia pós-prandial, diminuir a hemoglobina glicada (HbA1c) e favorecer o emagrecimento. Esse estudo comparou três grupos com diferentes cafés da manhã: o primeiro grupo recebeu o café tradicional (carboidratos + 13g de proteína); o segundo grupo recebeu um café com ovos, queijo e atum contendo 36g de proteínas no total; o terceiro grupo recebeu apenas um shake de whey protein com 36g de proteína. O estudo evidenciou que o whey protein parece estimular o GLP-1 hormônio que possui potente ação na diminuição da glicemia através da estimulação da insulina e da inibição do glucagon. Na conclusão dos autores: “O whey deve ser usado como uma estratégia importante no tratamento do diabetes 2“.
Por que consumir diariamente o whey protein não engorda?
Estudo publicado em 2014 no Journal of the International Society of Sports Nutrition não mostra ganho de peso com a suplementação de whey protein em indivíduos praticantes de exercícios físicos. Nesse estudo 30 indivíduos bem treinados, com idade média de 24 anos, foram separados em dois grupos: o primeiro recebeu 1.8g/kg de proteína por dia (whey protein + alimentação). Já o segundo grupo recebeu uma aporte muito maior de proteína, foram 4.4g/kg de proteína por dia (whey protein + alimentação).
O resultado desse estudo foi muito interessante, pois apesar de os dois grupos terem resultados semelhantes do ponto de vista de ganho muscular, não houve aumento no percentual de gordura no segundo grupo, que recebeu uma alimentação hiperproteica 5,5x maior que o recomendado para uma pessoa sedentária (0,8g/kg dia), em comparação com o grupo que recebeu 1,8kg/kg de proteína. Importante ressaltar que a proteína também é fonte de calorias e o aumento na ingesta do segundo grupo foi de 835Kcal/kg por dia maior que no primeiro grupo. Portanto, em indivíduos praticantes de exercícios físicos, uma alimentação diária hiperproteica, mesmo acima do recomendado, não está relacionada com ganho de peso. Observamos a importância do acompanhamento com o nutricionista para que a suplementação com o whey protein possa ser absolutamente individualizada e adequada para cada indivíduo.
Whey protein pode causar lesão renal ou hepática?
Não. Dois estudos evidenciam que a suplementação com whey protein não está relacionada com lesão renal ou hepática. Um deles, de 2015, publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition, acompanhou 48 homens e mulheres por oito semanas e mostrou que o consumo de proteína, mesmo acima dos valores diários recomendados (3,4g/kg por dia), não mostrou alteração de escorias renais.
Outro estudo brasileiro publicado em 2013 no Appl. Physiol. Nutrition Metabolism foi feito com 32 roedores, que foram separados em quatro grupos: o primeiro grupo recebeu 1,8g/kg dia de whey + exercício de força; o segundo grupo fez apenas exercícios de força; o terceiro grupo recebeu 1,8g/kg dia de whey sem exercício de força; e o quarto grupo foi o controle. Após oito semanas de acompanhamento, foram analisados os valores de creatinina para avaliar a função renal e enzimas hepáticas nos quatro grupos. O primeiro grupo teve os menores valores entre todos, seguido do segundo grupo. O terceiro grupo que recebeu whey mas não fez exercício de força teve maior aumento dos marcadores entre todos os grupos. O estudo é muito interessante pois mostra que indivíduos que fazem treino de força podem ter benefícios com a suplementação de proteína em valores altos sem prejuízo para a função renal ou hepática. No entanto, indivíduos sedentários parecem não se beneficiar de suplementação de proteína acima do recomendado (até 0,8g/kg dia), o que poderia ainda estar associado com maior risco de lesão renal e hepática nesse grupo.
E o veggie protein? Ele tem os mesmos benefícios do whey?
Nos últimos anos houve um enorme crescimento na venda e no consumo dos suplementos à base de proteínas de origem vegetal (veggie protein). Até pouco tempo, escassas evidências científicas demonstravam que a ingesta regular desses suplementos poderia ter um benefício semelhante ao consumo do whey protein. Recentemente, novos ensaios clínicos confirmam que os suplementos proteicos vegetais parecem possuir qualidades equivalentes a proteína do soro do leite.
Um exemplo é o estudo randomizado, duplo-cego e controlado publicado em 2015 no Journal of the International Society of Sports Nutrition, em que 161 homens entre 18 e 35 anos, praticantes de musculação, foram divididos em três grupos que foram acompanhados 12 semanas. No primeiro grupo, 53 indivíduos receberam suplementação com proteína da ervilha (veggie protein). No segundo grupo, 54 indivíduos receberam suplementação com proteína do soro do leite (whey protein). Já no terceiro grupo, 54 indivíduos receberam o placebo. Os resultados mostraram um significativo aumento da espessura muscular em ambos os grupos com a suplementação proteica (whey ou ervilha) em comparação com o grupo placebo.
Esse estudo é interessante, pois apesar dos resultados benéficos similares entre as proteínas (animal e vegetal), a composição dos aminoácidos em ambas as fontes proteicas é completamente diferente. Por exemplo, 100g de whey possui 8,6g de leucina, enquanto a proteína da ervilha possui uma quantidade menor de 6,4g. Por outro lado, a ervilha possui 6.6g de arginina, enquanto o whey tem apenas 2,1g. Vale ressaltar que existem inúmeras evidências científicas para o uso do whey, mas os estudos em relação às proteínas de origem vegetal são escassos. No entanto, como esse estudo demonstra, ambas as fontes proteicas parecem ser benéficas para o ganho muscular. Veja na tabela abaixo as diferentes concentrações de aminoácidos entre as diferentes fontes de proteínas animais e vegetais:
Fontes de proteína vegetal (veggie protein)
Fontes vegetais
% Aminoácidos essenciais
% Leucina
% Lisina
% Metionina
Spirulina
41
8,5
5,2
2,0
Quinoa
39
7,2
6,5
2,6
Ervilha
37
7,8
6,3
1,6
Arroz
37
8,2
3,8
2,2
Fontes de proteína animal
Fontes animais
% Aminoácidos essenciais
% Leucina
% Lisina
% Metionina
Whey protein
52
13,6
10,6
2,3
Caseína
48
10,2
8,1
2,7
Isolado da carne (Beef)
44
8,8
8,9
2,5
Ovo
44
8,5
7,5
3,0
Afinal, devo fazer suplementação de proteínas?
Os benefícios dos suplementos de proteína são comprovados por diversos estudos para ganho de massa muscular, no auxilio ao tratamento do diabetes 2, no auxilio ao tratamento da obesidade e da síndrome metabólica e na prevenção da perda muscular excessiva relacionada ao envelhecimento. Mas, vale ressaltar que a suplementação não deve substituir alimentos e as doses devem ser sempre individualizadas. Por isso, a avaliação e o acompanhamento com o nutricionista é fundamental para indicar as melhores opções do mercado e para se obter apenas os benefícios nutricionais da suplementação. O acompanhamento com o médico também é essencial, principalmente, para indivíduos diabéticos, hipertensos, idosos, atletas de alta performance e indivíduos que estão em um programa de emagrecimento. Tenha sempre equilíbrio e coerência nas suas escolhas.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do ge / Eu Atleta.
A pandemia do novo coronavírus ensinou a sermos mais cautelosos nas compras. Aprendemos a higienizar melhor as mãos, seja com água e sabão, ou na rua, usando álcool em gel após tocar em qualquer superfície. Também aprendemos a lavar as embalagens de compras tão logo chegamos em casa, ou pelo menos, limpá-las com um pano seco e álcool antes de guardá-las. Mas será que a população aprendeu a lavar as verduras e legumes que vão parar na salada —e as frutas que são consumidas cruas, muitas delas com a casca?
Pela falta de tempo ou desconhecimento, muitas pessoas acabam realizando apenas uma simples lavagem em água corrente ou ainda a famosa técnica de imersão de misturas como água e vinagre, água e limão ou bicarbonato de sódio. Mas, de acordo com especialistas, nenhuma dessas ações é capaz de exterminar adequadamente pesticidas e fungicidas, fungos, bactérias e vírus. No máximo, vai conseguir eliminar algum inseto e terra.
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"A lavagem correta de vegetais e frutas é uma orientação do próprio Ministério da Saúde para que o consumo desses alimentos seja seguro à saúde", explica Natalia Barros, nutricionista especialista em Saúde Feminina, mestre em Ciências pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e em Aprimoramento em Nutrição Humana e Metabolismo pela Stanford University, nos Estados Unidos. "A olho nu pode não parecer, mas existem microrganismos e sujidades presentes neles que podem acabar sendo ingeridos e trazendo malefícios à saúde", afirma.
Alimentos mal lavados podem provocar doenças
Os vegetais e frutas podem trazer muitos microrganismos patogênicos que vêm do contato com a terra, com a água não potável onde foram cultivados ou com as superfícies dos locais de estocagem no campo. "Na terra e nos locais de armazenagem, esses alimentos podem entrar em contato com dejetos de pombos ou ratos, por exemplo, que são portadores de muitas doenças decorrentes de vírus, bactérias, fungos ou mesmo protozoários", afirma Alvaro Amarante, engenheiro químico, professor do curso de Engenharia de Alimentos da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).
O leque de possíveis doenças é grande: hepatite, salmonelose, doença de chagas, leptospirose, verminoses e muitas outras. "Além disso, a maior parte das frutas e hortaliças durante seu cultivo são tratadas com defensivos. Algum teor residual desses produtos químicos pode permanecer nos produtos durante a comercialização até a chegada ao prato, e são, de modo geral, altamente tóxicos", avalia o especialista.
A melhor forma de eliminar esses resíduos é realizando o processo chamado de arraste, que consiste em lavar os alimentos individualmente e esfregando como se estivesse arrastando mesmo a sujeira. "Mergulhar os vegetais na água não tem o mesmo efeito e os microrganismos não desgrudam das folhas", explica Cilene da Silva Gomes Ribeiro, nutricionista e professora do curso de nutrição na PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). "Nos vegetais folhosos, por exemplo, o arraste ajuda a identificar parasitas, além de retirar as primeiras sujidades", afirma.
Só depois dessa etapa é que as folhas podem ir para uma imersão com solução clorada para finalizar a limpeza. A água com vinagre até pode ser usada nesta etapa se não houver outra escolha, mas não é a mais recomendada. "Não é um sanitizante eficiente pois o vinagre é um ácido bastante diluído e, por isso, não tem o mesmo efeito", diz Amarante.
No caso das frutas e legumes, eles também devem ser lavados em água corrente e a lavagem pode ter o auxílio de uma escovinha com cercas de nylon exclusiva para essa finalidade. Essa etapa é especialmente importante em frutas e legumes de superfície mais rugosa, como a abóbora e a laranja, que podem esconder mais sujidades na superfície. Depois da lavagem, assim como feito com as folhas, coloca-se em imersão em solução clorada.
Vale dizer que as recomendações de higiene também valem para hortaliças e legumes que serão consumidos cozidos, já que nem sempre o cozimento ou outro tipo de preparo quente atingem a temperatura ideal para eliminar alguns microrganismos mais resistentes.
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Água sanitária é a solução
De acordo com os especialistas, o hipoclorito de sódio com concentração de cloro ativo entre 2% e 2,5%, conhecido popularmente como água sanitária, tem efeito comprovado para remover todos os microrganismos presentes em todos os vegetais, incluindo também as frutas. Além disso é barato e pode ser encontrado facilmente no supermercado.
Para usá-lo, basta fazer uma mistura de uma colher de sopa para um litro de água. "Depois da lavagem, os alimentos devem ser mergulhados na solução e deixados de molho entre 10 e 15 minutos", ensina LuannaCaramalacMunaro, nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela VP Centro de Nutrição Funcional, em São Paulo. "Depois, deve-se enxaguar muito bem em água corrente potável, folha por folha, no caso das hortaliças, e integralmente os demais legumes e frutas", diz.
Por fim, o ideal é secar os alimentos com um pano limpo ou, no caso da salada, pode-se usar também uma vasilha adequada pra remover o excesso de água, para só então levar para o consumo.
Caso o hipoclorito não esteja disponível, Amarante sugere usar a água oxigenada 10 volumes (aquela encontrada em farmácias) na mesma diluição: uma colher de sopa em um litro de água. "Porém, o preço é muito mais caro e ainda pode deixar um sabor residual mesmo após o enxágue", afirma.
O engenheiro químico também alerta para tomar cuidado na hora de adquirir a água sanitária, que é uma solução apenas de hipoclorito de sódio e cloro. "Não confundir com outros sanitizantes e produtos de limpeza profunda encontrados no mercado, que possuem outros compostos ativos de desinfecção e não são recomendados para a higienização de frutas e hortaliças", alerta. Na dúvida, procure no rótulo da embalagem da água sanitária se o produto é recomendado para higienização de vegetais e frutas.
E os vegetais e as frutas orgânicas?
Produtos orgânicos não usam defensivos nem fertilizantes químicos, porém isto não significa que sejam mais seguros se consumidos sem a higienização correta. "Eles requerem o mesmo processo que os produtos não orgânicos, pois também são cultivados na terra e muitas vezes regados com água não potável. Além disso, os locais de armazenagem podem conter os mesmos microrganismos dos demais alimentos até a chegada ao ponto de venda", explica Amarante.
Ou seja, apesar de não conterem agrotóxicos, é preciso eliminar resíduos de terra, insetos e bactérias presentes nesses vegetais e frutas. "Vale lembrar que nem sempre uma boa higienização nos vegetais é capaz de eliminar totalmente os defensivos agrícolas contidos neles. Por isso é tão importante dar preferência aos alimentos orgânicos, quando possível", recomenda a nutricionista Natália Barros.
Questionado por um seguidor em uma caixinha de perguntas sobre o motivo de estar sumido das redes sociais, o influenciador disse estar "prezando pela minha saúde mental".
"Principalmente depois do termino eu percebi que expor 100% da minha vida acaba dando liberdade pras pessoas opinarem e palpitarem o que elas quiserem e como elas quiserem", desabafou.
"Eu tava precisando desse respiro, a internet (quando quer) suga muito", concluiu, e voltou ao assunto ao responder outras perguntas. "Pretende namorar de novo?", quis saber outro seguidor, "só não por agora, mas com certeza sim, gosto muito da vida a dois e de ter uma pessoa para tudo".
"Tá conhecendo alguém no momento?", perguntou outro fã, e Bruno foi enfático: "Eu mesmo".
Bruno Magri responde seguidor (Foto: Reprodução / Instagram )
Bruno Magri responde seguidor (Foto: Reprodução / Instagram )
Bruno Magri responde seguidor (Foto: Reprodução / Instagram )
Trago uma reflexão sobre uma crítica que eventualmente aparece contra o consumo supostamente exagerado de suplementos com proteínas e que isso poderia trazer danos a nossa saúde. A crítica se faz devido ao aumento do consumo desses suplementos ao redor do mundo e como isso poderia impactar a nossa saúde a longo prazo. Mas talvez os críticos tenham se esquecido que esse movimento é decorrente e em oposição ao consumo exacerbado do açúcar. Logicamente não estou aqui para guiar ninguém para consumo exagerado de proteínas, mas vamos recorrer à ciência para responder algumas perguntas.
1 de 1 Whey protein: suplementação pode ser usada como estratégia em dietas para emagrecer, ganhar massa muscular e combater diabetes tipo 2 — Foto: iStock Getty Images
Whey protein: suplementação pode ser usada como estratégia em dietas para emagrecer, ganhar massa muscular e combater diabetes tipo 2 — Foto: iStock Getty Images
Não podemos esquecer que a proteína é o macronutriente mais importante para o corpo humano e uma alimentação rica em proteínas é capaz exercer efeitos benéficos sobre sobre o nosso metabolismo. No entanto, como abordei acima, atualmente nossa alimentação é rica em carboidratos e um número crescente de estudos mostram que o consumo de proteína na nossa dieta é cada vez menor. No Brasil, por exemplo, esse cenário parece ser ainda pior.
Estudos recentes mostram que ter uma alimentação rica em proteínas está relacionada com:
Redução do estresse oxidativo;
Manutenção da massa muscular;
Diminuição da prevalência da obesidade;
Melhora da resistência à insulina;
Diminuição da hemoglobina glicada;
Redução do risco cardiovascular;
Melhora imunológica.
Face ao esgotamento dos recursos naturais e do crescimento populacional, novas estratégias para uma dieta rica em proteínas têm sido propostas, uma vez que a sustentabilidade do consumo de carnes de origem animal pela população é extremamente onerosa para o meio ambiente. Por esse motivo, diversos produtos agroindustriais ricos em proteínas têm tido grande crescimento em todo o mundo. Um deles é o whey protein, um dos suplementos nutricionais mais consumidos no mundo.
O que é o whey protein?
O whey protein, ou proteína do soro do leite, foi considerado um resíduo pela indústria de laticínios por décadas. Mas felizmente o seu potencial como um suplemento está sendo reconhecido nas últimas décadas. O soro de leite contém de 15 a 20% de proteínas totais do leite com alta qualidade nutricional e de rápida absorção. Essa proteína do soro do leite é globular com os seguintes componentes principais: beta-lactoglobulina (35-65%), alfa-lactoglobulina (12-25%), imunoglobulinas (8%), albumina (5%) e a lactoferrina (1%).
O whey protein é, também, uma fonte rica de aminoácidos de cadeia ramificada: leucina, isoleucina e valina (BCAA) e outros aminoácidos essenciais, como a cisteína (o precurssor da glutationa um potente antioxidante). A leucina é um dos aminoácidos mais abundantes do whey protein e desempenha um papel fundamental na regulação da síntese de proteínas musculares, como mostra estudo publicado em 2014.
Qual a diferença entre whey protein concentrado, isolado ou hidrolisado?
Ao contrário do que muitos pensam existem, diferentes métodos utilizados para a extração das proteínas do soro do leite. Com base na sua concentração e seus atributos, o whey protein é comercializado nas seguintes formas:
Whey concentrado: não sofre etapas de filtração rigorosa, possui gordura e lactose, juntamente com 29% a 89% de proteínas, dependendo da qualidade. O processo de filtragem mais simples não elimina a lactose e a gordura, o que torna a absorção mais lenta, não sendo o mais adequado para indivíduos com intolerância a lactose.
Whey isolado: contém 90% de proteínas. Existem dois tipos de whey isolado:
O por troca-iônica onde o processo de filtragem é mais antigo e a desvantagem é o aquecimento que desnatura as proteínas e eleva a quantidade de sódio no produto final pelo processo químico;
O isolado por microfiltragem a frio, um processo mais moderno que garante maior integridade das proteínas por não passar por aquecimento e tem menor teor de sódio.
Whey hidrolisado: a hidrólise consiste na quebra das moléculas de proteínas em peptídeos menores por processos químicos ou enzimáticos, o que facilita a absorção e o metabolismo. O processo de hidrólise favorece uma maior absorção intestinal do whey pela quebra dos peptídeos e uma maior biodisponibilidade dos aminoácidos. Uma boa alternativa para indivíduos com intolerância a lactose.
Tri-Whey e outras misturas: inúmeros tipos disponíveis no mercado (ex: concentrado + isolado + hidrolisado) ou a mistura de dois tipos. Não existem estudos randomizados que mostrem benefícios dessas misturas - sendo isolado + hidrolisado a melhor opção para intolerantes a lactose.
Existem diversos estudos científicos mostrando benefícios da proteína de soro de leite para nossa saúde. Ao contrário do que muitos afirmam, o whey tem benefícios muito mais importantes do que apenas o ganho muscular. Estudos recentes mostram a associação do uso do whey com a redução do estresse oxidativo, com a prevenção da perda muscular e a sarcopenia em idosos, com a diminuição da hemoglobina glicada e como uma boa opção para tratamento nutricional do diabetes 2.
Whey protein pode ser usado e traz benefícios para idosos?
Sim, é o que mostra o estudo randomizado duplo-cego controlado publicado em 2015 no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, que dividiu 45 homens com idade média de 69 anos em três grupos. O primeiro grupo recebeu 21g de whey protein com 9g de carboidratos e 3g de gordura; o segundo grupo recebeu apenas whey protein; o terceiro não recebeu whey, apenas uma dieta isocalórica. Foi avaliada a síntese muscular pós-prandial nos três grupos. Nos dois grupos que fizeram a ingesta de 21g de whey protein houve um aumento significativo (p<0,05) da síntese muscular quando comparados ao grupo que recebeu apenas carboidrato e gordura. O mais interessante desse estudo foi observar o aumento da insulina apenas no grupo que fez whey + carbo, o que sustenta a afirmação do poder anabólico da introdução do carboidrato pós-treino em associação com whey protein. Vale lembrar que indivíduos com mais de 60 anos de idade tendem a perda da massa muscular e a quadros de sarcopenia, o que torna fundamental a ingestão de valores adequados de proteína, como mostra esse estudo onde a síntese muscular foi significativamente maior no grupo que introduziu o whey protein.
Como o Whey Protein pode auxiliar no tratamento do diabetes 2?
O diabetes tipo 2 e a resistência à insulina são dois dos maiores problemas de saúde pública atuais e estão relacionados com uma série de complicações da hiperglicemia, como a perda da visão, a aterosclerose, a síndrome metabólica, úlceras em membros inferiores e a esteatose hepática. Estudos mostram que o whey protein pode diminuir os níveis de glicose no sangue e aumentar a liberação de hormônios que diminuem o apetite (leptina e PYY).
Além disso, uma descoberta recente publicada no meeting 2016 da Endocrine Society foi que o consumo regular do whey protein no café da manhã parece diminuir a glicemia pós-prandial, diminuir a hemoglobina glicada (HbA1c) e favorecer o emagrecimento. Esse estudo comparou três grupos com diferentes cafés da manhã: o primeiro grupo recebeu o café tradicional (carboidratos + 13g de proteína); o segundo grupo recebeu um café com ovos, queijo e atum contendo 36g de proteínas no total; o terceiro grupo recebeu apenas um shake de whey protein com 36g de proteína. O estudo evidenciou que o whey protein parece estimular o GLP-1 hormônio que possui potente ação na diminuição da glicemia através da estimulação da insulina e da inibição do glucagon. Na conclusão dos autores: “O whey deve ser usado como uma estratégia importante no tratamento do diabetes 2“.
Por que consumir diariamente o whey protein não engorda?
Estudo publicado em 2014 no Journal of the International Society of Sports Nutrition não mostra ganho de peso com a suplementação de whey protein em indivíduos praticantes de exercícios físicos. Nesse estudo 30 indivíduos bem treinados, com idade média de 24 anos, foram separados em dois grupos: o primeiro recebeu 1.8g/kg de proteína por dia (whey protein + alimentação). Já o segundo grupo recebeu uma aporte muito maior de proteína, foram 4.4g/kg de proteína por dia (whey protein + alimentação).
O resultado desse estudo foi muito interessante, pois apesar de os dois grupos terem resultados semelhantes do ponto de vista de ganho muscular, não houve aumento no percentual de gordura no segundo grupo, que recebeu uma alimentação hiperproteica 5,5x maior que o recomendado para uma pessoa sedentária (0,8g/kg dia), em comparação com o grupo que recebeu 1,8kg/kg de proteína. Importante ressaltar que a proteína também é fonte de calorias e o aumento na ingesta do segundo grupo foi de 835Kcal/kg por dia maior que no primeiro grupo. Portanto, em indivíduos praticantes de exercícios físicos, uma alimentação diária hiperproteica, mesmo acima do recomendado, não está relacionada com ganho de peso. Observamos a importância do acompanhamento com o nutricionista para que a suplementação com o whey protein possa ser absolutamente individualizada e adequada para cada indivíduo.
Whey protein pode causar lesão renal ou hepática?
Não. Dois estudos evidenciam que a suplementação com whey protein não está relacionada com lesão renal ou hepática. Um deles, de 2015, publicado no Journal of the International Society of Sports Nutrition, acompanhou 48 homens e mulheres por oito semanas e mostrou que o consumo de proteína, mesmo acima dos valores diários recomendados (3,4g/kg por dia), não mostrou alteração de escorias renais.
Outro estudo brasileiro publicado em 2013 no Appl. Physiol. Nutrition Metabolism foi feito com 32 roedores, que foram separados em quatro grupos: o primeiro grupo recebeu 1,8g/kg dia de whey + exercício de força; o segundo grupo fez apenas exercícios de força; o terceiro grupo recebeu 1,8g/kg dia de whey sem exercício de força; e o quarto grupo foi o controle. Após oito semanas de acompanhamento, foram analisados os valores de creatinina para avaliar a função renal e enzimas hepáticas nos quatro grupos. O primeiro grupo teve os menores valores entre todos, seguido do segundo grupo. O terceiro grupo que recebeu whey mas não fez exercício de força teve maior aumento dos marcadores entre todos os grupos. O estudo é muito interessante pois mostra que indivíduos que fazem treino de força podem ter benefícios com a suplementação de proteína em valores altos sem prejuízo para a função renal ou hepática. No entanto, indivíduos sedentários parecem não se beneficiar de suplementação de proteína acima do recomendado (até 0,8g/kg dia), o que poderia ainda estar associado com maior risco de lesão renal e hepática nesse grupo.
E o veggie protein? Ele tem os mesmos benefícios do whey?
Nos últimos anos houve um enorme crescimento na venda e no consumo dos suplementos à base de proteínas de origem vegetal (veggie protein). Até pouco tempo, escassas evidências científicas demonstravam que a ingesta regular desses suplementos poderia ter um benefício semelhante ao consumo do whey protein. Recentemente, novos ensaios clínicos confirmam que os suplementos proteicos vegetais parecem possuir qualidades equivalentes a proteína do soro do leite.
Um exemplo é o estudo randomizado, duplo-cego e controlado publicado em 2015 no Journal of the International Society of Sports Nutrition, em que 161 homens entre 18 e 35 anos, praticantes de musculação, foram divididos em três grupos que foram acompanhados 12 semanas. No primeiro grupo, 53 indivíduos receberam suplementação com proteína da ervilha (veggie protein). No segundo grupo, 54 indivíduos receberam suplementação com proteína do soro do leite (whey protein). Já no terceiro grupo, 54 indivíduos receberam o placebo. Os resultados mostraram um significativo aumento da espessura muscular em ambos os grupos com a suplementação proteica (whey ou ervilha) em comparação com o grupo placebo.
Esse estudo é interessante, pois apesar dos resultados benéficos similares entre as proteínas (animal e vegetal), a composição dos aminoácidos em ambas as fontes proteicas é completamente diferente. Por exemplo, 100g de whey possui 8,6g de leucina, enquanto a proteína da ervilha possui uma quantidade menor de 6,4g. Por outro lado, a ervilha possui 6.6g de arginina, enquanto o whey tem apenas 2,1g. Vale ressaltar que existem inúmeras evidências científicas para o uso do whey, mas os estudos em relação às proteínas de origem vegetal são escassos. No entanto, como esse estudo demonstra, ambas as fontes proteicas parecem ser benéficas para o ganho muscular. Veja na tabela abaixo as diferentes concentrações de aminoácidos entre as diferentes fontes de proteínas animais e vegetais:
Fontes de proteína vegetal (veggie protein)
Fontes vegetais
% Aminoácidos essenciais
% Leucina
% Lisina
% Metionina
Spirulina
41
8,5
5,2
2,0
Quinoa
39
7,2
6,5
2,6
Ervilha
37
7,8
6,3
1,6
Arroz
37
8,2
3,8
2,2
Fontes de proteína animal
Fontes animais
% Aminoácidos essenciais
% Leucina
% Lisina
% Metionina
Whey protein
52
13,6
10,6
2,3
Caseína
48
10,2
8,1
2,7
Isolado da carne (Beef)
44
8,8
8,9
2,5
Ovo
44
8,5
7,5
3,0
Afinal, devo fazer suplementação de proteínas?
Os benefícios dos suplementos de proteína são comprovados por diversos estudos para ganho de massa muscular, no auxilio ao tratamento do diabetes 2, no auxilio ao tratamento da obesidade e da síndrome metabólica e na prevenção da perda muscular excessiva relacionada ao envelhecimento. Mas, vale ressaltar que a suplementação não deve substituir alimentos e as doses devem ser sempre individualizadas. Por isso, a avaliação e o acompanhamento com o nutricionista é fundamental para indicar as melhores opções do mercado e para se obter apenas os benefícios nutricionais da suplementação. O acompanhamento com o médico também é essencial, principalmente, para indivíduos diabéticos, hipertensos, idosos, atletas de alta performance e indivíduos que estão em um programa de emagrecimento. Tenha sempre equilíbrio e coerência nas suas escolhas.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do ge / Eu Atleta.